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Desenvolvimento Profissional

 

A carga horária desta disciplina é de 40 (quarenta) horas e o período de duração compreendido por 4 semanas a partir do dia de início, cabendo a você administrar o tempo conforme a sua disponibilidade. Mas, lembre-se, há um prazo para a conclusão da disciplina, incluindo a realização das atividades avaliativas das unidades.

Os conteúdos foram organizados em Unidades de estudo, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos dinâmicos, com testes, provocações e questões para reflexão. Serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.

Desejamos a você um trabalho proveitoso sobre os temas abordados nesta disciplina. Lembre-se de que, apesar de distantes, podemos estar muito próximos.

EMENTA/CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 

Liderança. Comunicação. Empreendedorismo e Inovação. Propósito e Ética.

OBJETIVO GERAL:

Apresentar e discutir conteúdos definidos a partir do perfil de competências diferenciadas para o mercado de trabalho.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 

  • Conhecer os conceitos de Liderança e Carreira.

  • Compreender as competências e habilidades para ser um Líder eficiente.

  • Conhecer o processo de Comunicação (emissor, receptor, mensagem, ruído e retorno).

  • Aprender a elaborar documentos empresariais e acadêmicos.

  • Conhecer o uso e aplicação de elementos da comunicação empresarial.

  • Conhecer os tipos de empreendedorismo e suas competências.

  • Aprender a construir um novo modelo de negócios.

  • Refletir sobre Propósito e Ética nas relações humanas e no mercado de trabalho.

 

METODOLOGIA:

  • Conteúdos: organizados em Unidades de estudo, subdivididas em capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos atuais e dinâmicos, com questões para reflexão e ícones que auxiliarão você a compreender os temas. Podem ser indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.

  • Tarefas Avaliativas: os conteúdos das Unidades serão avaliados por meio de Fóruns:

  • Fórum: atividade colaborativa visando a construção coletiva do conhecimento. Seu tutor apresentará o comando do debate e você deverá responder ao questionamento inicial e dialogar com seus colegas para “esgotar” o tema proposto;
    Além disso, são oferecidos testes e questões complementares (não avaliativos) inseridos nas unidades.

  • Atividades complementares: não são avaliativas e podem ser indicação de leitura complementar,testes, estudos de caso, jogos, vídeos, inseridos nas unidades.

  • Sala do Tutor: é o espaço reservado para a tutoria postar avisos e orientações, além de mensagens de alerta e prazos.

  • Fórum de Dúvidas: é o espaço de interação entre você, seus colegas e o tutor do curso. Suas dúvidas devem ser postadas neste espaço para que tanto o tutor quanto os outros alunos possam dialogar. 

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES:

A cada Unidade pensamos nas horas que você dedica ao trabalho destinado às atividades educativas bem como às práticas desenvolvidas no cotidiano de uma pós-graduação. Lembrando sempre de que você é protagonista da história que estamos construindo a partir de agora.

Para o aluno que estuda a distância, algumas ações são importantes, como o cumprimento do seu planejamento, um bom desenvolvimento do processo de aprendizagem e a interação com o tutor e colegas. Portanto, elabore um cronograma para que você possa participar de todas as atividades, conforme a seguir:

 

Prazo 

UnidadeAtividadeTipoValor

1ª SemanaAmbientaçãoLeituraConteúdo-

Tarefa 1Fórum de apresentação-

2ª e 3ª SemanasUnidades 1 e 2LeituraConteúdo-

Tarefa 2Fórum 50

4ª e 5ª SemanasUnidades 3 e 4LeituraConteúdo-

Tarefa 3Fórum50

5 semanas4 Unidades TOTAL 100

 

CRITÉRIO DE APROVAÇÃO NA DISCIPLINA:

Cada disciplina do curso tem um processo de avaliação específico que envolve o desenvolvimento das atividades avaliativas propostas (tarefas).

A disciplina de Desenvolvimento Profissional não tem uma prova presencial, como o restante das disciplinas do curso. Nesse caso, você terá que obter no mínimo 70% de aproveitamento no conjunto de tarefas.

DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

 

LIDERANÇA
 

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UNIDADE I – APRESENTAÇÃO

 

 

1

APRESENTAÇÃO

Olá! Seja bem-vindo à Disciplina Desenvolvimento Profissional! Nessa disciplina abordaremos temáticas que permeiam todas as profissões. Nosso objetivo é proporcionar a você, aluno, um conteúdo moderno e prático.

Sim! Você terá acesso ao que há de mais moderno em temas que são essenciais em todas as carreiras: Liderança, Comunicação, Inovação e Empreendedorismo, além de Ética!

2

ESCOLHA SEU PERSONAGEM

Durante esta jornada queremos que você esteja em ótima companhia, para isso você pode escolher um dos personagens abaixo. Esse personagem irá aparecer durante o curso para te acompnhar e dar dicas.

 

Vamos começar nossa jornada!

 

Estarei com você ao longo dessa jornada!

 

Que nossa jornada comece!

 

Olá! Estarei ao seu lado ao longo dessa jornada!

Temos certeza de que o conteúdo dessa unidade será de grande interesse para você, apesar de, provavelmente, já ter ouvido bastante e estudado sobre o tema. Nessa unidade procuramos trazer, de forma objetiva, uma visão atualizada do tema liderança, considerando o perfil ideal do líder para o contexto atual.

Muitos de nós gostaríamos de assumir o papel de líder, supomos, seja na nossa vida pessoal, seja em nosso trabalho. Isso não significa que desejamos, necessariamente, ser chefes no ambiente de trabalho. Mas o fato é que quando lideramos no contexto laboral, buscamos nos sentir seguros, orgulhosos de nós mesmos, admirados por nossos pares e superiores, produtivos e reconhecidos pelo nosso esforço e dedicação. Tem coisa melhor que isso? Esses sentimentos nos motiva a querer mais, a nos desenvolvermos dia a dia, buscando realizar nosso propósito. Claro que não é sempre que iremos assumir a liderança. E tudo bem! Porque para liderar não basta apenas a nossa vontade e competência.

 

ATENÇÃO

A liderança é um processo de influência entre o líder e seus liderados, que envolve o perfil do líder e suas competências, o perfil da equipe e o contexto em que este processo acontece.

De acordo com Dorfman (1996), não existe liderança sem seguidores; a liderança irá ocorrer se as pessoas aceitarem seguir o líder, legitimando-o na situação específica. A liderança, nas abordagens contemporâneas, é vista como um atributo que decorre da situação. Portanto, a pessoa não nasce líder, são os seguidores que atribuem a ela essa característica. No entanto, apesar dos vários estudos sobre liderança, muitos defendem que a pessoa nasce líder. Na verdade, existem pessoas que apresentam algumas características que são comuns aos líderes, mas isso não quer dizer que elas irão assumir a liderança em qualquer situação. É muito importante que você compreenda claramente o conceito de liderança. Se fossemos destacar uma ou duas palavras para falar da liderança, estas palavras seriam: influência e confiança. Alguém só será líder de uma equipe, se as pessoas confiarem nela e se ela conseguir influenciar seus comportamentos. Ninguém segue ideias e atitudes/comportamentos de pessoas que não confiam.

Nessa unidade tivemos o cuidado de pontuar os aspectos que consideramos mais relevantes ao perfil do líder, para que você possa entender melhor o fenômeno da liderança, tão importante no contexto das organizações. A nossa primeira conversa será sobre o autoconhecimento. É preciso que o líder conheça em profundidade a si mesmo para poder liderar os outros.

Quais são os valores que guiam a sua vida?

O que o motiva?

Quais são os fatores que alavancam sua atuação e aqueles que limitam seu desenvolvimento?

Em seguida abordaremos os fatores-chaves da liderança, com destaque para

percepção,

valores,

modelos mentais,

motivação,

comprometimento e

relacionamento interpessoal.

Estudos têm demonstrado a influência de diversos fatores na formação do perfil do líder. Os valores pessoais e organizacionais têm sido apontados como os mais expressivos na atuação do líder nas organizações. Apesar dos resultados serem o foco maior de qualquer negócio, é preciso buscar um estilo de gerenciamento que concilie os resultados com uma eficaz gestão de pessoas, possibilitando a autonomia e realização profissional e pessoal e a equivalente responsabilidade e compromisso com a organização. Como você bem sabe, a motivação é intrínseca, ou seja, vem de dentro da pessoa. O líder precisa manter a motivação dos seus colaboradores, com atividades desafiadoras, prazerosas e com significado. O ambiente de trabalho é um elemento que influencia no comportamento e nas entregas dos colaboradores, especialmente a qualidade das relações de trabalho.

Não existe processo de liderança sem os inter-relacionamentos, que se estabelecem por meio da comunicação, seja ela verbal ou não-verbal. Na comunicação que estabelece uma relação ganha-ganha, os relacionamentos serão pautados pela escuta ativa, pelo respeito às diferenças, pela construção coletiva dos aprendizados, das soluções e das decisões, da parceria e do compartilhamento de conhecimentos. Nesse contexto, os conflitos surgidos serão de ideias e não pessoais. Os conflitos serão vistos como algo normal e positivo, gerando ideias criativas que irão enriquecer o processo e proporcionar excelentes resultados organizacionais. Nos casos em que o conflito não é percebido como oportunidade de amadurecimento e de geração de inovação, caberá ao líder redirecionar os sentimentos para garantir o alcance dos resultados almejados.

Por último, foram abordados o papel e os desafios do líder no mundo contemporâneo e a importância da pessoa assumir a liderança da sua própria carreira, buscando os diferenciais em termos de conhecimento e habilidades, especialmente, os comportamentos requeridos pelo mundo do trabalho. Atualmente, ser um bom líder não é mais suficiente para que a organização consiga enfrentar seus desafios. Um ambiente de trabalho rico em oportunidades, com clima de harmonia entre os pares e chefia e colaboradores, são fundamentais para manter as pessoas na empresa, motivadas.

Esperamos que você esteja bastante curioso com o que vamos discutir daqui para frente. Embora o conteúdo tenha sido preparado com muito capricho, o protagonista dessa unidade é você. Procure aprofundar-se no tema apresentado, com leituras complementares, além daquelas sugeridas. Esperamos que o conhecimento adquirido faça sentido para você, na sua vida pessoal e profissional.

Des.Pro, liderança, apres
autoconhecimento

LIDERANÇA

UNIDADE 1 | CAPÍTULO 1

 

1

AUTOCONHECIMENTO

Antes de pensarmos em conhecer o outro, é necessário conhecer a si mesmo. Antes de liderar alguém, é necessário que o líder lidere a si mesmo, tenha ciência de suas fortalezas e fraquezas, conheça suas crenças, padrões mentais, emoções e o que o motiva em sua vida. Os valores e as crenças têm papel fundamental em nossas ações com os liderados, pois podem nos impulsionar, como também nos limitar.

Ao ter consciência de si, o líder está apto e fortalecido para compreender seus liderados, e, assim, direcioná-los com menos julgamento e considerá-los seres em desenvolvimento, estimulando o potencial de cada um e maximizando os resultados para a empresa.

Em todo processo de autoconhecimento é preciso um olhar cuidadoso para cada um dos aspectos que enxergamos nesse caminho. Alguns aspectos, muitas vezes, já conhecemos, pois recebemos feedbacks constantes de nossos familiares e amigos. Nem sempre estaremos prontos para lidar com aquilo que descobrimos.

Vamos imaginar, por exemplo, que acabamos de mudar para uma cidade. Tentamos descobrir o que gostamos, o que não gostamos, quais locais são mais interessantes, etc. e damos prioridade àquilo que é essencial para o nosso dia a dia.

Pode ser que, naquele momento, o que nos esteja agradando mais seja uma praça ou um parque, mas daqui há algum tempo, isso não seja mais essencial. Descobrimos novos locais, sensações e limitações daquela cidade. Assim é nosso autodesenvolvimento! Em determinada fase da vida damos mais valor a ter mais dinheiro, em outra fase, ter mais tempo para a família. O importante é entender essa evolução e saber tirar o melhor dessas fases.

 

Para promover o seu autoconhecimento elaboramos um teste de perfil comportamental. Nesse teste você poderá identificar padrões de comportamentos e, assim, mapear sua preferência de ação.

Vamos ver se você se conhece? Antes do teste gostaríamos que você escolhesse quais destes nomes mais representa sua personalidade.

Clique na palavra que você acredita que mais representa você.

  • Carismático

  • Resoluto

  • Analítico

  • Harmonioso

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QUAL MEU ESTILO DE LIDERANÇA?

Como saber se sou um bom líder? Pois bem, o caminho mais fácil para conseguir ser um bom líder é por meio do autoconhecimento. Assim como todo ser humano, nenhum líder é igual ao outro. Cada um tem a sua própria personalidade, seus valores e crenças, além da sua formação e estilo de trabalho.

Este teste tem como objetivo apontar qual o seu perfil comportamental mais evidente e de que forma ele influencia seu estilo de liderança. Os resultados apresentarão seus comportamentos positivos, isto é, características que impulsionam a sua carreira, assim como possíveis comportamentos a serem desenvolvidos, que podem dificultar na conquista de suas metas e objetivos.

Seja qual for o seu resultado, sua evolução depende somente de VOCÊ! 

ATENÇÃO

Instruções: Leia cada um dos quatro comportamentos de cada quadrante e escolha somente um que melhor representa a sua característica pessoal. Em cada quadrante você deverá escolher um comportamento.

  • AAnimado

  • BAventureiro

  • CAnalítico

  • DAdaptável

  • ABrincalhão

  • BPersuasivo

  • CPersistente

  • DSereno

  • AOtimista

  • BFranco

  • COrdeiro

  • DServidor

  • ARepetitível

  • BInflexível

  • CRessentido

  • DRelutante

  • ASociável

  • BEnergético

  • CDoador

  • DSubmisso

  • AConvincente

  • BCompetitivo

  • CAtencioso

  • DControlado

  • AEngraçado

  • BVigoroso

  • CFiel

  • DAmigável

  • AEsquecido

  • BFranco

  • CComplicado

  • DMedroso

  • AEstimulante

  • BHabilidoso

  • CRespeitoso

  • DReservado

  • AEspirituoso

  • BAutônomo

  • CSensível

  • DSatisfeito

  • AComunicativo

  • BAudacioso

  • CMinucioso

  • DDiplomático

  • AInoportuno

  • BImpaciente

  • CInseguro

  • DIndeciso

  • ACharmoso

  • BAssertivo

  • CPlanejador

  • DPaciente

  • AEspontâneo

  • BSeguro

  • COrganizado

  • DTímido

  • AAlegre

  • BConfiante

  • CCulto

  • DPrevisível

  • AImprevisível

  • BFrio

  • CCalculista

  • DHarmonioso

  • AInspirador

  • BIndependente

  • CIdealista

  • DObservador

  • ADemocrático

  • BDecidido

  • CProfundo

  • DIrônico

  • APessoas

  • BResultados

  • CDados

  • DFatos

  • ACasual

  • BVisionário

  • CEstrategista

  • DPonderado

  • ADesembaraçado

  • BAtivo

  • CQuestionador

  • DMediador

  • AConversador

  • BFirme

  • CPensativo

  • DTolerante

  • AVivo

  • BLíder

  • CLeal

  • DOuvinte

  • APermissivo

  • BOrgulhoso

  • CCauteloso

  • DSimples

  • AAtraente

  • BComandante

  • CDetalhista

  • DContente

  • APopular

  • BProdutivo

  • CPerfeccionista

  • DAmável

  • AVivaz

  • BValente

  • CComportado

  • DEquilibrado

  • AIngênuo

  • BOusado

  • CNegativo

  • DIndiferente

  • AMetido

  • BMandão

  • CAcanhado

  • DComedido

  • AIndisciplinado

  • BInsensível

  • CRancoroso

  • DDesinteressado

  • ATagarela

  • BIndelicado

  • CSensível

  • DRetraído

Clique aqui e veja seu resultado

 

Perfil Comportamental: ANALÍTICO

Líderes analíticos são focados em fatos e dados. Sua liderança considera as tarefas e a organização de sua equipe.

Pontos Positivos: crença de que a perfeição nas atividades é o caminho do êxito. Realizam trabalhos impecáveis, sem qualquer erro ou falta de informações. São muito persistentes na realização de suas tarefas. Bons ouvintes, ao receber uma tarefa prestam atenção nos detalhes. Procuram superar as expectativas de todos quanto à qualidade e à competência para desenvolver suas ações. São organizados, detalhistas e perfeccionistas.

Pontos a Desenvolver: podem parecer arrogantes com perfis comportamentais que não prezam a perfeição e os dados. Quando tomam decisões, não são receptivos a novas idéias. Ficam estressados quando as coisas não saem perfeitas. Não conseguem equilibrar a vida pessoal e o trabalho. Demoram a entrar em ação, pois precisam que tudo esteja perfeito para agirem. Costumam não delegar, pois ninguém fará tão perfeito como ele.

APRENDER A MEXER COM PESSOAS TAMBÉM

 

3

DICAS

Agora você já conhece seu perfil comportamental! Você se lembra que no início deste módulo pedimos para que você escolhesse a palavra que mais estava relacionada a você? E agora? O resultado do teste reforça sua posição?

Se sim, parabéns! Você se conhece e deve continuar a se de desenvolver!

Se não, não se preocupe, nessa unidade falaremos muito sobre autoconhecimento.

IMPORTANTE

É importante ressaltar que nenhum dos perfis comportamentais é um modelo ideal ou perfeito para se formar uma equipe de trabalho. O diferencial ao montar uma equipe de trabalho, na faculdade ou na empresa, é saber que cada perfi complementa o outro na formação de um time.Quando estamos em posição de liderança devemos saber identificar o perfil de cada componente da equipe e, dentro da particularidade de cada um, buscar extrair os melhores resultados, sem que percam a sua essência, valores e motivação.

 

Legal, você está bem!

 

 

 

 

 

 

OUTROS PERFIS:

 

Perfil Comportamental: CARISMÁTICO

São líderes capazes de influenciar pessoas. Lideram para as pessoas e com as pessoas.

Pontos Positivos:  crença de que as pessoas norteiam a felicidade na sua vida. Procuram criar um network forte e relacionamentos frequentes. Bons comunicadores, relações públicas, marketing e profissionais que tenham em sua carreira o vínculo com as pessoas. Como lideres procuram manter o astral da equipe sempre para cima e sempre tentam ouvir todos os envolvidos antes de tomar uma decisão. Sorridentes, alegres e com ótimo humor.

Pontos a Desenvolver: tendem a perder o foco dos objetivos e metas com muita facilidade. Como pensam sempre em primeiro lugar nas pessoas, podem tomar decisões de forma impulsiva. São ótimos para transmitir informações, mas podem não dar espaço ao seu interlocutor.  Podem ser desorganizados em suas tarefas e documentos. Guardar segredo é algo muito difícil para eles. Em situações extremas são propensos a ter temperamento imaturo e dramático.

 

Perfil Comportamental: RESOLUTIVO

Pessoas com este perfil têm capacidade de entrega de resultados e atingimento de metas fora da curva normal. Suas equipes são competitivas e muito focadas.

Pontos Positivos: crença de que alcançar metas e resultados dão sentido à vida. São muito rápidos na execução de suas atividades e no alcance de seus objetivos. Utrapassam barreiras com muita facilidade. São corajosos, objetivos e apresentam resultados em pouquíssimo tempo. Ao se depararem com as dificuldades, não se abatem facilmente e são altamente combativos. Confiam em suas habilidades. Procuram soluções fora do convencional para atingir seus objetivos.

Pontos a Desenvolver: tendem a buscar resultados a qualquer custo, quebrando regras importantes. São percebidos nas relações como frios e distantes. Em equipe, costumam ser individualistas, afetando o trabalho dos demais. Podem ter dificuldade em planejar suas atividades, pois apresentam ansiedade para começar a executar de imediato. Podem aparentar ser o “sabe tudo” e  não se permitem experimentar ou errar. Líderes resolutivos são propensos à frustração se a equipe não atinge o resultado esperado. Em casos extremos, apresentam comportamento assertivo em demasia e parecem ofensivos quando as coisas não acontecem da forma como desejam.

 

Perfil Comportamental: harmoniosSão líderes que lideram com base na confiança e na parceria. Procuram a harmonia entre o grupo e se esforçam para que isso aconteça.

Pontos Positivos: pessoas fiéis e de confiança. Ótimos mediadores de conflitos e bons ouvintes num processo de grupo. Calmos, equilibrados e tranquilos em momentos de estresse. Prestativos no atendimento às necessidades da empresa e dos liderados. São vistos como alguém que se pode confiar e que será acolhido sem julgamentos

Pontos a Desenvolver:  podem demorar para decidir. Gostam de executar as tarefas e ações no seu rítmo. Preferem realizar apenas uma tarefa de cada vez. Tendem a precisar de informações extras para decidirem sobre algo. Não são adeptos a mudanças repentinas. Podem desanimar quando não percebem sentido em alguma ação. Indecisos em momentos de pressão. Mais tímidos com pessoas que não conhecem ou não confiam.

o líder

LIDERANÇA

UNIDADE 1 | CAPÍTULO 2

 

RES CHAVE PARA UM LÍDER

 

1

LÍDER

Poucas são as organizações que se preocupam em desenvolver as pessoas para assumirem cargos de liderança, talvez por acreditarem que um bom técnico será consequentemente um bom líder. Para liderar uma equipe é preciso um líder que exerça influência sobre as pessoas, que saiba identificar o que as motiva, que consiga conectá-las, formando uma sinergia que mobilize o talento de cada uma delas.

Como normalmente as pessoas não são preparadas para assumirem cargo de liderança, muitos gestores focam suas ações apenas nos resultados. Entendem que basta fazer toda a equipe trabalhar focada em atingir as metas e alcançar os resultados esperados pela empresa. Mas, na verdade, é preciso muito mais do que isso. Liderar é atrair, inspirar e motivar os outros para um caminho partilhado e diferenciado.

As competências do líder ocorrem dentro de um cenário bastante diferente de poucas décadas atrás, caracterizado pelo teletrabalho formal e informal, pelo mobile working, etc. Estamos chamando aqui de teletrabalho informal aqueles vários momentos que trabalhamos no celular, na sala de espera de um consultório, dentro das aeronaves, dentre outras situações, não raras vezes, desequilibrando o necessário balanceamento entre a vida do trabalho e a vida pessoal.

Além das novas modalidades de trabalho, encontramos hoje importante diversificação no formato das equipes de trabalho. Em algumas situações o gestor precisará formar uma equipe coesa, em outras será necessário acionar uma rede de profissionais para a elaboração ou desenvolvimento de um projeto. Assim, ao analisarmos o perfil do líder, precisamos considerar estes elementos que influenciam e condicionam sua maneira de liderar.

Segundo Motta (1994), o que distingue o líder da maioria das pessoas comuns é a maneira incomum de obter resultados. Apesar da genialidade dos líderes conhecidos na história, eles construíram uma rede de relacionamentos, a longo prazo, imprimindo sua marca e levando as pessoas a seguirem suas ideias e ideais. Nas organizações, o líder só conseguirá exercer sua liderança se for capaz de interagir com os membros de sua equipe e ser percebido como líder. Se for capaz de atuar como um mentor, adotando uma postura empática, reconhecendo e reagindo às emoções básicas de seus colaboradores. Emoções estas que podem também ser identificadas nas expressões faciais e gestuais dos membros da sua equipe. Para que o líder possa atuar de forma eficaz, deverá ter uma percepção clara de sua personalidade, incluindo potencialidades, limitações, crenças, motivações e emoções, para depois buscar compreender o mundo particular de cada um dos seus colaboradores. Como veremos a seguir, os nossos valores guiam as nossas percepções e escolhas, guiam a nossa vida.

 

Lembre-se: liderança é um processo de influência formado por meio da relação entre o líder e sua equipe. A liderança não é fruto apenas do perfil do líder e suas competências, mas também diz respeito ao perfil da equipe e ao contexto organizacional onde ocorre.

Você já parou para pensar: por que você percebe o mundo de forma diferente do seu colega de trabalho? Que fatores podem influenciar nossas escolhas e percepção do mundo? Como somos percebidos?

 

 

 

Existem dois processos que nos fazem enxergar o mundo a nossa volta:

Sensação  & Percepção

É através desses dois processos que sentimos e interpretamos o mundo. Ao captamos o mundo, sentindo emoções e interpretando-o de acordo com a forma, que o percebemos e criamos comportamentos observáveis. Cada pessoa interpreta o mundo de forma diferente.

A percepção é o resultado de experiências que são afetadas por diversos fatores como, por exemplo, a família em que fomos criados, pessoas com quem nos relacionamos e até o ambiente em que estamos inseridos.

A percepção de uma pessoa sempre estará condicionada à experiência e às suas expectativas e será influenciada por alguns fatores, dentre eles, destacamos dois:

valores pessoais e modelos mentais.

 

Teste sua percepção:

O que você visualiza nesta imagem:

 

CoelhoPatoCavalo

 

Uma moçaUma velhaCasaco de pele

Clique aqui e confira a resposta

Aqui todas as alternativas estão corretas! Nossas percepções são resultados das nossas experiências, informações e valores pessoais.

2

VALORES PESSOAIS

É o conjunto de crenças que norteia nossas ações e comportamentos no que se refere à relação com outras pessoas e com o ambiente em que vivemos.

Cada pessoa tem uma priorização de valores, ou seja, uma hierarquia. Imagine se você tivesse que escolher os cinco valores que você não abre mão em sua vida? Você teria uma listagem, certo? E seu colega outra! E isso pode fazer muita diferença entre o seu comportamento e o dele numa mesma situação.

Quando estamos em um ambiente que nossos valores pessoais estão em sinergia e coerência com os valores de outras pessoas, temos uma sensação de felicidade e de amparo. Porém, em ambiente ou com pessoas com valores diferentes dos nossos, em dissonância, podemos ter conflitos de valores e desconforto.

Identificar quais são os valores que norteiam sua carreira e vida pessoal é importante, pois por meio destes valores você fará escolhas de profissão, amigos, viagens, religião e até de organizações onde irá atuar.

Para um líder, saber identificar quais são seus valores e aqueles que conduzem os seus colaboradores, permitirá direcionar ações com significado para as pessoas, garantindo uma equipe coesa, capaz de atingir resultados superiores.

A proposta é que você reflita sobre quais são seus valores essenciais, e os transforme no pilar de sua carreira e vida. Abaixo, há uma extensa lista de palavras/valores, que podem ajudá-lo a escolher os que considera mais importantes. Limite sua escolha à, no máximo, 5 a 8 valores.

  • ABERTURA

  • ACOLHIMENTO

  • ABNEGAÇÃO

  • ABRAÇO

  • ACONCHEGO

  • AFABILIDADE

  • ALEGRIA

  • AMIZADE

  • AMOR

  • ÂNIMO

  • ASSERTIVIDADE

  • AUXÍLIO

  • BELEZA

  • BENEVOLÊNCIA

  • BOM-SENSO

  • BONDADE

  • BRANDURA

  • CALMA

  • CANDURA

  • CAPRICHO

  • CARIDADE

  • CARINHO

  • CASTIDADE

  • CLAREZA

  • COERÊNCIA

  • COMPADECIMENTO

  • COMPAIXÃO

  • COMPREENSÃO

  • CONCILIAÇÃO

  • CONCÓRDIA

  • CONFIANÇA

  • CONSIDERAÇÃO

  • CONSOLAÇÃO

  • CONSTÂNCIA

  • CONVICÇÃO

  • CORAGEM

  • CRIATIVIDADE

  • DEDICAÇÃO

  • DELICADEZA

  • DESAPEGO

  • DESPRENDIMENTO

  • DESTEMOR

  • DETERMINAÇÃO

  • DEVER

  • DEVOÇÃO

  • DIGNIDADE

  • DINAMISMO

  • DISCERNIMENTO

  • DISCRIÇÃO

  • DOAÇÃO

  • DOÇURA

  • ENTENDIMENTO

  • ENTERNECIMENTO

  • ENTUSIASMO

  • EQUILÍBRIO

  • ESCUTA

  • ESPERANÇA

  • ESPIRITUALIDADE

  • ESPONTANEIDADE

  • EXPRESSÃO

  • FELICIDADE

  • FIDELIDADE

  • FORTALEZA

  • FRANQUEZA

  • FRATERNIDADE

  • GENEROSIDADE

  • GENTILEZA

  • GRATIDÃO

  • HARMONIA

  • HONESTIDADE

  • HUMILDADE

  • IGUALDADE

  • IMAGINAÇÃO

  • INDULGÊNCIA

  • INTEGRIDADE

  • INTERIORIDADE

  • JUSTIÇA

  • LEALDADE

  • LEVEZA

  • LIBERDADE

  • LOUVOR

  • MANSIDÃO

  • MEDITAÇÃO

  • MEIGUICE

  • MISERICÓRDIA

  • MODERAÇÃO

  • MODÉSTIA

  • MORALIDADE

  • OBEDIÊNCIA

  • ORDEM

  • PACIÊNCIA

  • PARTILHA

  • PAZ

  • PERDÃO

  • PERFEIÇÃO

  • PERSEVERANÇA

  • PERSISTÊNCIA

  • PIEDADE

  • PLENITUDE

  • PRECAUÇÃO

  • PROGRESSO

  • PROSPERIDADE

  • PRUDÊNCIA

  • PUREZA

  • PURIFICAÇÃO

  • RECONHECIMENTO

  • REDENÇÃO

  • RENÚNCIA

  • RESIGNAÇÃO

  • RESPEITO

  • RESPONSABILIDADE

  • RESSONÂNCIA

  • SABEDORIA

  • SENSATEZ

  • SERENIDADE

  • SILÊNCIO

  • SIMPATIA

  • SIMPLICIDADE

  • SINCERIDADE

  • SOLIDARIEDADE

  • SUBMISSÃO

  • TERNURA

  • TOLERÂNCIA

  • TRANQUILIDADE

  • TRANSPARÊNCIA

  • UNIÃO

  • VALOR

  • VERDADE

  • VIGILÂNCIA

  • VONTADE

Aqui estão as palavras que você escolheu, organize-as por ordem de prioridade. Mais à frente no seu curso, você entenderá a importância desses valores.

modelos mentais

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MODELOS MENTAIS

Segundo Peter Seng  “Os modelos mentais são mecanismos internos de uma pessoa em que essa tenta explicar, a si mesma e aos outros, como funciona o mundo real”. Ou seja, o modelo mental é a interpretação da realidade que cada indivíduo tem do mundo. Cada pessoa tem seu próprio modelo mental baseado em experiências passadas, pressupostos, generalizações ou mesmo crenças arraigadas, que influenciam a forma como vemos e agimos no mundo.

O desafio é que a maioria dos modelos mentais é inconsciente e, dessa forma, muitas vezes agimos de determinada maneira sem sabermos exatamente o motivo. Eles acabam interferindo em todas as nossas ações. São as razões por trás das nossas ações. 

Trata-se de uma interpretação pessoal da realidade que tem um papel importante em nossa mente. Podem ser estórias ou imagens que existem na mente de uma pessoa, no aspecto mais íntimo e profundo, e que dizem respeito à maneira como este indivíduo percebe sua própria existência.

Um modelo mental tem impacto no comportamento de uma pessoa. Quando estamos em posição de liderança, não é diferente! Observando as empresas e a forma como cada líder age, podemos entender a importância de trazermos à tona os modelos mentais, que condicionam os comportamento de liderança. Observe alguns exemplos a seguir.

MODELO MENTAL

IMPACTO NO COMPORTAMENTO DO LÍDER

O líder deve ser responsável por todos os resultados em uma empresa.

  • Proatividade, iniciativa e senso de responsabilidade.

  • Centralização, culpa e dificuldade de delegar.

O líder acredita que criatividade é um dom divino que somente alguns indivíduos possuem.

  • Rotula indivíduos como criativos e não criativos e pode não incentivar a criatividade coletiva.

motiv.comprometimento

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MOTIVAÇÃO E COMPROMETIMENTO

Motivação 

A palavra "motivo" pode ser encontrada em dicionários como "algo que impulsiona um indivíduo a atuar de alguma maneira". Logo, o estudo da "motivação" compreende essencialmente o estudo "da direção e persistência da ação". Outra conceituação está relacionada à “conduta em termos dos objetivos a serem perseguidos”.

Podemos afirmar que uma pessoa possui dois pilares relacionados a motivação: a motivação extrínseca e a motivação intrínseca. A motivação extrínseca é quando a motivação se dá devido a um estímulo externo ao trabalho em si, pode ser algo material como dinheiro ou intangível como uma promoção. Tal motivação, embora atenda as nossas necessidades, tem caráter passageiro ou temporário. Ou seja, depois de algum tempo, será necessário uma nova motivação. Por exemplo: você foi promovido ao cargo de líder de uma empresa, a sensação é muito boa e você desejava muito esse reconhecimento, porém, após passados três anos na função, você provalmente almejará outro cargo.

Já a motivação intrínseca tem um caráter mais interno ao indivíduo, sendo uma motivação inerente ou inata de uma pessoa e que não precisa de influência externa para acontecer. É o motivador pessoal mais eficaz de uma pessoa. Muito impulsionada pelos valores internos, crenças e personalidade de cada pessoa. Os motivadores intrínsecos incluem ações como aprender a tocar um instrumento por conta própria, pintar um quadro, ou escrever um livro.

É interessante utilizar como base o conceito de Eric Maslow da teoria das necessidades para entender em que estágio de necessidade o indivíduo encontra-se e, assim, entender o seu grau de percepção em relação aos fatos. Maslow apontou uma hierarquia de cinco necessidades básicas. Todos os indivíduos têm necessidades segundo a teroria, da maior  (base da pirâmide) à menor (topo). Estas necessidades básicas são:

 

 

Fonte: http://medaacademy.com.br/as-06-necessidades-humanas/

Maslow indicou que o menor nível de insatisfação em hierarquia monopolizará a consciência do indivíduo. Imagine que você tenha uma necessidade muito presente de amizade e está em uma empresa onde seu local de trabalho é isolado ou tem baixa socialização. Você estará com sua necessidade atendida? Não! Logo, a sua motivação pode estar influenciada por essa necessidade não atendida. Uma vez satisfeita, essa necessidade é esquecida e substituída por outra necessidade de nível superior.

Quando estamos em papel de liderença, devemos ficar atentos às necessidades de nossos liderados. Quanto mais conseguirmos apoiá-los em suas necessidades, mais motivados eles podem ficar. Entender as necessidades dos membro da equipe, faz com que o líder direcione cada colaborador de forma personalizada e única.

Comprometimento

Comprometimento é o ato de agir em prol do que nos propomos a fazer. Trata-se do alinhamento entre fatores internos de cada indivíduo e seus comportamentos. Uma pessoa comprometida se esforça para sempre honrar seus compromissos. A responsabilidade caminha com comprometimento e, portanto, uma

pessoa que demonstra baixa responsabilidade com suas tarefas e com as pessoas a sua volta, provavelmente, demonstrará também baixo comprometimento.

Ser comprometido no ambiente de trabalho vai além de cumprir suas tarefas e jornada diária, e sim, possuir atitudes e comportamentos congruentes com o crescimento da empresa. Podemos dizer que é “vestir a camisa” da empresa.

Quando os líderes conseguem que seus liderados se sintam comprometidos com o trabalho, eles serão participativos e agirão para além dos “muros” da empresa. Irão propor melhorias e ações de apoio à empresa, para potencializar os resultados.

O comprometimento desenvolve-se naturalmente. Acredita-se que as pessoas necessitam estar compormetidas com algo que faça sentido em suas vidas. O comprometimento dos liderados tem consequências no bem-estar e no comportamento desses na empresa.

Quando pensamos em carreira, devemos inferir que o comprometimento é determinante para que o profissional alcance o sucesso. Somos resultado de nossas ações: profissionais que demonstram comprometimento com a carreira e com a empresa se destacam no mercado e são requisitados, pois unem ingredientes essenciais para um desempenho excepcional.

 

DIALOGO

Cinco dicas para aumentar seu comprometimento:

Foco: mantenha-se focado do início ao fim e anote sempre suas dúvidas.

Participação: expresse sua opinião de forma clara e coerente.

Proatividade: vá além das suas funções e atividades, ajude seus colegas de trabalho e ao seu líder.

Pense como “dono”: se você fosse o dono da empresa em que trabalha, como agiria?

Ética: faça o certo, mesmo quando ninguém estiver vendo.

Seguindo estas dicas na vida profissional e acadêmica, o sucesso será uma questão de tempo!

Relac.Interpessoais

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RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Comunicar-se de maneira eficaz é uma arte, que bem poucos dominam. A maneira como nos comunicamos define o tipo de relacionamento que queremos estabelecer com as pessoas do nosso convívio. Em nossos relacionamentos utilizamos a comunicação verbal e não-verbal. Seja no trabalho, em família ou na sociedade, expressamos abertamente nossos pensamentos e interesses verbalmente.  A comunicação não-verbal ou a linguagem corporal - o tipo de contato visual, um aperto de mão, a postura em uma cadeira quando participamos de uma reunião, a posição das mãos e braços, a forma como cruzamos as pernas -, todos estes e outros movimentos representam sinais que são facilmente observáveis e que, de alguma maneira, refletem sentimentos das partes envolvidas em uma conversa. Torna-se, portanto, importante tomar consciência de como a comunicação não-verbal pode transmitir os sentimentos e as intenções das pessoas.  A qualidade dos relacionamentos e da comunicação no ambiente de trabalho, determinam o sucesso dos resultados. A comunicação é a base das relações interpessoais. Os problemas na comunicação entre o líder e os membros da sua equipe, frequentemente, geram distorções que dificultam os relacionamentos. Mas sobre comunicação iremos conversar com mais detalhes em tópico específico. Aguarde mais um pouquinho!

Você já teve oportunidade de observar como o comportamento e o humor do seu chefe influenciam no clima do seu setor de trabalho? O comportamento do líder tem um papel determinante na configuração do clima organizacional, que é formado pelas relações no ambiente de trabalho. O líder é responsável por fomentar, estimular, desenvolver e aperfeiçoar as relações interpessoais, criando o ambiente adequado à realização das atividades e dos objetivos organizacionais. O fato é que os líderes não podem prescindir de determinadas competências. Manter um clima sadio nas relações interpessoais é indispensável para a formação de equipes eficazes.

O líder é o maestro da orquestra que precisa estar bem ajustada e  integrada para que o conjunto produza resultados (melodias) que encante a todos. Como maestro, o líder precisa conhecer cada membro da sua equipe - o que os motiva, o que valorizam, quais são seus talentos, quais são suas limitações -, criando desafios que os valorizem. Um colaborador desestimulado, sentindo-se subaproveitado e desqualificado, contribui para um ambiente de trabalho negativo, que contamina todos os demais da equipe.

Quando a equipe tem pessoas mal humoradas, amargas, insatisfeitas, se sentindo desprestigiadas, as relações acabam se tornando pouco amistosas e distantes. São as pessoas em cooperação que irão fazer a diferença na empresa, criando um clima de trabalho propício ao desenvolvimento de equipes de alto desempenho.

O líder precisa convergir todas as forças em uma única direção e isso só é possível em um ambiente de parceria e cooperação. Trabalhar em um ambiente de camaradagem, parceria, com pessoas alegres e satisfeitas com o que realizam, é  o que boa parte dos profissionais procuram. Mais que um bom salário, as pessoas buscam um ambiente de trabalho onde cada um possa realizar seus desejos pessoais e profissionais, em um clima amistoso e tranquilo. O bom clima organizacional é um dos fatores que mais elevam a motivação e, por consequência, a produtividade.

Isso não significa que não irão ocorrer conflitos no ambiente de trabalho. Quando as posições divergentes são discutidas de forma saudável e construtiva, podem gerar ideias e resultados extraordinários. Mas, os conflitos não-controlados podem frustrar os esforços da equipe e prejudicar os resultados a serem alcançados.

Quando surge um conflito fora de controle, a equipe fica “patinando” no mesmo lugar e acaba perdendo o foco do trabalho. Algumas vezes o conflito surge de uma ideia criativa. Nesta situação é fundamental a interferência do líder, fazendo com que o grupo se reoriente em prol do objetivo comum a ser alcançado. É preciso que o líder busque a racionalização das emoções. Como? Uma ideia é fazer perguntas ao grupo: Onde queremos chegar? O que estamos buscando atingir? Outra forma é buscar o posicionamento de um especialista no tema para solucionar os impasses, ou mesmo fazer pesquisas sobre o assunto discutido. Poderá também optar por experimentar uma das ideias apresentadas. O importante é impedir que a discórdia prejudique o progresso da equipe. De toda maneira, o conflito pode ser uma ocasião de ajustes e definições importantes para a continuidade do trabalho de forma cooperativa e colaborativa.

As dificuldades de alguns líderes para lidar com conflitos é tão grande que preferem jogar o problema para debaixo do tapete e fazer de conta que está tudo bem. Mas esta atitude pode ser um dos maiores obstáculos ao progresso da equipe. Os conflitos que são pessoais ou têm raízes em “queda-de-braços” podem ser muito destrutivos. Se o líder não enfrentar a situação, com medo de ofender alguém, o conflito não resolvido irá piorar, paralisando toda a equipe que não conseguirá avançar para a tarefa seguinte.

Quando falamos em conflito, vem logo a nossa mente a palavra negociação. Quer queiramos ou não a negociação faz parte da nossa vida. Desde criança negociamos. Negociamos continuamente com todas as pessoas que nos cercam.

Muitas vezes conduzimos o processo de negociação de forma inadequada, que nos leva a resultados que não desejávamos e a experimentar ressentimentos. Conheça a história contada por Steve Sullivan, transcrita logo a seguir. Veja a estratégia que ele usou para resolver os impasses em sua empresa.

“Quando nós e nossa agência de publicidade ‘empacamos’ em relação ao sentido criativo de um anúncio, testamos o anúncio no mercado... Sempre que há discordância, a decisão é transferida para o consumidor. E tanto nós como a agência aceitamos o que ele decidir... Houve (apenas) algumas situações assim, três nos últimos três anos, e acabamos fazendo de nosso jeito ou do jeito proposto pela agência, baseando-nos sempre nas respostas do consumidor. E tanto nós quanto a agência estamos satisfeitos com esse jeito (de resolver as coisas), porque isso nos ajuda a atingir nossos objetivos.” Steve Sullivan.

A todo tempo o líder está negociando com seus superiores, com sua equipe, com o cliente. Saber decidir, negociar e agir são fatores essenciais para um líder.

 

Como não há soluções mágicas para nosso cotidiano de mudanças frequentes, instável, incerto e conflituoso, precisamos, antes de tudo, compreender a realidade e relativizar pontos de vista. O diálogo e a negociaçãosão as saídas estratégicas para manter a harmonia necessária no ambiente de trabalho.

papel do líder

LIDERANÇA

UNIDADE 1 | CAPÍTULO 3

 

O PAPEL DO LÍDER

É sabido por todos da importância da liderança no contexto organizacional. O líder é aquele que irá guiar as pessoas em uma determinada direção, por meio da influência que exerce sobre elas. O foco do líder é atingir bons resultados, por meio do desempenho de sua equipe, incentivando o crescimento e preservando a harmonia e o bem estar do grupo. A liderança é, pois, um dos fatores críticos do sucesso das organizações.

Uma característica fundamental do líder está nas suas atitudes, a forma como lida e reage às situações. A sua atitude deve demonstrar coerência em relação ao que diz, pensa e age. O líder que defende uma posição e atua de forma contrária, será visto como uma pessoa incoerente, gerando insegurança nos liderados. Agindo de forma coerente, as pessoas irão perceber o líder como alguém que merece ser ouvido, considerado e respeitado. Quando o líder age de forma coerente, gera a essência da liderança – a confiança. Não se pode liderar pessoas que não confiam em você. Isto não significa que o líder não pode mudar de posição ou opinião. Certamente que sim, mas precisa justificar perante sua equipe os novos fatos que geraram mudança na sua forma de ver e analisar uma situação.

Em um mundo de constante mudança, é ainda mais complicado o papel do líder, que deverá ser capaz de lidar com a complexidade e a velocidade das mudanças que estão ocorrendo na organização. Os líderes de hoje têm um papel estratégico e abrangente de desenvolvimento humano. Ele precisa buscar o autoconhecimento e a aprendizagem contínua para ser agente da própria mudança e da mudança de seus liderados.  O sucesso das organizações pode assim estar nas atitudes, comportamentos e exemplos dos líderes, nos diversos níveis.

Com a humanização das organizações, que passaram a priorizar as pessoas e a reconhecer a importância do capital humano para alcance da excelência em seus resultados, o papel do líder tornou-se fundamental. Por isto, existe uma expectativa muito grande quanto ao desempenho desse profissional. O modelo tradicional de liderança não encontra mais espaço em nossa sociedade. O papel do líder contemporâneo está focado em reconhecimento, compartilhamento e trabalho em equipe. É um papel muito mais complexo e abrangente, de grande impacto nos resultados organizacionais.

Existem muitas classificações de tipos de liderança na literatura. Vamos destacar três papeis que consideramos importantes para um líder nos tempos atuais:

 Clique sobre as abas abaixo:

Líder facilitador

Lider parceiro

Líder servidor

 

Facilitador

Cada vez mais o papel do líder que comanda, determina e centraliza é substituído pelo líder facilitador, que promove o compartilhamento de ideias e conhecimentos, reconhecendo o potencial de cada um dos membros de sua equipe. O líder facilitador é capaz de criar espaços para a construção coletiva de ideias, engajar pessoas e promover debates construtivos, extraindo informações, conhecimento e potencial de um grupo em torno de um objetivo em comum ou resultado maior. Pode-se dizer que, ao facilitar o processo de trabalho, o líder assume o papel de educador, com enorme preocupação em ensinar e fazer com que todos ampliem seus conhecimentos e habilidades. Ele reforça a iniciativa e faz com que seus liderados assumam as responsabilidades.

Parceiro

Em ocasiões de crise, de dificuldades econômicas, o sentimento de insegurança permeia todo o ambiente organizacional. É, principalmente, nestes momentos que os colaboradores mais necessitam de parcerias para se sentirem fortalecidos para realizarem suas atividades e atingir suas metas. Líderes abertos e próximos de sua equipe ajudam a minimizar os possíveis reflexos desse período nebuloso. O líder parceiro é aquele que estimula o colaborador a experimentar o novo, proporcionando um ambiente em que possa ser motivado, a partir de um trabalho que tenha significado para ele.

Servidor

O líder servidor vê seus colaboradores de forma integrada, não apenas profissional. Com esta visão, o líder servidor busca compreender as reais necessidades de cada um dos membros de sua equipe, no sentido de auxiliar, apoiar, ensinar, inspirar e motivar os colaboradores, para que todos possam desenvolver potenciais e talentos. Neste papel, o líder deve se assegurar que os membros de sua equipe sintam os motivadores internos que os impulsionam para o sucesso. Sendo estes motivadores pessoais, o que motiva um colaborador pode não funcionar para outro, que é motivado por algo diferente.

 

Muitos líderes fracassam no seu papel, porque se esquecem de adequar seu estilo aos valores de seus colaboradores. Todos os indivíduos entram na organização trazendo a sua cultura adquirida na vida em sociedade. Sabemos que os valores pessoais guiam a vida das pessoas, definem suas percepções, o que é aceitável. Além dos valores dos colaboradores, a cultura nacional também afeta o estilo de liderança. Por exemplo, no México, com sua forte tradição paternalista e o machismo, espera-se que os líderes sejam firmes e autocráticos. Uma liderança mais participativa é mais aceita em países que valorizam a igualdade, como na Noruega, Finlândia, Dinamarca e Suécia.

O Brasil é um país de grande extensão territorial e com grande heterogeneidade cultural, em decorrência de sua miscigenação e da soma das subculturas das diversas regiões. Assim, cada organização tem que se adequar à cultura e valores próprios da região onde atua. Seus líderes devem também ajustar seu perfil a essa diversidade e entender as características da cultura nacional. Alguns traços culturais brasileiros citados pelos estudiosos são: as relações hierarquizadas (necessidade de existir um comando/líder), ineficiência no  planejamento prévio (“apagadores de incêndio”), personalismo (relações pessoais próximas e afeto nas relações), desagrado com avaliações em público (não aceitação a feedbacksrepassados em público e feedbacks negativos) e adaptabilidade e flexibilidade como jeito peculiar de conviver em sociedade (o “jeitinho brasileiro”).

Vamos fazer um exercício?

Do lado esquerdo estão os três tipos de líderes, a partir do papel que desempenham, e do lado direito as características. Você deverá ligar cada tipo de líder com as respectivas características.

LÍDER FACILITADOR

LÍDER PARCEIRO

LÍDER SERVIDOR

CARACTERÍSTICAS

  • Líder aberto e próximo de sua equipe

  • Compreende as necessidades da sua equipe

  • Reconhece o potencial de cada colaborador

  • Busca os motivadores internos dos seus colaboradores

  • Papel de educador

  • Estimula o colaborador a experimentar o novo

  • Vê seus colaboradores de forma integrada

organizações

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O DESAFIO DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES

Ocorreram algumas ondas e junto delas uma série de inovações e mudanças na forma de gestão, que foram muito representativas nas organizações. A mais recente foi a do conhecimento na década de cinquenta. A era do conhecimento intensificou a convergência de tecnologias, transformando a forma de atuação das organizações e a performance de seus líderes, para  garantir a entrega dos objetivos e da missão organizacional.

Atualmente, os lideres precisam, de forma contínua, investir em seu próprio desenvolvimento e de suas equipes. Se antes a formação técnica era importante, ela, hoje, continua sendo importante. Contudo, não é suficiente para dar conta da atual realidade na sociedade. Competências comportamentais são requeridas e tornaram-se diferenciais competitivos tanto para os profissionais quanto para as organizações. Saber lidar com as pessoas, influenciar seus comportamentos, compartilhar conhecimentos, delegar tarefas e responsabilidades, desenvolver talentos, saber ouvir seus colaboradores abrindo espaços para que desenvolvam trabalhos de maior complexidade e criatividade, são algumas competência fundamentais na atuação do líder.

Ao assumir uma função de gestão, o profissional deixa de prover uma entrega que está associada à sua capacitação técnica. Agora a entrega do gestor depende de um conjunto de entregas que está associado a diferentes profissionais da sua equipe, de diversas atuações e formas de trabalho. Como líder deste grupo, o gestor deve ser uma referência, ajudando o grupo a entender de que maneira eles, conjuntamente, podem ter uma entrega no nível superior. Esta situação vai exigir do líder uma “caixa de ferramentas” diversificada em aspectos comportamentais, que é muito mais ampla que sua capacidade técnica.

Os desafios da liderança em um contexto de mudanças frequentes e de alta competitividade não são poucos. Liderar para atender às exigências de metas cada vez mais crescentes e complexas, exige do líder uma habilidade especial para lidar com as pessoas. Os líderes fazem a intermediação entre os gestores da cúpula e a equipe. Enquanto os gestores cobram resultados, os subordinados cobram melhores condições de trabalho. Assim, conciliar os interesses da organização com os interesses dos colaboradores torna-se uma arte. Saber lidar com as demandas que surgem e comunicar-se claramente com as partes, expondo o que é possível ser feito, o que deve ser revisto e as novas práticas a serem adotadas, são aspectos essenciais para evitar o desgaste da equipe na tentativa de atender metas inalcançáveis e evitando o desapontamento dos gestores de cúpula.

Mas os desafios não se acabam por ai! Um desafio importante da liderança é saber lidar com a diversidade no ambiente de trabalho, principalmente com o ingresso de novos profissionais, representados, atualmente, pelos milleniuns, e a longevidade dos profissionais nas organizações. Os milleniuns é o grupo de pessoas que nasceram a partir de 1984, difíceis de serem gerenciados. É muito natural termos hoje duas, três ou quatro gerações trabalhando simultaneamente. São pessoas com experiências vivenciadas em tempos diferentes, que carregam verdades, crenças e propósitos também diferentes. O desafio dos líderes é garantir o engajamento destes profissionais, oferecendo a eles a oportunidade de realizar seus propósitos e entregarem um resultado que agregue valor para a organização. Apesar de, nos tempos atuais, a questão da diversidade ser tema de discussão aberta em todos os ambientes, muitas são as pessoas nas organizações que ainda não incorporaram estas questões no ambiente de trabalho.

 

Clique aqui e leia o estudo de caso sobre os braceletes.

Agora que você leu o estudo de caso, reflita sobre as questões abaixo e responda ao que se pede:

As mulheres asiáticas dessa empresa são excelentes profissionais, os líderes não podem permitir que o trabalho pare e nem desejam demiti-las. Que situação difícil!

Você acha que é possível chegar a um acordo entre a empresa e as mulheres asiáticas, respeitando os interesses de ambas as partes? Na sua opinião qual seria a possível solução para este impasse?

Clique aqui e confira a resposta

Outro desafio do líder é vier numa época de transformação digital. Para algumas pessoas o maior desafio nos dias de hoje é saber lidar com o mundo digital. Qual é o maior desafio da transformação digital? Se você respondeu que é a tecnologia, ainda está tentando acertar o caminho. As novas ferramentas tecnológicas são apenas facilitadoras para que a organização continue competitiva. O grande desafio é a mudança que este mundo tecnológico impõe às pessoas, é a profunda e verdadeira reinvenção pessoal do líder, já que será ele o responsável pela implantação do novo mindset que guiará a empresa.

Nesta mudança de mindset (modelo mental), a implementação de metodologias como a Gestão Lean e o Agile traz novas formas de pensar, de atingir a velocidade imprescindível no atual mercado. Mas como uma liderança autocrática, “comando e controle”, poderá absorver no dia a dia estes novos princípios? Como adotar a Gestão Lean, em que os problemas são vistos como oportunidades de aprendizado e de melhoria contínua na entrega de valor para o cliente? Como adotar o princípio dos métodos Agile em seu formato colaborativo com uma liderança autoritária, centralizadora, que comanda e controla o cumprimento de metas individuais? O grande desafio é conseguirmos reinventar, é a transformação pessoal do líder.

No mundo da transformação digital, as organizações precisam de líderes com perfil diferenciado. Os líderes precisam se transformar em líderes Leanque, antes de agir, buscam um profundo e amplo conhecimento da realidade, para contribuir, sugerir e apoiar as equipes nas tomadas de decisões rumo aos objetivos da organização.

carreira

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LIDERANDO SUA CARREIRA

O autoconhecimento e a autoconfiança são duas competências comportamentais de grande importância para que uma pessoa possa liderar sua própria carreira. É necessário que a pessoa possa olhar para si mesma e ter total consciência de suas qualidades e defeitos. Ao olhar para si e examinar suas potencialidades e limitações, poderá identificar o que precisa ser melhorado para atingir seus objetivos e propósitos de vida pessoal e profissional.

 

Vídeo - Gestão de Carreira – Andreia Brilhante

Agora, planeje as ações que você se compromete a realizar para eliminar seus pontos fracos, adquirindo um perfil profissional mais adequado às demandas do mercado.

Lembre-se que a pessoa que não se conhece e não sabe o que deseja, passa a ser guiada pelas outras pessoas. Se sente incapaz de decidir ou analisar sem consultar a opinião dos outros, incapaz de tomar as rédeas da própria vida. A indecisão e a insegurança enfraquecem qualquer esforço que a pessoa faça em direção à excelência. O desempenho excelente depende da autoconfiança e da segurança de que a pessoa está fazendo o seu melhor naquele momento. A pessoa insegura precisa constantemente da aprovação e do direcionamento dos outros para que se sinta capaz de fazer qualquer coisa.

Também no perfil do líder a falta de segurança afeta sua atuação. Você já teve um chefe que não transmitia segurança? Se sim, imagino o quanto deve ter sido difícil a sua convivência com ele! As pessoas que não desenvolveram a segurança em si mesmas, não conseguem ser bons líderes, apenas chefes autoritários e prepotentes. Os colaboradores atendem ao seu comando por uma simples questão de hierarquia e não por confiarem naquilo que o chefe diz.

Liderar a própria carreira é traçar a trilha a ser percorrida para realizar seu propósito. É identificar e compreender suas potencialidades e limitações, buscando, de forma planejada, suprir suas necessidades e alcançar as competências que irão distingui-lo dos demais profissionais do mercado.  A carreira é sua, portanto você é que deve cuidar dela. Esta tarefa não deve ser “terceirizada” para ninguém, nem mesmo para a organização que você trabalha. A organização precisa proporcionar as condições necessárias para que você possa atuar e se desenvolver continuamente. Porém é VOCÊ o único responsável por sua vida profissional, como deve ser também por sua vida pessoal.

Para ser protagonista da sua própria carreira, você precisa estar constantemente reavaliando o mercado alvo do seu interesse, tomando decisões e não deixando que as pessoas tomem as decisões por você. Contudo, você pode e deve entrar em contato com profissionais da sua área de atuação, para possíveis orientações e que auxiliem na reflexão e decisões.

Mas como se constrói a visão de carreira? Como ter uma ideia do que fazer no futuro? Como começar a montar uma visão de futuro? Há muitos autores que usam como analogia o quebra-cabeça para falar da construção da visão de carreira. Você já montou um quebra-cabeça? Por onde, normalmente, a gente começa a montar um quebra-cabeça? Lembra? Pelas bordas! Se definem os cantos, depois fazemos as bordas e, em seguida, preenchemos o meio. O que seria a borda? Qual seria a primeira peça que você iria colocar na construção do seu quebra-cabeça de visão de carreira?

A primeira peça chama-se “você mesmo”, para que você possa entender um pouco mais sobre você. Você terá que alicerçar todo o seu quebra-cabeça com estas peças da borda, que darão toda a base, toda a sustentação para que seu quadro fique perfeito e bonito.

 

Entender um pouco mais sobre você, é saber o que você gosta muito de fazer, o que te dá prazer, que talento você pode colocar à disposição, o que você aprendeu com suas experiências exitosas ou de fracasso, que habilidades você precisa desenvolver, que conhecimentos ainda te faltam, que estilo de vida você quer ter.

Tudo isso vai formando a borda do seu quebra-cabeça. As peças do meio são coisas do tipo: oportunidades do mercado para compor a sua visão de futuro, as possibilidades de ganhar dinheiro com aquilo que você escolheu fazer (microempresário, autônomo, coaching, professor, etc.), quais cursos você deve fazer (MBA, especialização, mestrado, técnico), etc. De todas as peças do quebra-cabeça da sua carreira, as da borda são as mais importantes e as mais difíceis. Se as peças da borda não forem as corretas, a chance de tudo desmoronar, de tudo dar errado é muito grande.

Agora vamos fazer um exercício! Mãos à obra!

Pegue uma folha de papel em branco, faça uma margem de 3 cm em todos os quatro lados. Escreva nas bordas seus talentos, habilidades, experiências, conhecimentos, suas aspirações, tudo que diz respeito a você. Neste momento, você vai tentar entender um pouco mais sobre você mesmo. Ok?

Depois de formadas as bordas, é hora de colocar as peças preenchendo o meio da sua folha de papel, ou seja, do seu quebra-cabeça, com as condições e possibilidades que o contexto apresenta para completar sua visão de futuro.

Tudo pronto? Então, agora você está preparado para trilhar o caminho que você mesmo definiu. Não se preocupe se no meio do caminho você tiver que fazer algumas alterações. Isso é muito normal de acontecer, afinal, as coisas mudam! Avante e sucesso!

 

Durante nossa jornada até aqui, aprendemos muito sobre liderança. Te convidamos a assistir uma entrevista com a líder de uma grande instituição financeira. Nessa entrevista, falamos sobre os desafios da liderança. Aproveite!

Vídeo - Entrevista com Marisa Reghini

 

Parabéns! Você concluiu a primeira etapa de nossa jornada. Esperamos que você tenha aproveitado bastante as informações e dicas desse material. Pronto para avançar? Na próxima unidade trataremos da importância da comunicação na vida e no ambiente profissional. Até lá!

 

Estudo de caso

 

Estudo de caso - Braceletes Leela Patel trabalhava em uma fábrica, oito horas por dia, há seis anos. Leela e a maioria das 400 mulheres que trabalhavam na empresa eram de origem indiana, sendo as asiáticas menos de um quinto da força de trabalho feminina. Haviam várias equipes, cada uma responsável por uma parte do processo produtivo, que se reportava a um supervisor, em geral homem e de origem inglesa. Leela viu o supervisor se aproximar acompanhado de Janice Watkins, a representante sindical. “Oi, Leela; precisamos explicar algo.” Era Bill Evans, o supervisor. “Já deve ter ouvido falar do acidente que houve no mês passado quando uma das garotas prendeu o bracelete na máquina e cortou o pulso. Então a Comissão de Segurança, onde está a Janice, decidiu que ninguém está, a partir de agora, autorizada a usar pulseiras, alianças, brincos ou colares durante o expediente. De modo que você vai ter de tirar seus braceletes.” Leela, como de costume, usava três argolas no braço, uma de aço, uma de plástico e outra de ouro. Todas as mulheres asiáticas casadas usavam braceletes e várias das garotas inglesas também usavam pulseira. Leela, que sempre ficava um pouco nervosa na frente de qualquer gerente, falou: “Sinto muito, mas não posso tirar os braceletes; são muito importantes para as mulheres casadas de minha religião, o hinduísmo.” “Que é que é isso, Leela?”, interrompeu Janice. “Não é só uma questão de segurança; a fábrica processa alimentos. Se esse bracelete de plástico lascar e um pedacinho cair no produto, a empresa pode ter o maior problema.” “Não cria caso, Leela. Já tive de gritar com Hansa Patel e Mira Desai. Por que vocês não fazem como Meena Shah? Tirou logo as pulseiras; as garotas inglesas também não criaram problema.” Leela sentiu que Bill estava furioso e, quase chorando, tirou os braceletes. Contudo, quando se afastaram, ela recolocou a argola de ouro e continuou trabalhando. No fim do dia, tudo o que as operárias asiáticas comentavam no ônibus era o caso das pulseiras. Algumas, principalmente as africanas, achavam que era muito barulho por nada. Outras, contudo, estavam preocupadas. As mais militantes criticavam as que se submeteram e tiraram os braceletes. As menos militantes resolveram conversar com os maridos. Uma semana mais tarde, Jones, o gerente de pessoal, resolveu consultar o assessor regional de relações raciais no local de trabalho (RRWA), Mason, reportando o acontecido e expondo sua preocupação com a insubordinação das asiáticas, que continuavam a usar seus braceletes. Alguns dias mais tarde, Mason promoveu um encontro entre Jones e outros gerentes da fábrica e representantes sindicais como o senhor Singh, do Conselho para Relações na Comunidade. Singh explicou que em sua opinião a religião não opunha nenhum obstáculo à observância da norma. Contudo, os braceletes eram um costume com raízes tradicionais mais fortes que a tradição inglesa das alianças. “Os braceletes não são apenas um símbolo do casamento mas também da estima que um marido tem por sua esposa. Quanto maior o número e o valor dos braceletes, mais alta a estima e a posição social. A tradição também tem uma conotação religiosa, já que ao usar as argolas a esposa demonstra que cada um reconhece o outro como tendo “valor” em termos de adesão às Estudo de caso - Braceletes obrigações religiosas. E o caso fica ainda mais complicado porque as mulheres tiram os braceletes ao enviuvar e algumas receiam que tirando os braceletes possam estar contribuindo para a morte dos maridos.” Nos dias que se seguiram, vários representantes sindicais discutiam sobre o uso dos bracelete, sem saber exatamente que decisão tomar. Uns achavam que deveriam conversar com alguns asiáticos ou chamar um dirigente para cuidar do caso. Outros argumentavam que as joias eram um risco para a segurança das própria mulheres e, como representantes delas, deveviam decidir o que atendesse melhor aos seus interesses. As semanas que se seguiram foram de muita ansiedade para Leela. Só usava um bracelete. Às vezes o supervisor mandava tirar. Outras ela conseguia esconder embaixo da manga. Após várias consultas a representantes sindicais, Jones resolveu que a proibição do uso de jóias devia ser mantida e reforçada. Ficou definido que só seriam permitidos alianças, pequenos brincos para orelha furada e relógios de pulso. Alguns dias depois conversava novamente com a RREA. “Senhor Mason, acho que precisaremos novamente de sua ajuda. Parece que nossas asiáticas vão parar o trabalho. Não sei o que fazer. Recebi uma carta do presidente de uma associação asiática protestando contra a proibição e pedindo que a gente a suspenda enquanto se negocia. Não vou suspender uma proibição aceita pelos representantes sindicais e receio que, se falar com esse Comitê Asiático de Assessoria, depare com um bando de radicais que só vai piorar o problema. Não sei o que o sindicato vai achar se eu permitir que seus membros sejam representados por outro órgão.” Mason nunca ouvira falar da AAC. Fonte: COHEN, A. R.; FINK, S. L. Comportamento Organizacional: conceitos e estudos de caso. Rio de Janeiro: Campus, 2003, com adaptações.

 

Provavelmente você irá identificar muitos outros desafios enfrentados pelos líderes nas organizações. É sabido da influência que o líder precisa exercer sobre seus liderados, promovendo ambiente propício para o desenvolvimento de atividades de crescente complexidade, de maior responsabilidade, agregando valor ao negócio da organização e proporcionando significado ao trabalho realizado por seus colaboradores.

Além desses aspectos basilares da atuação de um bom líder, ele precisa também superar dificuldades pessoais ligadas a seus valores, tendo que se reinventar a cada dia na relação com os membros de sua equipe.

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