
AUTOMAÇÃO
Automação ( latim Automatus, significa mover-se por si[1]) é um sistema automático de controle pelo qual os mecanismos verificam seu próprio funcionamento, efetuando medições e introduzindo correções, sem a necessidade da interferência do homem. Em seu uso moderno, a automação pode ser definida como uma tecnologia que utiliza comandos programados para operar um dado processo, combinados com retroação de informação para determinar que os comandos sejam executados corretamente, utilizada em processos antes operados por seres humanos[2], é a aplicação de técnicas computadorizadas ou mecânicas para diminuir o uso de mão-de-obra em qualquer processo, especialmente o uso de robôs nas linhas de produção.
A automação diminui os custos e aumenta a velocidade da produção. Fonte: Lacombe (2004)
Também pode ser definida como um conjunto de técnicas que podem ser aplicadas sobre um processo objetivando torná-lo mais eficiente, ou seja maximizando a produção com menor consumo de energia, menor emissão de resíduos e melhores condições de segurança, tanto humana e material quanto das informações inerentes ao processo.
A automação pode ser dividida em alguns ramos principais:
Automação industrial - A automação industrial de uma máquina/processo consiste essencialmente em escolher, de entre as diversas tecnologias que se encontram ao nosso dispor, as que melhor se adaptam ao processo a desenvolver e a melhor maneira de as interligar para garantir sempre a melhor relação custo/beneficio. A automação industrial é normalmente dividida em 3 níveis:
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Nível de Campo - constituído pelos elementos a controlar (ex:Motores) e pelos elementos de detecção (ex:sensores)
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Nível de Controlo - Como o próprio nome indica, é o nível onde se encontram os elementos que vão controlar o processo (ex: autómatos)
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Nível de Supervisão - É composto pelos programas de interface homem-máquina e aquisição de dados (este nível não deve interferir directamente no funcionamento do processo)
Outro ponto importante quando se faz a automação de uma máquina/processo é pensar no futuro, pensar que as funcionalidades iniciais de uma máquina/processo, na maioria dos casos, podem estar muito longe das que esta vai ter no futuro.
Automação comercial - Ramo da automação onde ocorre a aplicação de técnicas específicas na otimização de processos comerciais, geralmente utilizando-se mais software do que hardware, tais como: sistemas controle de estoques, contas a pagar e receber, folha de pagamentos, identificação de mercadorias por códigos de barras ou por rádio frequência (RFID), etc.
Automação Residencial - Aplicação da técnicas de automação para melhoria no conforto e segurança de residências e conjuntos habitacionais, tais como: Controle de acesso por biometria, porteiro e portões eletrônicos, circuitos Fechados de Televisão (CFTV), controle de luminosidade de ambientes, controle de umidade, temperatura e ar condicionado (HVAC), etc.
Para viabilizar a automação de um determinado processo, existe uma necessidade preliminar de realização de um estudo técnico (também chamado de engenharia básica ou levantamento de dados) que verificará todas as necessidades para o processo desejado, servindo como subsídio para a identificação, análise e determinação da melhor estratégia de controle e para a escolha dos recurso de hardware e/ou software necessários para a aplicação.
Atualmente, a automação está presente em diferentes níveis de atividades do homem, desde as residências, no trânsito, através de sistemas de controle de tráfego e sinalização, nos edifícios comerciais, processos de compra, venda e transporte de bens, processos industriais primários e secundários, e até nas jornadas espaciais.
Discretos
Sistemas discretos, em automação, são sinais que informam o estado atual de uma máquina[3].
Trata-se de entradas e saídas digitais, ou componentes elétricos de campo que enviam apenas um sinal 0 ou 1 (0 ou 24V, ou na tensão em que esteja trabalhando).
ROBOTIZAÇÃO
Robô industrial realizando soldagem de uma peça de metal.
Robotização é o nome dado para o processo que envolve a automação de tarefas outrora executadas por humanos, de forma que tais atividades passem a ser executadas por meio de robôs.[1]
A tecnologia envolvendo a robotização é altamente sofisticada e requer elevado grau de desenvolvimento técnico-científico. Dentre as áreas mais comumente robotizadas,
temos os setores industriais, computacional e médico.[2]
Contudo, diversas outras áreas podem ser robotizadas, como o caso do comércio, onde máquinas robotizadas conhecidas por vending machines fazem a comercialização de produtos como café, refrigerantes, chocolates, lanches, cigarros, preservativos, ingressos para eventos, entre inúmeros outros itens.[3]
Histórico
Ver artigo principal: História da robotização
Como o próprio nome indica, a robotização corresponde à adoção de robôs para execução de atividades anteriormente empreendidas com intervenção manual. A palavra robô deriva do termo eslavo robota , que significa trabalho forçado ou escravo.[4]
A globalização é responsável por diversas modificações no mundo. Um desses fatores fortemente influenciados pelo processo de globalização foi o surgimento da robotização nos processos industriais.[5]
A robotização nas fábricas, começou nas últimas décadas do século XX com o uso de computadores e robôs para a fabricação de vários produtos.
Com o avanço dos conhecimentos em robótica, os robôs passaram a executar um grande número de tarefas, reduzindo a possibilidade de falhas humanas. Eles também substituiram os operários em atividades que representam condições perigosas e cansativas, como soldagem de peças, pintura de veículos, operação de alto-forno em siderúrgicas, manipulação de produtos petroquímicos.
O processo produtivo envolvido relaciona-se fundamentalmente aos avanços técnicos que favorecem o aumento da produtividade, tanto de forma quantitativa quanto qualitativa. Desde que a produção industrial começou a ser feita na base de tarefas simples e repetitivas, essas se tornaram alvos de estudos visando a sua automação, ou seja: substituição de trabalho humano por máquinas.
Esse processo evoluiu até culminar na criação do processo de robotização industrial.
Uma vez que que a produção envolve grandes montantes financeiros e os custos relacionados à quantidade de pessoas empregadas é cada vez maior, a robotização implica economia a longo prazo.
Características do processo
A cada ano, aproximadamente 85 mil novos robôs são introduzidos nas indústrias do planeta, segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estima-se que existam mais de 800 mil robôs atuando, gerando força de trabalho suficiente para substituir cerca de dois milhões de pessoas [5].
Esse processo tem diversos objetivos, sendo que um dos principais deles é a maximização da produção:
a utilização de robôs é capaz de quadruplicar a produção em determinados segmentos industriais[5].
As indústrias estão, cada vez mais automatizadas. Essas máquinas são especificamente desenvolvidas e programadas para executar movimentos rápidos, padronizados e extremamente eficazes, aumentando significativamente a produção e, consequentemente, maximizando os lucros.
Porém, as consequências podem ser drásticas para os trabalhadores, pois esse fenômeno pode agravar o problema do desemprego.
Notadamente, o setor industrial que mais investe em robôs é o ramo automotivo. De todos os robôs utilizados nas industrias, estima-se que 68% deles pertençam à indústria automobilística.[4]
A robotização também ocorre nos ambientes domésticos, de modo que é cada vez mais comum a existência de equipamentos autônomos que realizam atividades cotidianas[4]. Robôs aspiradores de pó, limpadores de piscinas robotizados, alimentadores automáticos de animais e assistentes digitais como o Google Assistant e o Amazon Alexa são exemplos de como o processo de robotização avança de forma praticamente irreversível, alterando a rotina doméstica das pessoas.[4][6] [7]
Impactos sociais
Após passarem por processos de robotização, muitas empresas relatam queda nos custos de operação e aumento da produtividade.[4] Contudo, há preocupação constante de entidades civis quanto ao desemprego que pode ocorrer em função dessa mudança de paradigmas.[5]
Críticas negativas
Dentre as críticas frequentemente executadas contra o processo de robotização destacam se as seguintes:
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Com o passar dos tempos, a robotização se intensificou e substituiu pessoas, causando desemprego em alguns setores da indústria, afetando a economia, sobretudo em setores mais vulneráveis da sociedade.[5]
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O elevado custo dos equipamentos pode ser fator impeditivo de sua adoção por pequenas empresas.
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Os robôs são incapazes de pensar por conta própria, não podendo tomar decisões de elevado grau de complexidade[8][9]
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Há preocupações quanto à privacidade dos usuários dessas máquinas, pois muitos robôs são conectados à internet e podem coletar dados sobre sua utilização, repassando tais informações ao fabricante do equipamento.[10]
Vantagens
Dentre as vantagens frequentemente relacionadas ao processo de robotização, destacam se as seguintes:
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Para os detentores dos meios de produção, a utilização de máquinas é mais vantajosa, visto que, além da produção ocorrer de forma mais rápida, os custos da folha salarial são diminuídos.[5]
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Os robôs são benéficos para as empresas, pois raramente param suas atividades.[5]
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As novas tecnologias forçam os trabalhadores a procurarem por especialização, visto que é necessário a formação de técnicos aptos a operar os equipamentos das empresas que optam por adotar operação robotizada. [2][4]
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Há redução nos níveis de insalubridade no trabalho, visto que as tarefas mais perigosas podem ser desenvolvidas por robôs.[4]
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A redução no custo de produção proporcionada pela robotização pode se refletir em produtos mais baratos para o consumidor final.[11]
AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
Automação industrial é a aplicação de técnicas, softwares e/ou equipamentos específicos em uma determinada máquina ou processo industrial, com o objetivo de aumentar a sua eficiência, maximizar a produção com o menor consumo de energia e/ou matérias primas, menor emissão de resíduos de qualquer espécie, melhores condições de segurança, seja material, humana ou das informações referentes a esse processo, ou ainda, de reduzir o esforço ou a interferência humana sobre esse processo ou máquina. É um passo além da mecanização, onde operadores humanos são providos de maquinaria para auxiliá-los em seus trabalhos.
Entre os dispositivos eletroeletrônicos que podem ser aplicados estão os computadores ou outros dispositivos capazes de efetuar operações lógicas,
como controladores lógicos programáveis, microcontroladores, SDCDs ou CNCs.
Estes equipamentos em alguns casos, substituem tarefas humanas ou realizam outras que o ser humano não consegue realizar. É largamente aplicada nas mais variadas áreas de produção industrial.
Alguns exemplos de máquinas e processos que podem ser automatizados são listados a seguir:
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Processos de estamparia (moldagem de chapas ao formato desejado do veículo)
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Máquinas de solda
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Processos de pintura
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Dosagem de produtos para misturas
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Controle de pH
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Estações de tratamento de efluentes
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Indústria de mineração
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Britagem de minérios
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Usinas de Pelotização
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Carregamento de vagões
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Indústria de papel e celulose
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Corte e descascamento de madeira
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Branqueamento
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Corte e embalagem
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Embalagens em todas as indústrias mencionadas
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Agrupado
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Lacrado
A parte mais visível da automação, atualmente, está ligada à robotização, mas também é utilizada nas indústrias química, petroquímicas e farmacêuticas, com o uso de transmissores de pressão, vazão, temperatura e outras variáveis necessárias para um SDCD (sistema digital de controle distribuído) ou CLP (Controlador Lógico Programável). A Automação industrial visa, principalmente, a produtividade, qualidade e segurança em um processo.
Em um sistema típico toda a informação dos sensores é concentrada em um controlador programável o qual de acordo com o programa em memória define o estado dos atuadores. Atualmente, com o advento de instrumentação de campo inteligente, funções executados no controlador programável tem uma tendência de serem migradas para estes instrumentos de campo.
A automação industrial possui vários barramentos de campo ( mais de 10, incluindo vários protocolos como:
CAN OPEN, INTERBUS-S, FOUNDATION FIELDBUS, MODBUS, STD 32, SSI, PROFIBUS, DEVICENET etc) específicos para a área industrial (em tese estes barramentos se assemelham a barramentos comerciais tipo ethernet, intranet, etc.), mas controlando equipamentos de campo como válvulas, atuadores eletromecânicos, indicadores, e enviando estes sinais a uma central de controle conforme descritos acima. A partir destes barramentos que conversam com o sistema central de controle eles podem também conversar com o sistema administrativo da empresa conforme mostrado no parágrafo abaixo.
Uma contribuição adicional importante dos sistemas de Automação Industrial é a conexão do sistema de supervisão e controle com sistemas corporativos de administração das empresas. Esta conectividade permite o compartilhamento de dados importantes da operação diária dos processos, contribuindo para uma maior agilidade do processo decisório e maior confiabilidade dos dados que suportam as decisões dentro da empresa para assim melhorar a produtividade.
ARMAZÉM AUTOMÁTICO
Um armazém automático ou armazém automatizado é a automatização de todas ou a major parte das tarefas que são realizadas dentro de um armazém, que é um espaço físico para o armazenagem dos produtos e bens dentro da cadeia de suprimento.
É um sistema de armazenagem exclusivamente desenhado para soluções logísticas que precisam carecer ao máximo as taxas de produtividade, redução de espaço necessário e redução da movimentação de material. Este tipo de soluções podem ser adaptadas à ambientes diferentes, dependendo do setor e atividade da empresa, com possibilidade de até implantar soluções em ambientes de frio ou congelado.
Um sistema de reaquisição e armazenamento automatizado (em inglês: automated storage and retrieval system, AS/RS) consiste num conjunto de equipamentos computarizados para depositar e recuperar automaticamente cargas com localizações definidas. Estes sistemas são bastante utilizados na indústria e em armazéns (Armazéns, 2003).
A implementação de sistemas AS/RS como meio de armazenagem tiveram um forte impacto no mundo dos armazéns e nos sistemas de armazenagem. Estes sistemas automáticos de manuseamento e armazenagem de produtos, por via de processos de controlo computorizados, foram integrados em processos de manufactura e distribuição. Embora o primeiro impacto da implementação destes sistemas fora na recolha e armazenagem de produtos acabados, provou-se, mais recentemente, que é também um grande apoio estrutural para o manuseamento de produtos em vias de fabrico, matérias-primas e fornecimento (Tompkins, 1984, p. 363).
A estrutura dos armazéns fora também alterada devido ao AS/RS. Grande parte dessa alteração deve-se aos racks que são estruturados no armazém que para além de terem um processo de construção mais económico do que as estruturas normais, e devido aos seus fins especiais, estes armazéns recebem tratamento fiscal favorável relativamente aos seus lucros (Tompkins, 1984, p. 363).
Embora bastantes práticos e cooperativos, a implementação destes sistemas sai caro à empresa que os instala. Para além disso, os sistemas são pouco flexíveis e nem sempre fiáveis, sendo adequados para fluxos regulares e elevados de materiais (Ferreira, 2007).
Tipos de armazenagem automático
Em função das características de cada armazenagem, o armazenamento automático pode ser composto por:
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Transelevador AS/RS: os transelevadores estão desenhados para o armazenamento automático de produtos de qualquer tipo de tamanho e peso. Os transelevadores que trabalham com paletes são conhecidos como Unit Load e os transelevadores mais pequenos utilizados para movimentação cargas menores como caixas ou bandejas são conhecidos como Mini Load.
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Carrossel horizontal: Sistemas de armazenagem rotativos horizontais, os quais, apresentam para o operário a mercadoria armazenada. Os carrosséis horizontais oferecem a possibilidade de otimizar o espaço requerido e fazer a separação de vários pedidos de forma simultânea.
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Carrossel vertical: Sistemas de armazenagem rotativos horizontais, os quais, apresentam para o operário a mercadoria armazenada. Os carrosséis horizontais oferecem a possibilidade de otimizar o espaço requerido fazendo uso de toda a altura disponível no armazém.
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Armazém automático vertical: O armazém automático vertical, no mercado mais conhecido como Shuttle vertical ou armário vertical, apresenta os produtos dispostos numa bandeja diretamente ao operário. Estes sistemas integram um transelevador interno que faz a movimentação das bandejas.
Objectivos
A implementação de um sistema de recuperação e armazenamento automatizado tem como objectivos (Armazéns, 2003):
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Ocupação de espaço
Através do “crescimento” das estantes em altura e do estreitamento dos corredores de movimentação, consegue-se obter um aumento da capacidade armazenada.
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Aumento da produtividade
Com base na optimização da ocupação do espaço de armazenagem, através da implementação de economias de iluminação e aquecimento;
Redução do número de pessoas a trabalhar na armazenagem, reduzindo ao extremo a possibilidade de erros de colocação.
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Integração e continuidade na cadeia logística
Inexistência de interrupções entre fluxos e gestão em tempo real.
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Funcionamento seguro
Em ambientes considerados difíceis, como é o caso dos entrepostos frigoríficos, movimentação de produtos químicos, etc.
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Controlo de stocks
Controlo permanente do inventário, permitindo assim, um melhoramento na gestão dos stocks
Aplicabilidade
Um sistema de armazenamento automático pode-se aplicar tanto a diversos tipos de materiais como a variadas actividades (Armazéns, 2003):
Materiais
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Material em bruto (matéria prima);
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Produtos em vias de produção e acabados;
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Outsourcing (produtos angariados ao exterior);
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Ferramentas de trabalho;
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Peças para recuperação;
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Desperdícios de produção;
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Material de escritório
Actividades
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Industria (matérias primas, armazenagem de materiais em curso de fabrico (WIP), produtos acabados, etc.);
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Manutenção (peças sobressalentes e de reserva);
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Distribuição (centros de distribuição, entrepostos, armazéns grossistas, etc.);
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Serviços (Arquivos, bibliotecas, etc.).

AUTOMAÇÃO COMERCIAL
Automação comercial é a aplicação de métodos e ferramentas para automatizar processos comerciais, isso é, mecanizar e agilizar processos manuais, alcançando total eficiência. Isso se deve à facilidade com a qual softwares de automação comercial conseguem coletar e gerar dados, facilitando a análise da operação como um todo.[1]
A integração entre o homem e a máquina somados a gestão, busca reduzir a mão-de-obra e despesas, além de gerência e controle operacional sobre um comércio. Com a automação, tarefas passíveis de erros, como: cálculo e digitação de preços, quantidades, preenchimento de um cheque, emissão de nota fiscal; seleção de bandeiras de cartão[2] ficam mais seguras e eficientes. Melhorando o trabalho dos funcionários e o atendimento aos clientes.
Além dos processos supracitados, a automação comercial consegue debitar do estoque, de forma automática, os insumos e ingredientes usados na produção de pratos ou serviços. Por exemplo, para restaurantes, ao selecionar um dos pratos oferecidos, os itens que são utilizados para produzí-lo são retirados automaticamente da contagem de controle de estoque. Para o mercado de serviços, por outro lado, ao selecionar uma massagem, o programa debitaria automaticamente a quantidade de loção, óleos essenciais, entre outros, que são utilizados nesse procedimento. No momento que a quantidade crítica é atingida, o sistema informa a gerência, para que o pedido junto ao fornecedor seja realizado.[3]
Histórico
O processo de Automação Comercial no Brasil está ocorrendo em um ritmo muito acelerado e é inevitável. Primeiramente, deve-se a recessão econômica, que gera a necessidade reduzir custos, elevar o lucro e a produtividade. E também a necessidade do Órgão Administrador de Tributos Federais (Receita Federal) combater a Sonegação e garantir a Arrecadação devida.[4] Com o enrijecimento da fiscalização e novas medidas que agora permitem fiscais tomarem a iniciativa de abertura de processos no mercado de serviços, a automação comercial está sendo vista como uma solução para a questão da sonegação de impostos. Apenas no começo de 2017, um único esquema deflagrado tinha conseguido sonegar valores acima de R$ 1 bilhão.[5]
Um projeto da câmara de São Paulo foi aprovado em 21 de Março de 2017, aumentando a multa para quem sonegar impostos para 100% do valor sonegado.[6]
Evolução dos Equipamentos Fiscais
Em 1878, foi inventada a primeira Caixa Registradora, por James e John Ritty, nos Estados Unidos. Para controle dos recebimentos de vendas. Posteriormente, surgiram as Caixas Registradoras Eletrônicas (CRE) que não pararam de evoluir até o atual Ponto de Venda (PDV). A partir de 1986, surgiram os primeiros Convênios Fiscais que oficializaram a utilização de Equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF). Até o momento existem três tipos:
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ECF-MR: Máquina Registradora
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ECF-PDV: terminal de Ponto de Venda
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ECF-IF: Impressora fiscal[7]
Ferramentas
Sistemas de Informação
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Sistemas de Informação Comerciais ou Negociais buscam armazenar e consultar informações essenciais, como: produtos, serviços, clientes, fornecedores, vendedores, representantes, etc; unificar ou integrar as ferramentas de trabalho (compras, vendas, controle de estoque e faturamento), gerar relatórios referente as operações anteriores e também, controlar o fluxo de caixa.
Equipamentos
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O Checkout, estrutura física que comporta o PDV, pode ser constituído por: PC's, microterminal inteligente ou máquina registradora (antigamente), ECF, Scanner, Pin Pad, POS discado, gaveta de dinheiro, totens de autoatendimento;[8]
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O atendimento e produção de pedidos, por outro lado, é composto por: Microterminal, impressoras de pedido ou produção, de gôndola, de escritório, balanças, coletor de dados, Pocket PC, Tablet, smartphone, e terminais de atendimento.[9]
Etapas
O processo de Automação de um Comércio é altamente Complexo, conforme o tamanho do estabelecimento e as técnicas da empresa responsável pela automação, e pode levar de 3 dias a 2 anos. Ele é dividido nas seguintes etapas:
Fase 1
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Levantamento de necessidades;
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Definição dos Recursos de Hardware e Software
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Treinamento e envolvimento dos usuários[10]
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Implantação e Acompanhamento
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Manutenção e Suporte[11]
Fase 2
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Integração das Filiais com a Matriz
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Integração da Matriz com seus fornecedores
Automação de escritório
Segundo Rey Magrello oh Hábil define que Burótica é o conjunto de meios e métodos aplicados às actividades de escritório que tratam informaticamente informações escritas, visuais ou sonoras. O termo “burótica” apareceu pela primeira vez em 1976 (como tradução da expressão inglesa "Office automation" ), num discurso de Louis Naugès, intitulado “Os sistemas numéricos de informação ”. Oficialmente, começou a fazer parte da língua francesa, por deliberação da Comissão de Terminologia Informática, a 22 de Dezembro de 1991.
Automação de escritório é um conceito que envolve o uso de equipamentos de informática e softwares para criar, coletar, armazenar, manipular e retransmitir digitalmente informações necessárias para a realização de tarefas e cumprimento de objetivos em um escritório (local de trabalho). Armazenamento de dados brutos, transferências eletrônicas e gerenciamento eletrônico de informações de negócios consistem nas atividades básicas de um sistema de automação de escritório.[1] A automação de escritório ajuda a otimizar e automatizar procedimentos administrativos existentes.
A espinha dorsal da automação de escritório é a LAN, a qual permite que os usuários transmitam dados, correspondência e até voz através da rede. Todas as tarefas realizadas em um escritório, inclusive ditado, digitação, preenchimento de formulários, cópia, transmissão e recepção de fax e telex, gerenciamento de microfilmes e registros, uso de telefone e PABX recaem nesta categoria.
A expressão "automação de escritório" (office automation em inglês) era uma expressão popular nos anos 1970 e anos 1980, antes que o computador pessoal entrasse em cena.[2]
Elementos do conceito
O conceito de automação de escritório surgiu em meados dos anos 1970 nos EUA, como fruto do desenvolvimento de computadores de processamento distribuído (onde vários usuários podiam acessar simultaneamente um único equipamento). Baseava-se num tripé (comunicação, periféricos e inteligência artificial), sobre o qual fizeram-se grandes avanços, mas que ainda não atingiu o estágio ideal imaginado naquela época.
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Comunicação: além da "democratização" do uso de computadores através de terminais, um crescente número de satélites trouxe a expansão das linhas telefônicas para comunicação internacional e transmissão de dados. Tudo isso permitiu a interligação dos computadores em rede e a implantação de incipientes escritórios "online". Num futuro não muito remoto, acreditava-se na época, os escritórios seriam totalmente digitais - não se usaria mais papel. Além disso, com a transmissão de voz e imagem pela rede, os usuários poderiam realizar videoconferências, o que reduziria os deslocamentos físicos de funcionários e eliminaria despesas de viagem.
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Periféricos: num escritório automatizado descrito no início dos anos 1980, todos os periféricos estariam interligados, o que eliminaria a burocracia e o trabalho redundante. Embora o retrabalho seja, muitas vezes, evitado, o excesso de informações causados por todos esses periféricos interligados (telefones celulares, impressoras de rede, scanners etc) não parece ter contribuído sensivelmente para reduzir a burocracia.
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Inteligência: embora não tenha ainda atingido o nível de inteligência artificial, desenvolveu-se sob a forma de softwares cada vez mais intuitivos e interativos, que contam com assistentes para guiar o usuário na realização de tarefas.
Software
Há software que automatizam contratos e enviam por e-mails, são capazes de gerenciar equipe e podem inclusive automatizar e registrar entrada e saída de pessoal[3]. Junto com a internet das Coisas, podem ligar cafeteiras, ligar ar condicionados antes mesmos de uma pessoa chegar ao trabalho[4].
Transferência eletrônica de fundos
- Transferência eletrônica (português brasileiro) ou eletrónica (português europeu) de fundos (TEF ou EFT) refere-se aos sistemas computacionais que executam transações financeiras de forma eletrónica. Uma TEF é também o nome dado à própria transferência eletrônica de valores entre contas, quer internamente na mesma instituição, quer entre diversas instituições.
A comunicação das transações eletrônicas entre os servidores e as operadoras de cartão são feitas através de linhas X.25. Porém existem gateways que utilizam a internet, através de VPN, para comunicar com as pontas clientes e a partir deles a comunicação acontece através de linhas X.25.
Está em estudo alterar essas comunicações para MPLS ou IP, haja vista que a tecnologia X.25 já está bastante ultrapassada e não está se mostrando fiável devido ao obsoletismo dos equipamentos e falta de pessoal capacitado para manter as linhas estáveis.
As principais ferramentas para as transações eletrônicas utilizadas atualmente utilizam comunicação via IP entre clientes e gateways e X.25 entre gateways e operadores de cartões.
O Banco 24 Horas é um uma rede interbancária brasileira, que possui mais de 40 bancos conveniados, com mais de 20 mil caixas eletrônicos presentes em mais de 600 cidades brasileiras.[1] É um serviço da empresa TecBan para o mercado dos bancos caracterizado pela oferta de acesso nos terminais automáticos ao serviço de saques, cadastro de recarga para telefone pré-pago, pagamentos, consulta de saldos e extratos, entre outros serviços.
O nome Banco24Horas é uma marca registrada da TecBan. De acordo com a normativa do Banco Central, os bancos são obrigados a disponibilizar no mínimo 4 saques grátis na rede Banco24Horas.
Tem como principais acionistas os maiores bancos brasileiros, onde o Itaú Unibanco detém 31,58%, Bradesco 25,33%, Santander 20,82% e Banco do Brasil 13,53%. Também são acionistas a Caixa Participações (10%) e Banorte (liquidação extra judicial) (2,78%)[2]
Durante o racionamento de energia entre os anos de 2001 e 2002 no Brasil, também conhecido como "Apagão", os caixas 24h passaram a funcionar apenas das 6h as 22h.[3] Em Março de 2002, mês seguinte após o fim do racionamento, os caixas puderam voltar a funcionar 24 horas por dia mas a Febraban manteve o funcionamento por apenas 16 horas diárias.[4]
Bancos atendidos no Banco24Horas[5]
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Banco Topázio
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Policard
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Superdigital (Pertencente ao grupo Santander. Opera algumas marcas de cartão pré-pago)
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Wex
Bandeiras atendidas no Banco24Horas[6]
