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O que é tomada de decisão?

 

A tomada de decisão é um processo cognitivo que envolve tanto a razão quanto a emoção dos sujeitos.

Trata-se de escolher a melhor opção entre várias alternativas.

Cada decisão tomada gera uma consequência, que nem sempre é prevista.

De acordo com Dan Ryan, consultor de aquisição de talentos e desenvolvimento pessoal, em artigo para a Revista Forbes, a tomada de decisões é algo que todos nós fazemos o tempo inteiro.

“Algumas vezes, o processo pode ser quase automático, enquanto em outros, pode ser lento e pesado”, afirma.

Seja na vida pessoal, seja na vida profissional, quanto mais consciente for esse processo, melhor ele poderá ser guiado.

Esse cuidado evita resultados inesperados e aumenta as chances de sucesso.

Nas empresas, não é diferente: a tomada de decisão apresenta riscos e oportunidades.

gestor geralmente é quem se responsabiliza por esse processo, que pode envolver diferentes graus de dificuldade.

Afinal, nem sempre é fácil fazer escolhas que, sem dúvidas, trarão impacto ao negócio.

No entanto, a tomada de decisão é absolutamente importante para uma organização.

Sem ela, a empresa pode perder negociações e descartar oportunidades de crescimento no mercado, por exemplo.

Por isso, as escolhas ocorrem a todo momento: quando é preciso investir em produtos, negociar com fornecedores e reformular uma equipe, entre outros.

Em uma decisão, dois aspectos principais entram em jogo: a razão e a emoção.

Encontrar um balanço entre os dois, muitas vezes, é difícil.

Mas esse equilíbrio é fundamental para que o gestor não acabe fazendo escolhas erradas e mal planejadas.

Quanto mais dados tiver em mãos para fazer uma análise, melhor.

E seu senso de comprometimento com os valores e a missão da empresa também é essencial.

Na esfera pessoal, em vez da missão do negócio, entram em jogo os seus valores e a sua visão de mundo, que contempla não apenas quem você é, mas também os seus objetivos e sua estratégia para chegar lá.

Mesmo assim, seja em uma reunião com os sócios ou em uma conversa sobre o relacionamento conjugal, o embasamento e a prudência não eliminam completamente a dúvida.

Em qualquer tomada de decisão, há uma série de variáveis que são simplesmente imprevisíveis.

Ao longo dos próximos tópicos, você vai entender melhor como lidar com a incerteza e como reduzir ao máximo a margem de erro.

Qual a influência das tomadas de decisão para uma organização?

 

Cada decisão tomada pelo gestor gera uma consequência para a empresa, seja ela positiva ou negativa.

Por isso, ter inteligência emocional é primordial para conduzir o processo de forma bem-sucedida.

Todo líder conhece os dois principais componentes de suas decisões: as pessoas e os números.

A escolha do fornecedor, a contratação de um profissional, a mudança das rotinas produtivas.

Esses são alguns exemplos que exigem a definição de um modo de agir.

Justamente por afetar finanças e pessoas, a tomada de decisão envolve grande responsabilidade.

Pense, por exemplo, no impacto que uma escolha a respeito de tributação pode ter: optar por um regime de imposto específico, em detrimento de outro, pode melhorar ou piorar seu resultado final.

Pense também em como um aumento salarial pode influenciar na satisfação dos funcionários, diminuindo as taxas de rotatividade da empresa.

Ou, então, em como a decisão de investir em marketing digital pode aumentar as vendas e lucros no fim do mês.

Por outro lado, qualquer elevação de custo significa risco.

Assim, vemos que todas as decisões influenciam a empresa de alguma forma, desde aquelas que trazem consequências em curto prazo até aquelas que só se manifestam depois um tempo significativo.

Mas, no fim das contas, mesmo que a tomada de decisão não seja fácil e esteja suscetível a erros, é ela que permite que a empresa fique em movimento no mercado e cresça.

A capacidade de decidir com assertividade e segurança são sinais positivos em um líder, que reúne condições para engajar o restante da equipe na busca pelos objetivos da empresa.

No entanto, quando o gestor percebe que precisa melhorar essa característica, o que fazer?

Nesse caso, uma medida interessante é recorrer a um coach.

Esse profissional auxilia o coachee (termo que designa quem recebe a orientação de um coach) a lidar com as frustrações, a conduzir o processo de tomada de decisão e a adquirir mais confiança em si mesmo.

Tenha em mente: quanto mais seguro o gestor estiver acerca de sua decisão, maior a probabilidade de ela ser bem-sucedida e trazer desdobramentos positivos para a empresa.

Isso não significa que não haverá riscos envolvidos.

Pelo contrário: é o líder que deve saber gerenciá-los ao longo do processo.

Qual a influência das tomadas de decisão para sua vida?

 

Assim como nos negócios, a vida pessoal de cada pessoa é influenciada constantemente por suas decisões diárias.

Desde a escolha do que fazer no fim de semana à carreira profissional a seguir, o ser humano precisa fazer escolhas a todo momento, sejam elas simples ou complexas.

Toda decisão realizada impacta na vida do sujeito.

Na prática, o “sim” e o “não” determinam o seu futuro.

Mas a inércia, o “talvez” e a falta de ação podem atrapalhar o seu caminho.

E a decisão certa, qual é?

É aquela que o levará aonde você quer chegar em 5, 10 ou 20 anos.

É por meio das decisões que você trilha os rumos de sua vida: a profissão que irá exercer, se vai casar com alguém, se terá filhos, qual o local das próximas férias e o que vai comer no café da manhã.

Acordar cedo significa que você terá mais tempo para trabalhar.

Ou para despertar com um café da manhã prolongado, em família, para começar o dia em sintonia com as pessoas amadas e com seus ideais.

Em seu livro Decida e Conquiste – O guia definitivo para tomada de decisão, Stephen P. Robbins, professor emérito de administração da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, diz que a tomada de decisões é uma das atividades mais abrangentes e características da humanidade.

“Quem você é e o que se tornará (ou se tornou) é, em grande parte, determinado pelas decisões que toma”, destaca.

Isso significa que a tomada de decisão o leva ao movimento.

O processo da escolha, nesse sentido, serve como um instrumento para que você corra atrás dos seus objetivos.

E para isso, autoconfiança é um fator essencial.

Sem ela, dificilmente você fará as escolhas certas, que trarão maior impacto para a sua vida.

Esse tipo de decisão é aquela que, muitas vezes, dá medo. Paralisa.

Será que você deve se mudar de cidade para acompanhar a pessoa amada?

Será que deve aceitar um cargo para ganhar mais dinheiro, mesmo que não se identifique com a função?

Por isso, muitas pessoas recorrem a coaches: esses profissionais ajudam os indivíduos a compreenderem suas emoções, traçar metas, compreender sua maneira de pensar e seus padrões de comportamento.

Tudo isso leva ao autoconhecimento, que faz com que as pessoas tomem decisões de forma mais consciente e assertiva.

Como tomar boas decisões?

 

Tomar boas decisões depende de cálculo.

Pode parecer estranho, mas é uma equação clara: qual caminho tende a trazer o resultado mais positivo?

Qual escolha o levará para mais perto de seu objetivo?

Ao pensar nisso, você vai ver que é praticamente impossível tomar uma boa decisão com pressa.

Então, sempre que possível, tome o seu tempo ao contemplar as possibilidades.

É dessa forma que você conseguirá analisar a situação sob diversos pontos de vista e controlar a impulsividade.

Uma escolha baseada apenas na emoção, em seu estado mais primitivo, sem raciocínio lógico e prudência, pode resultar em decepção no longo prazo.

E uma escolha imediatista, com uma lógica estreita, feita sem a sensibilidade de quem está lidando com pessoas e consequências, pode atrapalhar seus objetivos bem rápido.

O cenário ideal é aquele em que você dispõe de tempo suficiente para avaliar os prós e contras de cada decisão e projetar os possíveis resultados de cada alternativa.

Além disso, vale destacar que controlar a ansiedade e o medo na hora de tomar decisões é crucial.

Segundo Linda Zander, membro do conselho de coaches da revista Forbes, o medo não pode comandar o processo de tomada de decisão.

“O medo é um sentimento irracional, e não um pensamento racional. Uma mentalidade irracional leva a erros na decisão. Utilize o tempo para fazer toda pesquisa, investigação e análise racional”, aconselha, em artigo da revista.

Para que você possa fazer uma análise com base em fatos, dois fatores são relevantes: informações e consultas com especialistas.

 

Boas decisões nos negócios

Ao tomar decisões em uma empresa, dispor de KPIs, os indicadores-chave de performance, é um diferencial.

Quando você reúne dados com o intuito de verificar se a estratégia está funcionando ou não, é mais fácil tomar decisões assertivas.

Assim, tem em mãos informações concretas sobre diversos aspectos do negócio.

Os indicadores de performance, de modo geral, abrangem diferentes áreas da empresa: vendas, marketing, rotinas produtivas, índices de qualidade dos produtos e serviços e indicadores estratégicos de gestão, por exemplo.

É importante identificar quais indicadores são necessários para a tomada de decisão e coletar os dados de forma rotineira, a fim de criar um banco de dados.

A segunda ação é conversar com especialistas na área em que é preciso tomar uma decisão.

Vamos supor que você precise ajustar questões relacionadas à gestão financeira da empresa.

Dialogar com seu contador, profissional familiarizado com o tema, pode ser uma forma de se assegurar que não está cometendo erros e que, de fato, sua escolha é a mais adequada.

Outra hipótese: digamos que sua empresa esteja envolvida em um processo judicial.

Nesse caso, não é possível tomar uma decisão inteligente sem antes consultar um advogado.

Parece óbvio, né?

Mas, muitas vezes, essa prática é deixada de lado pelos gestores.

Por isso, nunca hesite em pedir ajuda para profissionais experientes.

Isso significa diálogo, ou seja, o encontro de dois pontos de vista.

Para tanto, você precisa falar e, principalmente, escutar.

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