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Neuroplasticidade

religando o cérebro

  • A neurociência dos hábitos

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  • O poder das palavras

  • Como mudar uma memória

  • Enganando nosso cérebro

  • Como alterar uma memória

  • Reenquadramento

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Velho Conceito

Costumávamos pensar

que nosso cérebro

era o que era - imutável, inalterável.

 

Nós estávamos presos com

o que a natureza nos deu.

Na verdade, nossos cérebros são como plásticos.

Podemos alterar

a neuroquímica para mudar crenças, processos

de pensamento, emoções, etc.

 

Você é o arquiteto do seu cérebro. Você também tem o poder de agir contra impulsos perigosos, como o vício. As possibilidades terapêuticas aqui são infinitas.

Em 80 anos temos

2 524 608 000 segundos .

Se constuíssemos 1 Neurônio por segundo, levaríamos 31,688087 vidas x 80 anos, 

ou 2.535 anos para construir um cérebro.

A produção de nerônios

inicia na terceira semana

do desenvolvimento humano a uma taxa de 250.000 por minuto até o nascimento!

Com atenção repetida

e dirigida para

uma mudança desejada, todos nós temos

a capacidade

de religar nossos cérebros!

A  DOPAMINA

A dopamina (DA) é um neurotransmissor monoaminérgico, da família das catecolaminas e das feniletilaminas que desempenha vários papéis importantes no cérebro e no corpo. Os receptores de dopamina são subdivididos em D1, D2D3D4, e D5 de acordo com localização no cérebro e função. O cérebro contém várias vias dopaminérgicas, uma delas desempenha um papel importante no sistema de comportamento motivado a recompensa.

 

A maioria das recompensas aumentam o nível de dopamina no cérebro, e muitas drogas viciantes aumentam a atividade neuronal da dopamina. A dopamina é produzida especialmente pela substância negra e na área tegmental ventral (ATV). A dopamina também está envolvida no controle de movimentos, aprendizado, humor, emoções, cognição e memória.[4]

É precursora natural da adrenalina e da noradrenalina, outras catecolaminas com função estimulante do sistema nervosocentral.[5]

A desregulação da dopamina está relacionada a transtornos neuropsiquiátricos como Mal de Parkinson, no qual ocorre escassez na via dopaminérgica nigro-estriatal, e na esquizofrenia, no qual ocorre excesso de dopamina na via dopaminérgica no mesolímbico e escassez na via mesocortical.[6].

A Dopamina

Em nosso sistema de dopamina mesolímbica,

a via de recompensa

do cérebro encoraja-nos

a semear atividades essenciais à sobrevivência das espécies.
 

O caminho da recompensa

é ativado, e o cérebro inunda com dopamina.

Os hábitos desempenham um papel importante

na nossa saúde.

 

Compreender a biologia

de como nós desenvolvemos rotinas que podem ser prejudiciais para nós,

e como quebrar essas rotinas e abraçar novas, podem nos ajudar a mudar nossos estilos de vida, e assim adotar comportamentos que são  

mais saudáveis.

Reconhecer

e evitar gatilhos

Gatilhos ambientais:
lugares, locais, cheiros, sons

Gatilhos sociais:
família, amigos, outros usuários de drogas

Gatilhos emocionais:
Depressão, exaustão, estresse, frustração, raiva, ansiedade, solidão

Religar o cérebro

Nós podemos religar nossos cérebros apenas pensando.
 

Religar o cérebro requer estabelecer novas metas

e praticar a busca saudável

da recompensa enquanto

o cérebro está criando

novos caminhos.

Se não aprendermos

novas habilidades,

não nos envolvemos

com a plasticidade

do nosso cérebro.

 

Atividades altamente focadas ajudam a manter o cérebro em boa forma!

 

  1. Estabeleça metas

  2. Reconheça os gatilhos

  3. Tome decisões conscientes

  4. Busque prazer e recompensa saudáveis

  5. Os novos caminhossão fortalecidos

  6. Novos hábitos são formados

velho conceito
dopamina
gatilhos
religar o cérebro
a prova
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A Prova Viva

Foi um experimento bastante modesto, como estes as coisas vão, com voluntários entrando no laboratório
Harvard Medical School para aprender e praticar pequeno exercício de piano de cinco dedos. Neuro cientista Álvaro Pascual-Leone instruiu os membros do
um grupo para jogar o mais fluidamente possível, tentando mantenha os 60 batimentos por minuto do metrônomo.
Todos os dias, durante cinco dias, os voluntários praticavam por duas horas. Então eles fizeram um teste.

No final da sessão de treinos de cada dia, eles sentou-se debaixo de uma bobina de fio que enviou um breve magnético pulsar no córtex motor de seu cérebro, localizado em uma faixa que vai da coroa da cabeça em direção a cada orelha.

 

O chamado teste de estimulação magnética transcraniana (TMS) permite aos cientistas inferir a função dos neurônios logo abaixo da
bobina.

 

Nos pianistas, o TMS mapeou como muito do córtex motor controlado o dedo movimentos necessários para o exercício do piano. o que os cientistas descobriram que depois de uma semana de prática, o trecho do córtex motor dedicado a esses movimentos do dedo assumiram cercar áreas como dentes de leão em um gramado suburbano.

A descoberta estava de acordo com um número crescente das descobertas na época mostrando que maior uso de um determinado músculo faz com que o cérebro se dedique mais para isso.

 

Mas Pascual-Leone não parou por aí. Ele estendeu o experimento por ter outro grupo de voluntários que praticou o exercício do piano apenas mentalmente. Eles tocaram a peça de música em sua cabeça segurando suas mãos ainda ao imaginar como eles fossem mover os seus dedos. Então eles também se sentaram sob a bobina de TMS.

Quando os cientistas compararam os dados do TMS os dois grupos - aqueles que realmente tocaram o piano e aqueles que só imaginavam fazê-lo eles vislumbraram uma ideia revolucionária sobre o cérebro:
a capacidade de mero pensamento para alterar a estrutura física e a  função da nossa massa cinzenta. O TMS revelou foi que a região do motor córtex que controla os dedos tocando piano também foi expandido nos cérebros dos voluntários que imaginaram
estar tocando a música - assim como naqueles que realmente tocaram.

"A prática mental resultou em um
reorganização "do cérebro,

 

Pascual-Leone depois escreveu. Se seus resultados forem válidos para outras formas de movimento (e não há razão para pensar que não), então mentalmente praticando um swing de golfe ou um passe para frente ou um turno de natação pode levar a
domínio com menos prática física. Ainda mais profunda, a descoberta mostrou que o treinamento mental  tinha o poder de mudar a estrutura física do cérebro.

Atenção plena​

Ser atencioso

Tornar-se consciente de nossos pensamentos e decisões, observando nossas experiências internas como se estivessem acontecendo com outra pessoa.

O termo atenção plena (mindfulness, em inglês) designa, dentro do contexto da psicoterapia, um estado mental que se caracteriza pela autorregulação da atenção para a experiência presente, numa atitude aberta, de curiosidade, ampla e tolerante, dirigida a todos os fenômenos que se manifestam na mente consciente — ou seja, todo tipo de pensamentos, fantasias, recordações, sensações e emoções percebidas no campo de atenção são percebidas e aceitas como elas são.[1] Enquanto que no Contexto budista carrega o significado de manter em mente a informação correta.[2][3]

atenção plena
mindfulness
10-Proven-Ways-to-Grow-Your-Brain-Neurog

1. Jejum Intermitente
A restrição calórica / o jejum aumenta a plasticidade sináptica, promove o crescimento dos neurônios, diminui o risco de doenças neurodegenerativas e melhora a função cognitiva de acordo com a Society for Neuroscience.

Durante o jejum, uma mudança metabólica reduz os níveis de leptina do corpo, um hormônio produzido pela gordura. Como resultado, o cérebro recebe um sinal químico para os neurônios produzirem mais energia.

Métodos populares incluem: jejum um dia por semana, durante um período de 24 horas; um jejum de 16 horas - tendo sua última refeição às 20h e quebrando seu jejum no almoço (12h) no dia seguinte; o modelo “5-2” - cinco dias de alimentação regular e dois dias (não consecutivos) de alimentação com restrição de calorias em uma semana (entre 400-600 calorias).

2. Viagem
Viajar promove a neurogênese ao expor seu cérebro a ambientes novos e complexos. Paul Nussbaum, um neuropsicólogo da Universidade de Pittsburgh, explica: "Essas situações novas e desafiadoras fazem com que o cérebro produza dendritos".

Você não precisa viajar pelo mundo para colher esses benefícios; fazer uma viagem de fim de semana para uma cidade diferente dá ao seu cérebro o mesmo estímulo.

3. Use dispositivos mnemônicos
O treinamento da memória promove a conectividade na rede parietal pré-frontal do cérebro e pode retardar a perda de memória com a idade. Os dispositivos mnemônicos são uma forma de treinamento de memória que combina visualização, imagens, navegação espacial e ritmo e melodia.

Uma técnica popular é conhecida como o Método dos Loci (MoL). Explicado pela Scientific American: Trata-se de visualizar uma rota familiar - através de um prédio, sua casa ou seu caminho para o trabalho - e colocar itens para serem lembrados em pontos que chamam a atenção ao longo do caminho. Quanto mais bizarro você fizer essas imagens, melhor você as lembrará mais tarde. Simplesmente refazendo seus passos, como uma linha de pesca, você “puxa” itens para a superfície. Juntamente com objetos, números e nomes, esse método ajudou pessoas com depressão a armazenar lembranças felizes que podem ser recuperadas em momentos de estresse.

Comece usando técnicas mnemônicas e envolva-se em treinamento de memória; comece a trabalhar na lembrança de nomes, escrituras ou poemas. Aqui estão algumas técnicas mnemônicas para você começar.

4. Aprenda um instrumento
Varreduras cerebrais em músicos mostram maior conectividade entre as regiões do cérebro. Os neurocientistas explicam que tocar um instrumento musical é uma experiência intensa e multisensorial. A associação de ações motoras com sons específicos e padrões visuais leva à formação de novas redes neurais.

Se você sempre quis aprender um instrumento, considere o crescimento do cérebro como um motivador para você começar.

5. Exercícios de Mão Não-Dominantes
Usar sua mão não dominante para realizar tarefas simples, como escovar os dentes, enviar mensagens de texto ou mexer seu café / chá, pode ajudá-lo a formar novas vias neurais. Esses exercícios cognitivos, também conhecidos como "neuróticos", fortalecem a conectividade entre as células do cérebro. "É como ter mais torres de celular no cérebro para enviar mensagens. Quanto mais torres de celular você tiver, menos chamadas perdidas ”, explica o Dr. P. Murali Doraiswamy, chefe de psiquiatria biológica do Duke University Medical Center.

Estudos também mostraram que atividades manuais não dominantes melhoram sua saúde emocional e controle de impulsos. Mude de mãos com tarefas simples para treinar o cérebro.

6. Leia Ficção
Um estudo realizado durante 19 dias consecutivos pela Emory University mostrou conectividade crescente e contínua nos cérebros dos participantes depois que todos leram o mesmo romance. O pesquisador Gregory Berns, observou: "Embora os participantes não estivessem lendo o romance enquanto estavam no scanner, eles mantiveram essa conectividade aumentada."

Atividade cerebral aumentada foi observada na região que controla sensações físicas e sistemas de movimento. Berns explica que ler um romance “pode transportá-lo para o corpo do protagonista”. Essa capacidade de mudar para outro estado mental é uma habilidade crucial para dominar as complexas relações sociais. Adicione alguns romances à sua lista de leitura para obter esses benefícios extras para o cérebro.

7. Expanda seu vocabulário
Aprender novas palavras ativa os processos visuais e auditivos do cérebro (ver e ouvir uma palavra) e o processamento da memória. Um pequeno vocabulário está ligado à baixa eficiência cognitiva em crianças, enquanto um vocabulário expansivo é um indicador do sucesso do aluno.

Aprenda uma palavra nova a cada dia para expandir seu vocabulário e treinar seu cérebro. Use aplicativos ou cursos on-line para torná-lo divertido.

8. Crie obras de arte
Em um artigo de jornal intitulado "Como a arte muda seu cérebro", participantes de um curso de arte de 10 semanas (sessão de duas horas, um dia por semana) mostraram maior conectividade do cérebro em um estado de descanso conhecido como "rede de modo padrão". ”(DMN). O DMN influencia processos mentais, como introspecção, memória e empatia. O envolvimento na arte também fortalece o caminho neural que controla a atenção e o foco.
Seja criando mosaicos, jóias, cerâmica, pintura ou desenho, a combinação de processamento motor e cognitivo promoverá uma melhor conectividade cerebral. Participe de uma aula de arte local; apenas uma vez por semana ajudará seu cérebro a crescer.

9. Bata na pista de dança
Muitos de nós não pensariam em dançar como um "processo de tomada de decisão", mas essa é a razão pela qual é saudável para o seu cérebro. Especialmente dança de estilo livre e formas que não refazem os caminhos memorizados. Pesquisadores compararam a eficácia das atividades cognitivas em afastar Alzheimer e demência e descobriram que a dança teve o maior efeito (76% de redução de risco); maior do que fazer palavras cruzadas, pelo menos, quatro dias por semana (47%) e leitura (35%).

Dançar aumenta a conectividade neural porque força você a integrar várias funções cerebrais ao mesmo tempo - estéticas, racionais, musicais e emocionais. Se você estiver dançando com um parceiro, aprender os papéis "Líder" e "Seguir" aumentará sua estimulação cognitiva.

10. Sono
Estudos da Universidade de Nova York mostraram que o sono ajuda na retenção de aprendizado com o crescimento das espinhas dendríticas, as pequenas protuberâncias que conectam as células do cérebro e facilitam a passagem de informações pelas sinapses.

Apontar para 7-8 horas de sono a cada noite. Se você está lutando para conseguir um bom sono consistente, tente criar um ritual noturno; indo para a cama ao mesmo tempo; beber um pouco de chá indutor do sono; ou fazer o seu quarto o mais escuro possível.
 

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felixibilidade cognitiva

FLEXIBILIDADE COGNITIVA

É comum falarmos ou ouvirmos pessoas falarem para sermos mais “flexíveis” em algumas situações. Mas afinal, o que é ser flexível? E a pergunta ainda mais difícil: “como” ser mais flexível?

Assim que ouvimos esta palavra (flexibilidade), comumente o que nos vem à mente é a imagem de um atleta ou um ginasta, que consegue ter alta mobilidade corporal, e que se dobra ou verga facilmente, sem se quebrar. A flexibilidade cognitiva não é muito diferente, já que também trata de alta mobilidade, mas não corporal, e sim “cerebral”. Ou melhor, de pensamentos.

Ter alta flexibilidade cognitiva significa ter capacidade para conseguir mudar e emitir respostas alternativas diante de uma mesma situação. É conseguir flexibilizar suas respostas usando a sua memória, percepção, pensamentos, e assim enxergar a situação de diversas formas, e elaborar a melhor resposta diante do mesmo estímulo, para conseguir se adaptar às situações de formas diversificadas.

Diante de uma determinada situação, tendemos a percebê-la de acordo com as crenças que já temos, e interpretamos de acordo com as experiências antigas e formas de pensar que fazem parte de nosso cotidiano e de nossos esquemas. Mas o que devemos levar em consideração, na realidade, são as diversas possibilidades de interpretação de um mesmo fato. Devemos tomar os primeiros pensamentos que nos ocorrem apenas como hipóteses.

Vamos a um exemplo prático: supomos que todas as noites seu namorado(a)te liga para dizer boa noite, mas em uma dessas noites ele(a) não te ligou até depois do horário de costume. Como vocês acabaram tendo uma pequena discussão no mesmo dia, você já imagina que ele(a) não quer falar com você, e está evitando te ligar. Então, milhões de pensamentos automáticos surgem na sua cabeça, como por exemplo: “O erro foi dele, então ele tem que me ligar”; “Ele é tão arrogante que nunca assume a culpa”; “Não acredito que ele não vai me ligar por causa de uma simples discussão”; “Ele me odeia, eu não quero ouvir a voz dele”; “Ele está com raiva de mim!”; “Ele deve estar me traindo, só porque discutimos”; “Ele vai terminar o namoro!”, etc.

Então você sente tristeza ou raiva, e decide também não ligar para não “dar o braço a torcer”, mas acaba ficando acordada(o) até a madrugada esperando pela ligação, e inconformada(o) por ser “ignorado”. No dia seguinte acorda com dor de cabeça, olheiras e passa o dia todo com sono por não ter dormido bem durante a noite. Tudo isso porque teve “certeza” que seu namorado(a) não te ligou devido à discussão que tiveram durante o dia, e por isso ele(a) não quis falar com você.

Todo esse transtorno foi causado por falta de flexibilidade cognitiva, ou seja, por incapacidade de levantar outras hipóteses para o fato de seu namorado(a) não ter te ligado naquela noite. Caso houvesse certa flexibilidade, certamente você também pensaria em outras possibilidades para este fato, como por exemplo: “Ele deve ter chegado cansado, e esqueceu de me ligar”; “Talvez tenha acabado a bateria do celular”; “Ele deve ter saído com a mãe para ir em algum lugar”; “Ele deve ter ficado chateado comigo, e não quer discutir mais por hoje”; ou apenas “Que estranho, vou ligar para saber o que aconteceu”.

Percebe a diferença? Nestes casos, você poderia ligar para ele(a) e averiguar o que realmente ocorreu, e não apenas fazer uma suposição diante de um pensamento automático negativo, e tê-la como única hipótese. Neste caso, certamente o final seria muito mais feliz!

Em resumo, flexibilidade cognitiva é a capacidade de buscar interpretações alternativas para uma mesma situação, ao invés de ficar preso somente ao primeiro pensamento que vier à sua mente.

Um dos objetivos do psicólogo cognitivo é reinstalar a flexibilidade no paciente, fazendo com que ele (re)aprenda a enxergar diversas possibilidades de resolução para as adversidades da vida.

https://camillaalqualo.wordpress.com/2010/12/14/flexibilidade-cognitiva-voce-sabe-o-que-e-isso/

ambientes enriquecidos

AMBIENTES ENRIQUECIDOS DE APRENDIZAGEM E IMAGENS

Denomino ambiente enriquecido de aprendizagem (EEA) aquele que habilita, de maneira harmoniosa, a utilização de todos os sentidos na aquisição de informação com o objetivo específico de favorecer determinadas aprendizagens. Comparativamente ao formato de aula clássico e convencional, de concepção notadamente educare, que se baseia em um método de aprendizagem memorística dirigida à superação de avaliações padronizadas, o EEA recria com maior fidelidade a exposição a uma experiência multissensorial, semelhante ao que ocorreria na ausência de qualquer sistema ou instituição. No EEA, o enriquecimento da aprendizagem provém de múltiplas fontes (leituras, estimulação motora, pensamento criativo, resolução de problemas, produções artísticas, ambientes físicos), produzindo uma maior utilização de ambos os hemisférios cerebrais, verificável cientificamente a partir da obtenção de cérebros com um córtex mais volumoso, maior quantidade de ramificações dos dendritos, mais prolongamentos de crescimento e maiores corpos celulares (Heavy, 1990, p. 47) (cit. Jensen, 2004, p. 50).

A presença da EEA, ao desfazer parte da representação artificial organizada irrestritamente dentro da sala de aula, aumenta a naturalidade com a qual o aluno exibe suas capacidades neurocognitivas, gerando um espaço para a expressão e participação da sensibilidade. Durante um processo de aprendizagem dessa natureza, se produz uma convergência da racionalidade e da sensibilidade, pois os sistemas estão tão interconectados que os componentes químicos da emoção liberam-se quase simultaneamente com os da cognição. Consequentemente, ignorar os componentes emocionais no design de um ambiente ou experiência de aprendizagem equivale a privar os alunos de aprendizagens significativas (Caine e Cainc, 1994, cit. Jensen, 2004, p. 134).

Habilitar a expressão e participação espontânea das emoções no processo de aprendizagem permite dar atenção aos lugares desejados e não aos impostos, criando significados originais e próprios, e deixando registros na memória de uma forma particularmente rica e complexa (Le Doux, 1999). A sinfonia entre o cérebro racional e o cérebro emocional aumenta o nível de captura da informação, enriquece a criação de significados e potencializa o nível agregado de aprendizagem da pessoa e seu rendimento.

Os EEA representam o formato e o design espacial e conceitual para o qual o espaço da aula deve olhar e migrar. Nos EEA a propensão de envolvimento do aluno para a aprendizagem é maior e ocorre com espontaneidade, reduzindo a necessidade de direcionamento e guia, e aumentando a disposição para a criação de aprendizagens significativas. As ameaças como design instrucional estimulador da aprendizagem por omissão não resultam em mecanismo eficaz, a partir do momento em que criam um ambiente que restringe a participação dos sentidos por meio da presença de tensão, estresse, ameaças e ansiedades (Jensen, p. 134). A eliminação das ameaças e criação de um clima opositivo que gere confiança, curiosidade, cooperação, relação e autocontrole favorecem a dinâmica da aprendizagem e o desenvolvimento da capacidade de “aprender a aprender”.

A evidência científica da convivência dos EEA se constitui no argumento central a favor de um aumento da presença de imagens como as da National Geografic Learning no processo de aprendizagem recriado pelas instituições educativas. Na jornada do desenvolvimento de exposições e expressões multissimbólicas do ambiente, que ativem consumos multissensoriais de informação, que redundem em experiências significativas traduzidas em aprendizagens pessoais fixadas por mais tempo na memória, as imagens se apresentam como um dos recursos com maior potencial.

É importante destacar a importância do significado na aprendizagem, não apenas como um ativador da curiosidade numa projeção futura, mas também como um mecanismo de formação de conceitos, argumentos e reflexões mais sofisticadas, complexas e originais.
Considerar a imagem como um recurso superior de pensamento obriga o aprofundamento e aproximação da metainformação, não como um novo termo descritor do pensamento, mas como uma nova maneira de pensar e criar, que consiste em tomar um objeto ˗ ou o conteúdo dessa metaforma ˗ e interpretá-lo numa série de contextos distintos (Siler, Tood; 2000, p. 266).

As metaformas são significados novos, complexos e individuais que ativam a curiosidade e reforçam o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem. São novidades, pois emergem das conexões geradas entre a forma de perceber informações e fatos externos com experiências já registradas na memória de cada pessoa. São complexos, pois não estão limitados por nenhuma ordem ou mandato nem recorte arbitrariamente delimitado. E, por último, são individuais, pois ficam cercados de emoções, detalhes e simbologias só explicáveis a partir da natureza psicológica, emocional e neurocognitiva de cada indivíduo.

As metaformas são um caminho intermediário entre a análise acomodada, organizada e dosada proposta pela aula tradicional e a presença holística e espontânea das coisas num ambiente dinâmico e entrelaçado. O aluno cria metaformas constantemente, estabelecendo relações causais e associações, categorizando e experimentando condutas e formas de interação com o meio. Quando o sistema de ensino separa e organiza para simplificar, da mesma maneira delimita a prática natural do aluno para a elaboração das metaformas, produzindo apenas associações simples, falsamente monocausais, além de medidas conceituais frágeis. Pelo contrário, quando o sistema educativo utiliza recursos que tentam replicar parte da complexidade com a qual os elementos externos se apresentam na natureza, da mesma maneira se fortalece a capacidade do aluno para a elaboração de metaformas, produzindo associações complexas, relações multicausais e sofisticados marcos conceituais.

Valer-se de imagens e de sistemas simbólicos igualmente complexos favorece abordagens multissensoriais, desdobradas de significados novos e produção de metaformas. O indivíduo desenvolve a capacidade de ver mais além dos usos correntes que se fazem da informação, aplicando seus conhecimentos e experiências anteriores de maneiras novas, realizando conexões, descobertas e invenções (Jaesen, p. 268). O desdobramento da metainformação implica o uso da analogia, da metáfora, da hipótese, da figura, do símbolo, do jogo de palavras, do relato, da interpretação, da representação e muitos outros processos comparativos relacionais.

Apresentamos, portanto, a fundamentação da conveniência do desenvolvimento dos EEA, provocadores de abordagens multissensoriais para a aprendizagem e ativadores da curiosidade e implicação do aluno em seu próprio trajeto educativo. Assim, também fica estabelecido o benefício do desenvolvimento de abordagens multissimbólicas que maximizem a capacidade natural do indivíduo para a criação de metaformas e significados complexos. Finalmente, fica estabelecida a relevância do uso das imagens nestas EEA, não com o fim de transmitir ou transferir uma carga informativa particular (mais rica, complexa e memorizada mais eficazmente que um texto escrito), mas como disparadores de um processo valorativo e de significado absolutamente pessoal e intransferível.

Por Juan Maria Segura para Cengage Learning Latinoamérica

sistema sensoral

SISTEMA SENSORIAL

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Devido a sua relação com o ambiente, todo ser humano experimenta diariamente inúmeras sensações e estímulos em seu corpo. Essas informações chegam ao cérebro através de ferramentas – os receptores sensoriais – que o organismo possui para explorar e interpretar o mundo ao seu redor.

Existem animais com olfatos mais poderosos que o do homem, como os cães; ou que possuem uma visão mais aguçada, como as águias. Mas nenhum animal desenvolveu uma combinação de sentidostão abrangente como o ser humano. Foi justamente essa versatilidade que auxiliou a espécie humana a chegar desde os primórdios até aos tempos modernos. A capacidade de sobrevivência humana depende diretamente da integração dos diversos sentidos presentes no organismo com o ambiente.

As informações referentes ao meio interno e externo do corpo humano são constantemente enviadas ao Sistema Nervoso Central por meio do Sistema Nervoso Sensorial, que é composto por uma diversidade de tipos de receptores especializados (fotorreceptores, mecanorreceptores, quimiorreceptores, termorreceptores, entre outros) em perceber os diferentes tipos de estímulos. Essas informações serão recebidas e interpretadas para serem utilizadas nas respostas que permitem a interação com o ambiente.

Descritos por Aristóteles, os cinco sentidos tradicionais são a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato. No entanto, recentemente, os pesquisadores de diversas áreas argumentam que a experiência humana com o ambiente é mais rica do que se imaginava e que as pessoas podem apresentar vários outros sentidos.

Visão

O sistema visual humano é o mecanismo do organismo que funciona de maneira extremamente sofisticada. A visão se configura a partir da percepção que os olhos tem da luz, que é parte da radiação eletromagnética da qual está ao seu redor. Permite perceber a forma, a distância, o tamanho e a cor de objetos.

A luminosidade que entra pelo cristalino é projetada sobre a retina, que é composta de células nervosas sensíveis que levam a imagem através dos nervos ópticos para que o encéfalo as interprete. É por esse motivo que, apesar de o olho captar a luz, quem enxerga as imagens do ambiente é o cérebro.

Leia também:

Audição

O som é uma energia mecânica vibratória que reverbera pelo ar, quanto mais agudo, maior será o número de vibrações. Essas ondas sonoras se propagam até chegar aos ouvidos do organismo, através da captação pela orelha que – percorrem o canal auditivo, o que faz provocar vibrações nos tímpanos – as envia ao córtex cerebral, o que constitui o sentido da audição. É possível ouvir os diferentes sons e barulhos devido às diferenças na frequência de cada onda sonora.

Leia também:

Paladar

Historicamente, o ser humano sempre se dispôs a provar novos sabores, é um ser onívoro (se alimenta de qualquer fonte) que experimenta de tudo, mas confia no sentido do paladar para decidir o que deve ou não comer.

Os bebês, por exemplo, tendem a rejeitar alguns tipo de alimentos, principalmente os amargos. É o instinto de sobrevivência tentando proteger o organismo: na natureza as plantas venenosascostumam ser amargas. Sabores azedos também não costumam fazer sucesso com as crianças (o gosto azedo na natureza pode indicar que o alimento não está maduro ou que está estragado).

 

Entretanto, o ser humano tende a ter uma predileção pelos sabores que oferecem os nutrientes do qual necessitam, no caso, açúcar e comidas salgadas. Apreciam o sal porque precisam dele para repor a perda desse composto pelo suor. E acima de tudo, saboreiam alimentos doces porque o açúcar significa energia.

Assim, o organismo precisa reconhecer estes sabores diferentes quase que instantaneamente, sendo equipado com a estrutura da língua, que leva o ser humano, além de apreciar uma gama de alimentos, ao topo do que é seguro alimentar-se.

Olfato

Apesar de ter um sistema olfativo menos desenvolvido quando comparado ao da maioria dos animais, o ser humano é particularmente sensível a odores desagradáveis. O olfato capta energia química numa troca de partículas que chegam pelo ar através dos receptores do bulbo olfatório da cavidade nasal.

Tato

Juntamente com a visão, o tato é um dos sentidos humanos mais desenvolvidos. O tato é utilizado para explorar o mundo, interagir no corpo-a-corpo com os objetos. Não há um órgão específico para esse sentido, pois todas as regiões do corpo humano apresentam os receptores (mecanorreceptores e termorreceptores). As sensações são recebidas através da pele, membranas e músculos que estão incrustados na superfície do organismo, o que configura milhares de receptores de tato. E são eles que abastecem a sensação de toque direto ao cérebro e diz se algo está molhado ou seco, áspero ou macio.

Os receptores de tato monitoram também outras informações básicas, como o tipo de pressão, a temperatura ou as vibrações na pele. Essas informações são enviadas pelas terminações nervosas até o cérebro, onde a combinação de sinais oriundos da pele que permite esse órgão perceber não somente as sensações, mas também a sua intensidade.

Para além dos cinco sentidos

  • Propriocepção – é a consciência que as pessoas possuem de onde cada uma das partes do seu corpo está localizada no espaço. Essa percepção é possível graças a receptores em nossos músculos conhecidos como fusos, que informam o cérebro sobre o comprimento atual e o alongamento dos músculos.

  • Equilibriocepção – é o senso de equilíbrio do organismo. É o que mantem o corpo em pé e ajuda a andar sem machucar-se. Isso acontece devido ao sistema vestibular nutrido de líquido no ouvido interno, que ajuda a manter o equilíbrio. Este sistema também proporciona a experiência de aceleração através do espaço, e liga-se aos olhos, tornando possível "cancelar" o próprio movimento.

  • Cinestesia – é a sensação ou percepção de movimento. É a orientação dos órgãos motores da percepção em movimento, a experiência que a postura corporal vivencia.

  • Termocepção – é a percepção da presença ou da ausência do calor no ambiente. É o ato de sentir mudanças de temperatura.

  • Nocicepção – é a percepção da dor por algumas estruturas do corpo, como a pele e as articulações.

  • Cronocepção – é a capacidade de sentir a passagem do tempo. Algumas estruturas do cérebro, como o hipotálamo e a glândula pineal, são responsáveis por agir em conjunto para propiciar essa sensação. Por exemplo: o período de alteração entre noite e dia, denominado de ciclo circadiano, que influencia a digestão e o sono.

Referências

HUMPHREYS, J. Aristotle was wrong and so are we: there are far more than five senses. 2017. Disponível em: <https://www.irishtimes.com/culture/aristotle-got-it-wrong-we-have-a-lot-more-than-five-senses-1.3079639>.Acesso: 30/04/2018.

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CASTRO, T. G.; GOMES, W. B. "Como sei que eu sou eu?": cinestesia e espacialidade nas Conferências Husserlianas de 1907 e em pesquisas neurocognitivas. Rev. abordagem gestalt., Goiânia, v. 17, n. 2, p. 123-130, dez.  2011.

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