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Diferentes processos de tomada de decisão

 

Como já mencionamos, dois aspectos são acionados quando tomamos uma decisão: a razão e a emoção.

Isso porque o cérebro possui áreas de raciocínio lógico e intuitivo, que influenciam nas escolhas feitas pelo indivíduo. Confira as características de cada processo de tomada de decisão:

Lógica

 

A tomada de decisão lógica ocorre quando o indivíduo reflete sobre suas escolhas de forma racional.

Nesse caso, ele lida com as informações de uma maneira objetiva, sem deixar que suas emoções pessoais interfiram na avaliação final.

Por meio da lógica, são julgadas as possíveis consequências de uma decisão.

Geralmente, esse tipo de processo é utilizado por gestores que enxergam o negócio de uma forma sistêmica e racional.

Intuitiva

A decisão intuitiva, por sua vez, é um processo que utiliza a dedução por meio de uma conjunção de lógica e emoção.

Nesse caso, os valores essenciais da pessoa responsável pela tomada de decisão também contribuem para a decisão final.

Quando o gestor utiliza o processo intuitivo, quer dizer que ele não está em busca de criar significado a respeito de suas decisões.

Mais do que a razão ou a emoção, é o instinto e a experiência que têm peso maior nas escolhas realizadas.

Geralmente, esse modelo é utilizado em situações urgentes ou quando a lógica não se mostra tão simples.

Tipos de tomadas de decisão

 

Dependendo do contexto em que o gestor está inserido, ele poderá tomar diferentes tipos de decisão.

Herbert Simon, economista americano e vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1978, teve uma importante contribuição teórica sobre o processo decisório.

Foi ele que criou a Teoria das Decisões.

Na classificação de Simon, as decisões são programadas ou não-programadas.

Decisões programadas

 

As decisões programadas, segundo a perspectiva de Simon, são aquelas que ocorrem de forma rotineira.

Quando o gestor toma uma decisão programada, isso quer dizer que ele já passou pela mesma situação antes e agora sabe como resolvê-la.

Nesse caso, a decisão ocorre rapidamente, pois o indivíduo já sabe como agir.

Não é preciso, portanto, analisar informações e refletir.

O gestor pode, então, colocar em prática um curso de ação pré-estabelecido e que tenha funcionado em situações anteriores. Por isso, essas decisões possuem caráter repetitivo e rotineiro.

Exemplos disso são situações de concessão de crédito a clientes, manutenção periódicas de equipamentos e problemas com um fornecedor que sempre atrasa as entregas.

Ocorrências como essas, por serem frequentes, são mais fáceis de serem resolvidas.

Uma das principais vantagens das decisões programadas é a rapidez com que são feitas, otimizando o tempo do indivíduo.

Decisões não-programadas

Para Simon, as decisões não-programadas são aquelas em que o indivíduo precisa lidar com uma situação nova, que nunca aconteceu antes.

Em uma empresa, com frequência, o gestor deve lidar com problemas que ainda não sabe resolver, porque nunca os vivenciou antes.

Não existe, portanto, uma solução predefinida. É preciso analisar a situação e chegar a uma conclusão.

Quando é necessário tomar uma decisão não-programada, fica a critério do gestor escolher o melhor processo, recorrendo à razão ou à emoção.

Problemas de saúde, atrasos dos fornecedores, pedido de demissão de um funcionário importante.

Várias ocasiões imprevisíveis podem gerar dúvidas a respeito do que fazer.

Por isso, é fundamental analisar as informações que se tem à disposição a fim de chegar a uma decisão mais assertiva.

Decisões semiprogramadas

As decisões semiprogramadas podem ser consideradas uma confluência dos modelos citados acima.

De modo geral, esse tipo de decisão não pode ser inteiramente predefinida.

Isso significa que apenas uma parte do problema apresenta uma resposta objetiva para o indivíduo.

Outros pontos podem ficar obscuros, aumentando os riscos da escolha a ser tomada.

Geralmente, nesse caso, o gestor precisa utilizar sua experiência para tomar decisões.

Conclusão

Agora, você já compreende a influência que a tomada de decisão apresenta na sua vida pessoal ou em seu negócio.

E também entrou em contato com ferramentas, teorias e dicas para embasar ao máximo cada escolha que você faz.

Como vimos, quanto mais autoconhecimento e informações sobre uma situação específica você tiver, menos doloroso será o processo de escolher uma alternativa de ação.

Consequentemente, mais assertivas serão as suas decisões, seja comandando uma empresa, seja fazendo escolhas para sua vida pessoal.

É importante lembrar, entretanto, que nem sempre você terá controle sobre o que acontece à sua volta.

Tomar uma decisão sempre envolve riscos em diferentes escalas.

Por isso, é fundamental compreender que você nunca poderá saber, com certeza, quais serão as consequências de uma decisão.

Mas você pode, apesar disso, controlar as suas reações às oportunidades e problemas que surgem no dia a dia, analisando o cenário que se apresenta e, com base nisso, fazendo a escolha que pareça ideal.

Lembre-se: a decisão revela tanto sobre quem você é quanto sobre quem você quer se tornar.

Quanto mais você pensar a respeito do conteúdo que leu aqui, mais vai se dar conta das vantagens de assumir a responsabilidade de suas escolhas.

Para isso, não há segredo, mas existe um caminho.

Uma bússola para guiá-lo em uma jornada de autodescobrimento, que o levará para mais perto de seus objetivos e sonhos.

E recorrer a um profissional de coaching é uma dessas decisões que poderão nortear sua jornada.

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