
Empreendedorismo
Empreender
Pequenas e Médias Empresas
Tipos de Empreendimentos
Plano de Negócio
Elaboração do Business Plan
Identificando oportunidades
A importância do significado para conceitos de empreendedorismo, e outros que possuem alguma relação com o assunto , como por exemplo Inovação. Empreender não inclui somente a criação de novas empresas, mas também, em desenvolver o espírito engenhoso do ser humano.
O intraempreendedor
A realidade que as empresas enfrentam hoje é um cenário em que o mercado é extremamente concorrido, e as margens de lucro apertadas tanto para e execução de produtos quanto de serviços. A necessidade de promover inovação e diferenciais competitivos somente será possível a partir da cultura do intraempreendedorismo ou empreendedorismo corporativo.
O empreendedor
A definição das principais características do empreendedor, exemplos práticos e os tipos mais comuns como o empreendedor nato, o inesperado e o serial.
Como os países em desenvolvimento apresentam muitas iniciativas de empreendimentos sociais. A necessidade pode motivar um empreendedor tanto quando se tratar de desemprego, ou de dar continuidade aos negócios da família.
Cenário nacional
Com crescimento significativo na última década, o setor de Micros e pequenas empresas influencia de forma direta na geração de recursos e já representa 25% do PIB nacional. Em 2012, foram responsáveis pela geração de 891,7 mil empregos.
Uma em cada duas empresas é do segmento comercial e já participam intensamente como fornecedoras de bens e serviços para setores governamentais.
De 2000 até 2011, o aumento real de salário nas grandes e médias empresas variou 9%, nas micros e pequenas empresas o aumento foi de 18%.
O plano de negócio
Um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.
O plano de negócios está dividido em duas etapas , a primeira denominada elaboração contendo todas as informações do que fazer e como fazer.
Já a segunda etapa se refere à construção do seu plano de negócios que será um mapa do percurso a ser trilhado pelo empreendedor.
Construção de cenários
A importância de simular cenários diversos para a empresa, obtendo resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição despesas).
Estes cenários sinalizar a necessidade de novos rumos, investimentos ou mudanças de segmento.
A matriz FOFA pode ser uma ferramenta apropriada para a realização dessa análise.
Antecedentes
As sociedades até o século XIX eram predominantemente agrícolas.
Somente após a Revolução Industrial, que teve início com a invenção da máquina a vapor, é que ocorreram mudanças significativas, não só nos processos de produção, mas na sociedade como um todo.
As sociedades dos séculos XIX e XX são marcadas pela agricultura e pela industrialização, mas o século XXI se caracteriza pelo avanço da tecnologia, acesso à informação, mudanças nas relações de trabalho e crescimento da economia informal provocando o surgimento da necessidade de empreender e definindo rumos para o empreendedorismo.
Ao final deste curso, esperamos que você tenha subsídios para identificar oportunidades para empreender, vislumbre vantagens associadas ao empreendedorismo e identifique as características necessárias para alcançar o perfil que incorpore os valores e a sua importância para a realização pessoal e profissional, seja como empreendedor e suas diversas áreas de atuação ou mesmo como colaborador por meio de intraempreendedorismo.
Quantas vezes você ouviu a palavra empreendedorismo, mas não sabia muito bem o que significava?
Às vezes pensou até em encontrar uma oportunidade para usá-la em uma conversa com algum amigo ou colega de trabalho, mas ficou em dúvida se seria correto ou não.
Veremos o significado não só para empreendedorismo, mas também de palavras que possuem alguma relação com o assunto.
Empreender está intimamente ligado ao processo de inovação, e para melhor compreender os diversos significados para o termo inovação, apresentaremos sua etimologia ou a origem do termo, que vem do latim innovatio, que significa renovação. O prefixo in tem o sentido de ingresso, movimento de introduzir algo, introduzir novidade, fazer algo novo, fazer algo como não era feito antes.
Segundo o Sebrae, "a palavra empreendedor (entrepreneur) tem origem francesa e quer dizer aquele que assume riscos e começa algo novo". E essa associação do risco à atividade empreendedora vem do século XVII, quando apareceram os primeiros indícios dessa relação. Naquela época, surgiram alguns negócios em que o governo fazia um acordo contratual com alguém para realizar um serviço ou fornecer produtos, prefixando os preços e deixando, com isso, o lucro ou prejuízo nas mãos do empreendedor.
Portanto empreendedorismo é uma forma de ser que busca desenvolver o potencial das pessoas para serem empreendedoras em qualquer área em que estejam atuando, seja como
criadores de empresa,
autônomos,
profissionais liberais,
artistas,
executivos,
funcionários públicos
ou trabalhadores das grandes, médias e pequenas empresas.
Para os economistas o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será, para o século XXI, mais que a Revolução Industrial foi para o século XX, pois processo de empreender não inclui somente a criação de novas empresas, tratando com capitais e empregos, mas consiste, também, em desenvolver o espírito engenhoso do ser humano e o seu empenho em melhorar a humanidade.
O intraempreendedor
As empresas hoje enfrentam uma realidade de mercado extremamente concorrido, com margens de lucro apertadas em todas as suas linhas de produtos e serviços. Essa realidade exige a necessidade constante de inovação e criação de diferenciais competitivos.
Isso somente será desenvolvido por meio de um ambiente corporativo que proporcione condições para estimular um ambiente empreendedor, ou seja, a cultura do intraempreendedorismo ou empreendedorismo corporativo.
O termo intraempreendedor (tradução do inglês intrapreneur) foi cunhado por Gifford Pinchot
em Os 10 mandamentos do intraempreendedor (PINCHOT III, 1989).
Os 10 mandamentos do intraempreendedor
-
É mais fácil pedir desculpas que pedir permissão.
-
Execute qualquer tarefa para desenrolar o projeto.
-
Chegue ao trabalho cada dia sem medo de ser demitido.
-
Recrute uma boa equipe.
-
Peça conselhos antes de pedir recursos.
-
Dê créditos e celebre vitórias.
-
Mantenha em mente os interesses da empresa e dos clientes quando quebrar regras.
-
Reconheça e honre seus patrocinadores.
-
Prometa menos e entregue mais.
-
Seja fiel a suas metas, mas realista com relação à maneira de atingi-las.
Os intraempreendedores são semelhantes aos empreendedores sob o seguinte aspecto: podem definir, estruturar e explorar com sucesso uma área de atividade desestruturada em uma organização,
enquanto os empreendedores fazem o mesmo com seus negócios no ambiente externo. (FILLION, 2004).
O empreendedor
Existe um perfil ideal? Quais seriam as principais características do empreendedor?
De fato não existe uma unanimidade em relação a isso. Não há um consenso entre os autores do assunto, sobre tais características,
mas apontaremos aquelas características que melhor definem o empreendedor.
CORAGEM
Disponibilidade para correr riscos e sair da zona de conforto.
PERSEVERANÇA
Poucas pessoas de sucesso acertaram na primeira tentativa. Muitas tiveram que quebrar muitas empresas ou, no mínimo, adaptar o seu negócio para chegar ao auge.
ESTABILIDADE EMOCIONAL
A vida empreendedora é muito dinâmica e pouco estável, principalmente no início. Portanto, saber lidar com situações adversas, barreiras, dificuldades e com as incertezas se faz mais do que necessário para que o stress não o pegue de surpresa.
AUTOCONFIANÇA
O empreendedor de sucesso acredita em seu potencial mais do que qualquer outra pessoa. Ele sabe que pode chegar aonde quiser, que só depende do seu esforço para vencer em sua trajetória. Lembrando que a humildade se faz necessária da mesma forma.
LIDERANÇA
Saber tratar sua equipe de modo que a motivação esteja sempre em evidência e ao mesmo tempo saber tratar conflitos internos com total imparcialidade e paciência. Dessa forma, terá a equipe ao seu lado e conseguirá fazer com que eles sejam coadjuvantes na construção do sucesso.
VISÃO EMPREENDEDORA
Ver além do que os outros veem. Essa sensibilidade e capacidade em perceber problemas a serem resolvidos e melhorias que podem ser aplicadas terá grande utilidade em sua carreira como empreendedor.
OTIMISMO
O otimismo deve estar em alta a todo o tempo, mesmo em contextos mais complicados. É importante ressaltar que ele não pode ser confundido com irresponsabilidade ou despreparo. Portanto, mantenha a crença nos bons resultados, mas sempre tenha ao lado suas planilhas.
PLANEJAMENTO
São muitas as atividades e funções que o empreendedor costuma abraçar, principalmente na fase estrutural de seu negócio. Portanto, ter isso muito bem organizado e planejado pode fazer a diferença no resultado final. Cronogramas e planilhas devem ser grandes aliados durante todo o processo.

Exemplos
Criar uma empresa, qualquer que seja ela.
Comprar uma empresa e introduzir inovações, assumindo riscos, seja na forma de administrar, vender, fabricar, distribuir ou de fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, agregando novos valores.
Empregado que introduz inovações em uma organização, provocando o surgimento de valores adicionais
Os empreendedores voluntários (que têm motivação para empreender)
ou involuntários (que são forçados a empreender por motivos alheios a sua vontade: desempregados, imigrantes etc.).
Tipos de empreendedores
Empreendedor nato ou mitológico
Geralmente são conhecidos, pois suas histórias são brilhantes e, muitas vezes, começaram do nada criando grandes impérios. Começam a trabalhar muito cedo e adquirem habilidade de negociação e de vendas.
São tidos como visionários e otimistas, muitas vezes considerados à frente de seu tempo e se comprometem integralmente para realizar seus sonhos.
Se você perguntar a um empreendedor nato quem ele admira, será comum lembrar de figura paterna/materna ou algum familiar mais próximo.
O empreendedor que aprende - Inesperado
Pessoa que, inesperadamente, deparou-se com uma oportunidade de negócio e tomou a decisão de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao negócio próprio.
Nunca pensaram em ser empreendedores, consideravam apenas a possibilidade de trabalhar em grandes corporações.
A decisão de troca de carreira é lenta, a não ser que esteja em condição de perder o emprego ou já tenha sido demitido.
Terão que aprender a lidar com as novas situações e se envolver em todas as atividades do negócio próprio. É uma alternativa à aposentadoria.
O empreendedor serial
Apaixonado não apenas pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender.
Dinâmico, prefere os desafios e a adrenalina envolvidos na criação de algo novo a assumir a postura de executivo que lidera grandes equipes.
Possui habilidade de montar e motivar equipes, captar recursos para o início do negócio e colocar a empresa em funcionamento.
Envolve-se em vários negócios ao mesmo tempo e não é incomum possuir muitas histórias de fracasso. Mas estas servem de estímulo para a superação do próximo desafio.
O empreendedor social
A missão deste tipo de empreendedor é tornar o mundo um lugar melhor para as pessoas.
Com comprometimento singular, envolve-se em causas humanitárias e não busca ganhar
ou aumentar seu patrimônio financeiro, ou seja, não tem como um de seus objetivos ganhar dinheiro.
Prefere compartilhar seus recursos e contribuir para o desenvolvimento das pessoas.
Já são considerados um fenômeno mundial em países em desenvolvimento como o Brasil.
O empreendedor por necessidade
Inicia o próprio negócio devido ao desemprego ou por não ter acesso ao mercado de trabalho.
Geralmente está no mercado informal, desenvolvendo atividades mais simples e conseguindo pouco retorno financeiro.
São considerados como "vítimas do sistema capitalista", pois não possuem acesso à educação e recursos para empreenderem de maneira estruturada.
Envolvem-se em atividades empreendedoras simples, pouco inovadoras na economia informal. Geralmente não contribuem com impostos e outras taxas.
O empreendedor herdeiro
Recebe das gerações anteriores a responsabilidade de levar à frente a empresa que herdou de sua família.
Empresas familiares fazem parte da estrutura empresarial de todos os países, e muitos impérios empresariais foram construídos por famílias empreendedoras, que mostraram capacidade de passar o bastão a cada nova geração.
O desafio do empreendedor herdeiro é multiplicar o patrimônio recebido.
Hoje os herdeiros buscam mais apoio externo, por meio de cursos e consultorias especializados.
Micro e pequenas empresas
Cenário nacional
Nos últimos doze anos, as micros e pequenas empresas (MPE), ao lado dos microempreendedores individuais (MEI), representaram importante e indispensável elemento para movimentação da economia brasileira, que deve ao segmento 52% dos empregos formais e 40% da massa salarial. Com crescimento significativo na última década, o setor influencia de forma direta na geração de recursos e já representa 25% do PIB nacional.
Só em 2012, foram 891,7 mil empregos criados.
Acréscimo de 7 milhões de novos empregos formais na área ao longo de 11 anos, que de 8,6 milhões em 2000, atingiu 15,6 milhões de empregados com carteira assinada em 2011. Isso representa 52% da massa salarial de todo o país.

Cenário Nacional
Esse cenário é resultado de políticas sociais de redistribuição de renda e de valorização do salário mínimo, expansão do crédito e incorporação de um grande contingente de população ao mercado de trabalho e de consumo, o que aumenta a taxa de sobrevivência das empresas no mercado.
Segundo o Censo do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, após dois anos de funcionamento,
76% dos micros e pequenos empreendimentos mantêm suas atividades. Isso significa mais garantias quanto à durabilidade e ao retorno do investimento.
Em 2006, 48% do setor existiam por necessidade do proprietário, por falta de outras oportunidades financeiras. Hoje, esse caso conta com uma parcela de apenas 31% das empresas, os 69% restantes optaram livremente pelo pequeno negócio.
Hoje, a cada três pessoas que iniciam um empreendimento, duas o fazem por uma oportunidade de negócios. Isso muda completamente a qualidade do empreendedorismo no país.



Representando 99% do total de empresas brasileiras e com participação de 25% do PIB, o segmento (PME)
garantiu o dobro de variação salarial em relação às grandes e médias empresas.
De 2000 até 2011, o aumento real de salário nas grandes e médias empresas variou 9%, enquanto nas micros e pequenas empresas o aumento foi de 18%.
Isso significa que os salários crescem mais no segmento dos micros e pequenos investimentos, tornando o setor ainda mais atrativo, não só para quem deseja abrir um negócio, mas também para aqueles que buscam uma ocupação dentro dessas empresas.
Tipos de empreendimentos
Unindo pessoas e processos
Como visto anteriormente, o empreendedor é aquele que percebe uma oportunidade e cria meios para persegui-la.
Exemplos: uma nova empresa, área de negócio etc.
Portanto o processo empreendedor envolve todas as funções, ações, e atividades associadas com a percepção de oportunidades e a criação de meios para persegui-las.
Identificar e avaliar a oportunidade
-
Criação e abrangência da oportunidade;
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valores percebidos e reais da oportunidade;
-
riscos e retornos da oportunidade;
-
oportunidade versus habilidades e metas pessoais;
-
situação dos competidores.
Desenvolver o Plano de Negócio
-
1. Sumário Executivo.
-
2. O Conceito do Negócio.
-
3. Equipe de Gestão.
-
4. Mercado e Competidores.
-
5. Marketing e Vendas.
-
6. Estrutura e Operação.
-
7. Análise Estratégica.
-
8. Plano Financeiro Anexos.
Determinar e Captar os recursos necessários
-
Recursos pessoais;
-
recursos de amigos e parentes;
-
angels;
-
capitalistas de risco;
-
bancos;
-
governo;
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incubadoras.
Gerenciar o negócio
-
Estilo de gestão;
-
fatores críticos de sucesso;
-
identificar problemas atuais e potenciais;
-
implementar um sistema de controle;
-
profissionalizar a gestão;
-
entrar em novos mercados
Microempreendedor individual (MEI)
Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.
O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
A Lei Complementar n. 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado.
Vantagens oferecidas:
Registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), facilitando
a abertura de conta bancária,
o pedido de empréstimos e
a emissão de notas fiscais.
Enquadrado no Simples Nacional e isenção dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).
Pagamento de fixo mensal de R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20 (prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio e serviços), destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. Acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.
Empresário individual
O empresário individual (anteriormente chamado de firma individual) é aquele que exerce em nome próprio uma atividade empresarial. É a pessoa física (natural) titular da empresa. O patrimônio da pessoa natural e o do empresário individual são os mesmos, logo o titular responderá de forma ilimitada pelas dívidas.
EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada)
A EIRELI é a empresa constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não poderá ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País. O titular não responderá com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa. A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade. Ao nome empresarial deverá ser incluída a expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.
Sociedade limitada
É aquela que realiza atividade empresarial, formada por dois ou mais sócios que contribuem com moeda ou bens avaliáveis em dinheiro para formação do capital social. A responsabilidade dos sócios é restrita ao valor do capital social, porém tais sócios respondem solidariamente pela integralização da totalidade do capital, ou seja, cada sócio tem obrigação com a sua parte no capital social, no entanto poderá ser chamado a integralizar as quotas dos sócios que deixaram de integralizá-las.
Sociedade limitada
-
Sociedade anônima.
-
Cooperativa.
-
Consórcio.
-
Nacionalização ou abertura de Filial de Sociedade Estrangeira.
-
Grupo de sociedades.
-
Sociedade em nome coletivo.
-
Sociedade em comandita simples.
-
Sociedade em comanditas por ações.
O plano de negócio
Escolha o negócio apropriado ao seu perfil
A seleção de uma oportunidade de negócio é uma etapa muito importante que merece bastante atenção, análise, reflexão e até discussão.
Na hora de tomar a decisão de abrir seu próprio negócio, você deve analisar os seguintes pontos:
-
Afinidade, motivação.
-
Conhecimento, habilidades.
-
Necessidades de mercado.
-
Disponibilidade de recursos.
Afinidades e Motivação
Você já deve ter escutado alguém dizer que as pessoas que trabalham em atividades da qual gostam e sentem prazer naquilo que fazem, têm muito mais chances de ter sucesso que outras que apenas "suportam" seu dia a dia profissional.
Pesquisas garantem que para tais pessoas quase não há separação entre o trabalho e o lazer, elas "nem percebem que estão trabalhando"!
Se você está pensando em escolher uma nova atividade,
por que não levar esse princípio a sério tentando de fato identificar algo que você verdadeiramente goste muito de fazer?
Conhecimento e habilidades
Se você fosse iniciar uma atividade, qual escolheria?
Aquela para a qual você tem uma habilidade acima da média ou outra em que você é apenas regular?
Essa questão diz respeito aos "pontos fortes" de cada um, ou seja, às coisas que você sabe fazer com um desempenho,
e ou de que tem conhecimento, acima da média.
Esse aspecto deve ser a base da escolha, pois pressupõe que você já possui "diferencial competitivo"
que o destaca dos eventuais "concorrentes" que possam existir.
Necessidades de mercado
Além de afinidade e de habilidades, é fundamental descobrir uma atividade ou uma ideia de negócio que seja reconhecida pelo mercado como algo de valor, algo que as pessoas estariam dispostas a pagar para tê-lo. Em geral, as necessidades de mercado surgem pela insatisfação dos clientes, os serviços ou os produtos deficientes, as mudanças de comportamento ou as mudanças tecnológicas. Esses aspectos são a "fonte de inspiração" para o empreendedor.
Disponibilidade de recursos
A disponibilidade de recursos também "seleciona" alternativa de negócios. Você pode ter afinidade para lidar com pessoas,
ter conhecimento de hotelaria e detectar a necessidade de um hotel na cidade em que você mora.
Porém, talvez um hotel seja um passo um pouco grande.
Que tal começar com uma pousada?
O que é e para que serve
Um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas.
Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.
Hoje é comum encontrarmos softwares ou aplicativos que são utilizados para a elaboração e execução do plano de negócios.
O Sebrae apresenta, em seu guia para elaboração de um plano de negócios, sugestões para a Elaboração e a Construção de um plano de negócios.
O que diferencia um do outro? É mesmo necessário fazer os dois?
A etapa de elaboração irá auxiliá-lo a construir passo a passo o plano de negócio do seu empreendimento.
Ao terminar sua elaboração, analise e reflita sobre as estratégias que está adotando e, se necessário, defina quais correções deverão ser feitas. A construção do plano nada mais é do que um formulário modelo a ser preenchido com as informações pesquisadas.
BUSINESS PLAN, O plano de negócio
Elaboração do plano de negócio
1 - Sumário Executivo
É um resumo dos pontos principais do plano de negócios, tais como:
-
informações dos empreendedores,
-
do empreendimento,
-
missão da empresa,
-
setores de atividades,
-
forma jurídica ideal,
-
enquadramento tributário,
-
fontes de recursos
-
etc.
2- Análise de mercado
2.1- Estudo dos clientes
Identifique seus clientes de forma criteriosa, pois sem clientes não há negócios.
Procure identificar se enquadram em pessoa física ou jurídica, qual o interesse deles em seu produto ou serviço, se compram e com que frequência compram, se valorizam prazos de entrega ou quais são os requisitos de qualidade que valorizam.
2.2- Estudo dos concorrentes
Identifique seus principais concorrentes. Lembre-se de que concorrentes são aquelas empresas que atuam no mesmo ramo de atividade que você e que buscam satisfazer as necessidades dos seus clientes. Simule comparações entre o que você vai oferecer e o que o concorrente oferece.
2.3- Estudo dos fornecedores
Fornecedores são todas as pessoas e empresas que irão fornecer as matérias-primas e os equipamentos utilizados para a fabricação ou venda de bens e serviços.
Inicie o estudo dos fornecedores identificando quem serão seus fornecedores de equipamentos, ferramentas, móveis, utensílios, matérias-primas, embalagens, mercadorias e serviços.
3- Plano de Marketing
3.1- Descrição dos principais produtos e serviços
Descreva os itens que serão fabricados, vendidos ou os serviços que serão prestados. Informe quais as linhas de produtos, especificando detalhes como tamanho, modelo, cor, sabores, embalagem, apresentação, rótulo, marca, etc. Se for preciso, fotografe os produtos e use as fotos como documentação de apoio ao final do seu plano de negócio.
Para empresas de serviço, informe quais serviços serão prestados, suas características e as garantias oferecidas.
3.2- Preço
A formação do preço deve incluir os custos do produto ou serviço e ainda proporcionar o retorno desejado.
Ao avaliar o quanto o cliente está disposto a pagar, você pode verificar se seu preço será compatível com aquele praticado no mercado pelos concorrentes diretos.
3.3- Estratégias promocionais
Promoção são ações que você irá tomar para lembrar ao cliente que ele deve comprar o seu produto ou serviço e não o do concorrente.
Exemplos: propaganda, amostra grátis, carros de som, faixas, internet, cupons de descontos, brindes, descontos por comprar em maior quantidade, fidelização do cliente.
3.4- Estrutura de comercialização
A estrutura de comercialização diz respeito aos canais de distribuição, isto é, como seus produtos e/ou serviços chegarão até os seus clientes.
A empresa pode adotar uma série de canais para isso, como: vendedores internos e externos, representantes etc.
3.5- Localização do negócio
Procure identificar a melhor localização para a instalação de seu negócio e justifique a escolha desse local.
A definição do ponto está diretamente relacionada com o ramo de atividades. Um bom ponto comercial é aquele que gera um volume razoável de vendas.
4- Operacional
4.1- Layout ou arranjo físico
É através do layout ou arranjo físico que serão definidos os setores da empresa e de alguns recursos como mercadorias, estantes, vitrines, estoques e pessoas.
Um bom arranjo físico aumenta a produtividade, permite ao cliente melhor acesso ao produto e facilita a comunicação entre as pessoas da equipe.
4.2-Capacidade produtiva/comercial/serviços
É importante estimar a capacidade instalada da empresa, isto é, o quanto pode ser produzido ou quantos clientes podem ser atendidos com a estrutura existente.
Com isso, é possível diminuir a ociosidade e o desperdício.
4.3- Processos operacionais
É o momento de pensar como serão feitas as várias atividades, descrevendo, etapa por etapa, como será a fabricação dos produtos, a venda de mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas.
Identifique que trabalhos serão realizados, quem serão os responsáveis, assim como todos os recursos necessários.
5- Plano financeiro definindo os investimentos totais referentes a :
5.1- Investimentos fixos
São todos os bens que você deve comprar para que seu negócio possa funcionar bem.
5.2- Capital de giro
Capital de giro Todos os recursos necessários para o funcionamento normal da empresa, considerando compra de matérias-primas ou mercadorias, financiamento das vendas e o pagamento das despesas.
5.3- Investimentos pré operacionais
São os gastos realizados antes do início das atividades da empresa, isto é, antes que ela abra as portas e comece a vender.
Por exemplo: despesas com reforma (pintura, instalação elétrica, troca de piso etc.) ou mesmo as taxas de registro da empresa.
5.4- Estimativa do faturamento mensal
Esta pode ser uma tarefa bem difícil, considerando que a empresa ou o negócio ainda não começou a funcionar.
Mas você vai estimar o quanto a empresa poderá faturar mensalmente considerando o preço praticado pelos concorrentes diretos e quanto seus clientes potenciais estariam dispostos a pagar.
5.5- Estimativa do custo unitário de matéria-prima, materiais diretos e terceirizações
O custo com materiais (matéria-prima + embalagem) para cada unidade fabricada, no caso de indústria.
Os gastos com matéria-prima e embalagem são classificados como custos variáveis numa indústria , assim como as mercadorias em um comércio, pois aumentam ou diminuem de acordo com o volume produzido ou vendido.
5.6- Estimativa dos custos de comercialização
Estes são os gastos com impostos e comissões de vendedores ou representantes. Esse tipo de despesa reflete diretamente sobre as vendas e, assim como o custo com materiais diretos ou mercadorias vendidas, é classificado como um custo variável.
O cálculo é feito aplicando sobre o total das vendas previstas o percentual dos impostos e de comissões.
5- Plano financeiro
5.7- Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas.
O custo dos materiais diretos (CMD) ou das mercadorias vendidas (CMV) representa o valor que deverá ser baixado dos estoques pela sua venda efetiva.
Calcule multiplicando a quantidade estimada de vendas pelo seu custo de fabricação ou aquisição.
Esse custo é classificado como um custo variável, aumentando ou diminuindo em função do volume de produção ou de vendas.
5.8- Estimativa dos custos de depreciação
Máquinas, equipamentos e ferramentas vão se desgastar ou tornam-se ultrapassados com o passar dos anos, sendo necessária sua reposição.
A perda do valor dos bens pelo uso é denominada de depreciação.
O exemplo a seguir demonstra como calcular a depreciação de um equipamento.

Elaboração do plano de negócio
Exemplo
Isso quer dizer que, a cada mês, a máquina de costura vale R$83,33 menos, ou seja, possivelmente, ao final de cinco anos, será preciso adquirir um nova máquina de costura, mais moderna e eficiente.
5.10- Estimativa dos custos fixos operacionais mensais
Os custos fixos são todos os gastos que não mudam em função do volume de produção ou da quantidade vendida em um determinado período. Por exemplo: aluguel, energia, salários. Por isso são chamados de custos fixos.
5.11 - Demonstrativo de resultados
Após reunir as informações sobre as estimativas de faturamento e os custos totais, aqueles que são fixos e os variáveis,
é possível prever o resultado da empresa, verificando se ela é viável e se possivelmente irá operar com lucro ou prejuízo.
Mas a medida da viabilidade é feita através dos indicadores, e é o que veremos a seguir.
5.12- Indicadores de viabilidade.
5.12.1- Ponto de equilíbrio
Mas como saber qual é o Índice da Margem de Contribuição?
Utilizando a seguinte fórmula:
Índice da Margem de Contribuição = (Receita Total - Custo Variável Total) / Receita Total
5.12.2- Lucratividade
É calculada utilizando os seguintes dados:
Lucratividade = (Lucro Líquido x 100) / Receita Total
Esse indicador mede o lucro líquido em relação às vendas. É importante, pois está relacionado a sua competitividade.
5.12.1- Ponto de equilíbrio
No Demonstrativo de Resultado são encontrados os valores
da Margem de Contribuição,
dos custos fixos e
da receita total.
Exemplo:
Demonstrativo de Resultado
Receita Total: R$ 100.000,00
Custo Variável Total: R$ 70.000,00
Custo Fixo Total: R$ 19.500,00
E agora poderemos realizar os cálculos.
Índice da Margem de Contribuição
(R$ 100.000,00 - R$ 70.000,00) / R$ 100.000,00 = 0,30
PE ( Ponto de Equilíbrio)
R$ 19.500,00 / 0,30 = R$ 65.000,00
5.12.2- Lucratividade
Exemplo:
Receita Total: R$ 100.000,00/ano
Lucro Líquido: R$ 8.000,00/ano
Lucratividade = (R$ 8.000,00 / R$ 100.000,00) x 100 = 8%
Isso quer dizer que sob os R$ 100.000,00 de receita total "sobram" R$ 8.000,00 na forma de lucro, depois de pagas todas as despesas e os impostos, o que indica uma lucratividade de 8% ao ano.
5.12.3- Rentabilidade
É calculada pela relação entre o lucro líquido e o investimento total , em percentuais, e indica a atratividade dos negócios.
Rentabilidade = Lucro Líquido / Investimento total X 100.
Exemplo :
Lucro líquido = R$ 8.000,00
Investimento total = R$ 32.000,00
Rentabilidade = 25%
Isso significa que, a cada ano, o empresário recupera 25% do valor investido através dos lucros obtidos no negócio.
5.12.4- Prazo de Retorno do Investimento (ROI, return of investiment)
Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu em seu negócio. Pode ser calculado da seguinte forma:
Se o lucro líquido foi de R$ 8.000,00/ano, e o investimento total de R$ 32.000,00, basta dividir R$ 32.000,00 por R$ 8.000,00, encontrando o resultado que quatro anos após o início das atividades da empresa, o empreendedor terá recuperado, sob a forma de lucro, tudo o que gastou com a montagem do negócio.
Construção de cenários - A matriz F.O.F.A
Ao finalizar o seu plano de negócio, simule valores e situações diversas para a empresa. Prepare cenários em que o negócio obtenha resultados pessimistas (queda nas vendas e/ou aumento dos custos) ou otimistas (crescimento do faturamento e diminuição de despesas).
A partir daí, pense em ações para evitar e prevenir-se frente às adversidades ou então para potencializar situações favoráveis. Faça quantas simulações julgar necessário e tenha sempre alternativas de ações (plano B).
A Matriz F.O.F.A. é um instrumento de análise simples e valioso.
Seu objetivo é detectar pontos fortes e fracos, com a finalidade de tornar a empresa mais eficiente e competitiva, corrigindo assim suas deficiências. F.O.F.A. é um acróstico para: Força x Oportunidade x Fraqueza x Ameaça
A análise F.O.F.A. levará você a pensar nos aspectos favoráveis e desfavoráveis do negócio, dos seus proprietários e do mercado.
Avaliação do plano de negócios
Empreender é sempre um risco, mas é um risco que pode ser evitado, com o planejamento proposto no Plano de Negócios e apesar de não ser a garantia de sucesso, irá auxiliá-lo a tomar decisões mais acertadas, assim como a não se desviar de seus objetivos.
O mundo dos negócios está sujeito a mudanças, a cada dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim sendo, procure adaptar seu planejamento às novas realidades.
Identificando oportunidades
O empreendedor deve ficar atento às oportunidades de negócios, para isso ele pode seguir algumas dicas.
a) Observação da realidade: é um conjunto de ações que tem como objetivo a identificação de oportunidades.
Essas ações podem se dividir em procurar e identificar insatisfações - Quais os fatores que levariam as pessoas a terem insatisfações com um determinado negócio? Por exemplo:
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problemas de funcionamento,
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complexidade de operação,
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dificuldade de manutenção,
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tempo de resposta maior que o aceitável,
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velocidade baixa,
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custo elevado.
b) Identificar as inadequações: elas são causadas pela desconformidade de uma parte em relação ao todo, como:
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operação: maior complexidade que as outras partes.
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Custo: proporcionalmente maior que as outras partes.
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prazo de execução: desproporcional aos demais.
Entendendo ambientes e captando oportunidades
Compreender um ambiente é, antes de tudo, transformar a atitude distraída em curiosa e atenta, que se ocupa em ver e compreender como funciona cada sistema que está no ambiente, quais os seus pontos essenciais, quais os elementos que compõem o ambiente e como funcionam.
Captar oportunidades não é levar vantagem, mas entender melhor os desafios e ter mais informações para decidir.
É compreender o que pode ser melhorado e o que pode ser substituído, caminhando para a inovação.
Viabilizando um empreendimento
Primeiramente é importante transformar uma ideia em plano que viabilize o empreendimento.
Lembre-se então de construir o Plano de Negócios, contemplando todas as etapas estabelecidas no documento de referência.
Estabeleça os recursos disponíveis, mesmo que se refiram a bens familiares que foram colocados à disposição do novo negócio. Busque recursos em fontes de financiamentos como:
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Finep, Financiadora de Estudos e Projetos, do governo federal;
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FAPS, fundações de Amparo à Pesquisa;
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bancos de investimentos governamentais, e outros.
Empreendimentos segundo idade e estágio de desenvolvimento
Empreendimento nascente (Start Up)
É o período em que é considerada uma empresa nascente que vai da data de sua fundação até quando consegue ter produtos e serviços, clientes, equipe de empregados, e um faturamento anual que pode chegar a 1 milhão, no caso de empresas de alta tecnologia.
Em outros segmentos, o faturamento anual pode cair a menos da metade desse valor.
Exige pouco capital para iniciar sua operação, mas muito trabalho dos empreendedores.
Empreendimento emergente ou empreendimento novo (seed)
É a situação de uma empresa que já fatura mais de R$ 1 milhão (se for da área tecnológica) por ano e tem produtos e serviços com aceitação de um grupo ainda pequeno de clientes.
É chamada de seed, pois precisa de capital como uma semente para o seu desenvolvimento.
Empreendimento consolidado ou estabelecido
É aquele que já possui um histórico de vários anos, produzindo e prestando seus serviços para um portfólio de clientes bem variado, tendo um faturamento expressivo, preferencialmente uma sociedade anônima, eventualmente com ações negociadas em bolsa de valores, o que significa que o público em geral pode ter acesso a elas.
Também são denominadas assim empresas que já atingiram o ponto de perpetuidade,
quando sua receita é previsível, assim como seus clientes, produtos e serviços.
Situação Problema
Você é o proprietário de uma panificadora localizada em um bairro residencial, por onde circula uma grande quantidade de pessoas. Na panificadora são comercializados diversos tipos de pães, bolos e alguns produtos industrializados, como: leite, margarina, frios, refrigerantes etc.
Já há algum tempo, as casas antigas têm dado lugar a prédios residenciais que têm aumentado significativamente a população do bairro, porém, o faturamento da panificadora não tem acompanhado esse crescimento.
Sua missão como empreendedor(a) será a de buscar uma melhor lucratividade e, para isso, você deverá elaborar um plano de negócios. Para verificar se você compreendeu como elaborar um plano de negócios, você deverá ordenar as etapas que se encontram de forma desordenada.