top of page
tomorrow.jpg
varkey.jpg
topEducationDegrees.jpg
  • Qual metodologia de ensino você acha que seu professor favorito utiliza?

  • Qual filosofia de ensino você acredita que usa o seu professor mais eficiente?

Principais Teorias Pedagógicas de Aprendizagem

 

O conhecimento das principais teorias de aprendizagem permite embasar e traçar estratégias que atenda aos objetivos de aprendizagem (PINHEIRO, 2002). Não existe uma teoria específica para todos os objetivos, mas sim, uma teoria adequada a cada tipo de objetivo. Nesse sentido, deve-se utilizar uma combinação dessas teorias visando atender a diversidade de alunos e recursos (BITTENCOURT, 1999).

As teorias pedagógicas de aprendizagem amparam a justificativa das estratégias adotadas no desenvolvimento de um projeto de Design Instrucional. São baseadas nas teorias que todos os processos de aprendizagem e todas as decisões relacionadas ao ensino-aprendizado são tomadas e justificadas. No entanto, não existe uma teoria universal que possa ser utilizada em todas as decisões, é necessário integrar, mesclar ou utilizar apenas uma dependendo dos resultados almejados. Os objetivos e o contexto identificado na fase de análise do modelo de desenvolvimento de Design Instrucional é que permitem saber quando e qual teoria usar.

Filatro (2007) demonstra a importância das teorias pedagógicas afirmando que o Design Instrucional avança de acordo com o desenvolvimento das teorias de aprendizagem. Dessa forma, a seguir, será apresentada uma síntese das principais vertentes teorias de aprendizagem.

As teorias pedagógicas de aprendizagem além de amparar o processo de desenvolvimento permitem criar situações e atividades que foquem a aprendizagem e, principalmente, lidar com problemas de evasão de alunos por desmotivação e sentimento de solidão, desvantagens da educação a distância via web. Esses problemas são amenizados, também, por interações, diálogos e vínculos afetivos

Continue a leitura com o texto "Diálogo, vínculos afetivos e a construção do conhecimento"

Referências:

http://www.marceloramos.com.br/publicacao/23/principais-teorias-pedagogicas-de-aprendizagem

Skinner

Teoria behaviorista de Skinner

Para Moreira (2009), na teoria comportamentalista criada pelo pesquisador Skinner, o ensino é obtido quando o que precisa ser ensinado pode ser colocado sob condições de controle e sob comportamentos observáveis, desse modo, os comportamentos são obtidos quando punido o comportamento não desejado e reforçado ou incentivado o comportamento desejado com um estímulo, repetido até que ele se torne automático.

Na visão de Skinner, a aprendizagem é aquisição de novos comportamentos (MOREIRA, 2009). Assim, a aprendizagem ocorre através de estímulos e reforços a fim de obter os comportamentos desejados, oferecendo estímulos reforçadores sobre os alunos que recebem passivamente o conhecimento do professor (ARAÚJO, 2009).

No behaviorismo, os comportamentos são obtidos pelo reforço-estimulo do comportamento desejado. Nesse caso, o papel do professor é criar ou modificar comportamentos para que o aluno faça o desejado.

 

A teoria de Skinner pode ser útil para atividades repetitivas e que exigem memorização de conteúdo, mostrando-se adequada para cursos técnicos, especialistas e treinamentos ou em atividade que visam ensinar conteúdo e tarefas que se apoiam na memorização e fixação dos conhecimentos. Por exemplo, o ensino de operação de uma máquina.

edu.skinner.jpg
Ausubel

Teoria de aprendizagem significativa de Ausubel

Segundo Moreira (2009), na teoria do pesquisador Ausubel, aprendizagem é um processo que envolve a interação da nova informação com a estrutura cognitiva do aluno - conhecimento que o indivíduo possui.

A aprendizagem ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos ou preposições relevantes, preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz. Assim, para o aluno aprender é necessário encontrar sentido no que está aprendendo, para isso é necessário: partir dos conceitos que o aluno possui; das experiências que ele tem e relacionar entre si os conceitos aprendidos (MOREIRA, 2009).

Assim, a definição de conteúdo deve ser feita por meio de uma série hierárquica (em ordem crescente de inclusão). Ausubel recomenda, como estratégia para manipular a estrutura cognitiva, o uso de organizadores prévios que sirvam de âncora para a nova aprendizagem. Tais organizadores prévios seriam materiais introdutórios apresentados antes do próprio material a ser aprendido e teriam a função de servir de “pontes cognitivas” entre o que o aprendiz já sabe e o que ele deve saber (MOREIRA, 2009).

Diante do exposto, pode-se aferir que nessa teoria a aprendizagem ocorre quando a nova informação apoia-se em conceitos ou preposições relevantes para o aprendiz. Nesse contexto, a hierarquização dos conceitos e a utilização de materiais introdutórios, antes do material principal a ser aprendido, resultam em um ensino mais eficiente. Ela mostra-se adequada para recuperar ou estabelecer significado comum entre itens a ser aprendido e itens conhecido pelo aluno, como ensino de outras línguas, aprendizagem de conceitos e cursos preparatórios para exames.

edu.Ausubel.jpg
Vygotsky

Teoria Sócio-interacionista de Vygotsky

Para Moreira (2009), a teoria do pesquisador Vygotsky, propõe que o desenvolvimento cognitivo se da por meio da interação social, em que, no mínimo, duas pessoas estão envolvidas ativamente trocando experiência e ideias, gerando novas experiências e conhecimento.

Sob essa visão, a aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumento e signos. Um signo, de acordo com a teoria de Vygotsky, é algo que significa alguma coisa, como a linguagem falada e a escrita. Nesse sentido, a aprendizagem é uma experiência social de interação pela linguagem e pela ação. Sendo a interação social a origem e motor da aprendizagem e do desenvolvimento intelectual. Por exemplo, o ato de indicar um objeto, para uma criança pode não ter nenhum significado, mas quando a criança aponta para um objeto no intuito de alcançá-lo, e alguém pega para dar à criança (interação), o ato de apontar começa a ter significado. Ela começar a pegar o significado socialmente compartilhado de apontar para um objeto.

Para ocorrer à aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal. Essa zona é o nível que começa com o real estágio de desenvolvimento da criança até o seu grau potencial de desenvolvimento (MOREIRA, 2009). Filatro (2007) avaliando a teoria de Vygotsky e a obra de outros autores define a zona de desenvolvimento próxima como

“distância entre o nível de desenvolvimento atual, determinado pela solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela solução de problemas sob orientação de adultos ou em colaboração com pares mais capazes (FILATRO, 2007, p.85)”

Araújo (2009), analisando a teoria criada pelo autor Vygotsky, diz que a aprendizagem na sala de aula é resultado de atividades que proporcionam interação, cooperação social, atividades instrumentais e práticas. Filatro (2008) enfoca que as atividades em sala de aula devam ser colaborativas, possibilitando que o aluno vá além do que seria capaz sozinho.

Nesse sentido, o professor deve mediar à aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente, preparando-os para um espaço de dialogo e interação. Essa teoria permite trabalhar com grupos e técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno. Além de permitir que ele construa seu conhecimento em grupo com participação ativa e a cooperação de todos os envolvidos, oferece oportunidades para discussão, reflexão e o encorajamento para arriscar e descobrir em grupo. Possibilita criar ambientes de participação, colaboração e desafiador. Considera o aluno inserido em uma sociedade e facilita a interação dos indivíduos. Essa teoria mostra-se adequada para atividades colaborativas e troca de ideias, como fóruns e chats.

edu.Vygotsky.jpg
Piaget

Construtivismo de Jean Piaget e Emilia Ferreiro

Segundo Ferrari (2008), as descobertas de Piaget sobre os processos de aquisição de conhecimento e sobre os mecanismos de aprendizagem da criança, aliada aos estudos e pesquisas de Emilia Ferreiro, que estudou e trabalhou com Jean Piaget, possibilitaram a descoberta de que as crianças possuem um papel ativo na construção de seu conhecimento, surgindo assim a palavra construtivismo.

Para Moreira (2009), na teoria do pesquisador Piaget, o desenvolvimento cognitivo se da por assimilação e acomodação. Quando o organismo assimila, ele incorpora a realidade a seus esquemas de ação, impondo-se ao meio, e no processo de assimilação o organismo (a mente) não se modifica. Por exemplo, quando se mede uma distância, usa-se o esquema – conhecimento - “medir” para assimilar, ou compreender, uma situação. Porém, o conhecimento que se tem da realidade, o esquema “medir”, não é modificado, a pessoa continua com a mesma visão do esquema “medir”. Quando a pessoa não consegue assimilar determinada situação, o organismo (a mente) desiste ou se modifica. Se modificar, ocorre a acomodação, levando a construção de novos esquemas de assimilação e resultando no desenvolvimento cognitivo.

Conforme Moreira (2009), na teoria de Piaget, só há aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação. Portanto, para modificar os esquemas de assimilação é necessário propor atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.

Para Ferrari (2008), a pesquisadora Emilia Ferreiro, apoiada nos pressupostos das descobertas de Piaget, enfoca que apenas a capacidade de diferenciar ou reconhecer sons e sinais ou a leitura de palavras simples não é capaz modificar o esquema de assimilação das crianças e assim, ocorrer a aprendizagem, é necessário que a criança compreenda o sentido do que é feito, que ela experimente e construa seu conhecimento.

Pinheiro (2002, p. 40) destaca três características importantes do construtivismo:

  • O conhecimento é construído através de experiências

  • Aprender é uma interpretação pessoal do mundo

  • Aprender é um processo ativo no qual o significado é desenvolvido com base em experiências

Nesse sentido, o papel do professor é criar situações compatíveis com o nível de desenvolvimento da pessoa, provocar o desequilíbrio no organismo (mente) para que o indivíduo, buscando o reequilíbrio e tendo a oportunidade de agir e interagir (trabalho práticos), se reestruture e aprenda. Estando atento que, para um ensino eficiente, a argumentação do professor deve se relacionar com os esquemas de assimilação do aluno. O professor não pode ignorar os esquemas do aluno e simplesmente adotar os seus os esquemas de assimilação, e quando houver situações que gere grande desequilíbrio, o professor dever adotar passos intermediários para adequá-la as estruturas do aluno (MOREIRA, 2009).

Para Piaget, a pessoa, a todo o momento interage com a realidade, operando ativamente objetos e pessoas. O conhecimento é construído por informações advindas da interação com o ambiente, na medida em que o conhecimento não é concebido apenas como sendo descoberto espontaneamente, nem transmitido de forma mecânica pelo meio exterior, mas como resultado de uma interação na qual o sujeito é sempre um elemento ativo na busca ativa de compreender o mundo que o cerca (MOREIRA, 2009).

Entende-se, então, de acordo com essa teoria, que o desenvolvimento cognitivo é resultado de situações e experiências desconhecidas advinda da interação com o meio, onde o sujeito procura compreender e resolver as interrogações. Com isso, o aluno exerce um papel ativo e constrói seu conhecimento, sob orientação do professor, buscando informações, propondo soluções, confrontando-as com as de seus colegas, defendendo-as e discutindo. Essa teoria permite utilizar todo o potencial de interação da internet para criar um ambiente que gere conhecimento teórico e prático através da construção gradual do conhecimento por meio de participação ativa. Oferece oportunidade para reflexão. A construção do conhecimento pelos alunos é fruto de sua ação, o que faz com que eles se tornem cada vez mais autônomos intelectualmente.

edu.piaget.jpg

© 2019 - 2024 by fmk. Updated Oct 2024.  Proudly created with Wix.com

bottom of page