top of page
Eng.Elétrica
Engenharia elétrica

Engenharia elétrica é o ramo da engenharia que trabalha com os estudos e aplicações da eletricidadeeletromagnetismo e eletrônica. Este setor surgiu em meados do século XIX quando da comercialização, da distribuição e utilização da energia elétrica.

Nos Estados Unidos, a engenharia elétrica é considerada para lidar com os problemas associados com sistemas de energia elétrica e sistemas eletrônicos, sendo que as principais instituições, como o Instituto de Tecnologia de MassachusettsInstituto de Tecnologia da CalifórniaUniversidade Stanford e Universidade de Michigan, abordam sistemas elétricos, eletrônica, microeletrônica ou de comunicações de forma integrada à engenharia elétrica. Nos restantes países da América não é diferente. No Brasil, por exemplo, à eletrônica em alguns cursos corresponde a maior parte dos conteúdos abordados durante a graduação em engenharia elétrica. Sendo assim, a distinção entre engenharia elétrica e engenharia eletrônica não ocorre, são considerados um curso comum.

Na Europa, geralmente são ofertados cursos de engenharia eletrotécnica e eletrônica separadamente, onde o primeiro é voltado à sistemas de energia elétrica, e o segundo apresenta maior ênfase nos sistemas eletrônicos[1]. Entretanto, entre as melhores universidades [2], como a Oxford na inglaterra[3], em alguns casos é mantido o título de engenheiro eletricista abrangendo ambos os conteúdos. Outros cursos superiores relacionados com eletrônica são: Engenharia Eletrônica e de Telecomunicações, Engenharia de Sistemas e Comunicações, Engenharia Informática, Engenharia Informática e de Computadores, entre outras.

No Brasil, a engenharia elétrica é geralmente cursada em cinco anos, e assim como nos EUA, incorpora a engenharia eletrônica e telecomunicações, tal como é reconhecido pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.[4]Frequentemente estão presentes disciplinas que podem sobrepor o processamento de energia e o processamento de informações, como por exemplo, eletrônica industrial.

História

 

As descobertas de Michael Faraday iniciando o desenvolvimento do motor elétrico.

eletricidade ficou sujeita ao interesse científico desde o final do século XVII. O primeiro engenheiro eletricista foi provavelmente William Gilbert, inventor do Versório: uma máquina que detectava a presença de objetos com cargas estáticas. Ele também foi o primeiro a desenhar uma explícita distinção entre o magnetismo e a eletricidade estática e é de seu mérito a estabilização do termo eletricidade.[5] Em 1775, Alessandro Voltaconcebeu em experiências científicas o eletróforo, uma máquina que produz uma carga elétrica estática, e em 1800, Volta desenvolveu a pilha voltaica, um precursor da bateria elétrica.[6]

Século XIX

A partir do início do século XIX as pesquisas sobre eletricidade intensificaram-se. O desenvolvimento notável desse século pode ser ilustrado pelos trabalhos de Georg Ohm, que em 1827 quantificou a relação entre a corrente elétrica e a diferença de potencial em um condutor elétrico; por Michael Faraday, que em 1831 descobriu a indução eletromagnética; e James Clerk Maxwell, que em 1873 publicou a unificação das equações de Maxwell sobre eletricidade e magnetismo em sua tese Eletricidade e Magnetismo.[7]

Começando em 1830, o esforço foi aplicar a eletricidade em utilizações práticas, como o telégrafo. Pelo final do século XIX o mundo tinha sido alterado eternamente pela possibilidade da ágil comunicação com o desenvolvimento da engenharia de linhas térreas, com os cabos submarinos e com o telégrafo sem fio (1890).

As aplicações e os avanços em várias áreas criou a necessidade de melhorar os padrões de medida. Isto conduziu à padronização de unidades como o voltamperecoulombohmfarad e henry. Isso foi obtido pela conferência internacional de Chicago em 1893.[8] A publicação destes padrões formavam a base dos futuros avanços na padronização de diversas indústrias e em muitos países imediatamente reconhecidos em normas nas legislações pertinentes.[9]

 

Thomas Edison construiu a primeira linha do mundo de suprimento de energia elétrica em larga escala.

Durante estes anos, o estudo da eletricidade foi pela maioria considerada como um sub-campo da física até que em 1885 as universidades e os instituitos tecnológicos como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Cornell iniciou a oferta de cursos de graduação em engenharia elétrica. A Universidade Técnica de Darmstadt fundou o primeiro departamento de engenharia elétrica do mundo em 1882. Neste mesmo ano, subordinado pelo professor Charles Cross do MIT começou a oferecer a primeira opção de curso em engenharia elétrica dentro do departamento de física. [10] Em 1883, a Universidade Técnica de Darmstadt e a Universidade Cornell introduziu mundialmente os primeiros cursos de bacharelado em engenharia elétrica e em 1885 a University College London fundou o primeiro magistério de engenharia elétrica na Grã-Bretanha.[11] A Universidade de Missouri estabeleceu o primeiro departamento de engenharia elétrica nos Estados Unidos da América em 1886.[12]Depois outras instituições implementaram o curso de engenharia, como a Cornell e o Instituto de Tecnologia da Geórgia em Atlanta, na Geórgia.

Durante estas décadas a aplicação da engenharia elétrica melhorou significativamente. Em 1882, Thomas Edison apresentou o primeiro sistema de transmissão de energia elétrica do mundo que provia 110 volts de corrente contínua a 59 moradores na Ilha de Manhattan em Nova Iorque. Em 1884, Charles Algernon Parsons inventou a turbina a vapor. As turbinas hoje fornecem cerca de 80% da energia elétrica do mundo, de diversas fontes caloríficas. O sistema de energia por corrente alternada desenvolveu rapidamente depois de 1886 com a projeção do transformador (pela possibilidade de aumentar e diminuir a diferença de potencial em longas distâncias) e dos motores a corrente alternada, abrangendo independentemente os motores de indução por Galileo Ferraris e Nikola Tesla, além do sistema trifásico inventado por Mikhail Dolivo-Dobrovolsky e Charles Eugene Lancelot Brown, sendo mais prático e eficiente. A difusão da corrente alternada ocasionou o que foi denominado Guerra das Correntes entre os sistemas de transmissão C.A. e C.C., sendo a C.A. adotado como padrão internacional.[13]

Desenvolvimento dos componentes eletrônicos e da eletrotécnica[editar | editar código-fonte]

Durante a invenção da rádio, muitos cientistas e inventores contribuíram para a comunicação via rádio na eletrônica. Numa experiência clássica de física em 1888, Heinrich Hertztransmitiu ondas de rádio com um transmissor por arco elétrico usando simples dispositivos elétricos. O trabalho matemático de James Clerk Maxwell durante a década de 1850 tinha apresentado a possibilidade de existirem ondas de rádio, porém, Heinrich Hertz foi o primeiro a demonstrar a sua existência em 1888.

 

Em 1897, Karl Ferdinand Braun introduziu os tubos de raios catódicos como parte de um osciloscópio, uma tecnologia crucial para o desenvolvimento da televisão.[14] John Fleming inventou o primeiro tubo de rádio, o diodo, em 1904. Dois anos depois Robert von Lieben e Lee De Forest desenvolveu de forma independente o tubo amplificador, chamado de triodo.[15] Em 1895, Guglielmo Marconi aplicou os métodos de Hertz em sistemas sem fios. Logo, enviou estas ondas a uma distância de milha e meia. Em dezembro de 1901 descobriu que as ondas enviadas não eram afetadas pela curvatura da Terra. Depois, Marconi transmitiu ondas sobre o Atlântico entre a cidade de Poldhu, em Cornwall e St. John's, em Newfoundland à distância de 2 100 milhas (3 400 km).[16] Em 1920, Albert Hull desenvolveu o magnetron que conduziu finalmente ao desenvolvimento do forno micro-ondas em 1946 por Percy Spencer.[17][18] Em 1934, o exército britânico desenvolveu em pouco tempo a tecnologia para o radar (também usado no magnetron) sob a coordenação do Dr.Wimperis, culminando em agosto de 1936 na primeira operação na estação de radar em Bawdsey.[19]

Em 1941, Konrad Zuse apresentou o Z3, o primeiro computador integralmente automático e programável utilizando componentes eletromecânicos. Em 1943, Tommy Flowers projetou e construiu o Colossus (computador), o primeiro computador completamente eletrônico, digital e programável.[20]Em 1946, com o ENIAC (Electronic Numerical Integrator and Computer) de John Presper Eckert e John Mauchly resulta o começo da era da computação. A performance aritmética destas máquinas possibilitou aos engenheiros desenvolverem integralmente novas tecnologias, incluindo o programa Apollo que culminou na alunissagem.[21]

Especializações

A Engenharia Elétrica divide-se nas seguintes áreas de especialização:

  • Sistemas de energia elétrica ou sistemas de potência - estudos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; planejamento, confiabilidade, estabilidade e proteção de sistemas elétricos e utilização de técnicas computacionais aplicadas a sistemas de potência;

  • Sistemas de eletrônica de potência - estudos de dispositivos eletrônicos de potência, acionamento de máquinas elétricas, controle de motores, simulação digital de máquinas e conversores e cargas elétricas especiais;

  • Sistemas de controle e automação - estudos de controle de processos industriais por computador, controle óptico, sistemas inteligentes para automação industrialrobótica, inteligência artificial, controles adaptativos e não-lineares.

  • Sistemas de eletrônica/eletrónica - desenvolvimento de circuitos eletrônicos para a aquisição de dados como temperatura, umidade, pressão, entre outros e transmissão de dados por radiofrequência, etc;

  • Sistemas de microeletrónica - projeto, fabricação e testes de circuitos integrados - C.I. para sistemas de computação, telecomunicações, entretenimento entre outros;

  • Sistemas de telecomunicações - estudos de sistemas de áudio e vídeo, antenas e propagação de ondas eletromagnéticas, micro-ondas, telefonia analógica e digital, fibras ópticas, processamento analógico e digital de sinais, telecomunicações por satélite e redes de comunicações;

  • Sistemas biomédicos - Especificar e gerir a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios, além do projeto e construção desses mesmos tipos de aparelhos.

 

Matérias estudadas

Matemática e física são as matérias básicas. O aluno passa parte do tempo em laboratórios, em especial para aprender, conhecer e interpretar fenomenos elétricos, especialmente o eletromagnetismo, assunto ao qual é dedicada parte significativa do curso. Além de matemática e física também estuda química, sociologia, comunicação e expressão (português), e outras. Algumas faculdades dão maior ênfase a eletrotécnica ("altas tensões e baixas frequências") ou eletrônica ("baixas tensões e altas frequências").

Subdisciplinas

 

Engenharia eletrotécnica

Ver artigo principal: Engenharia eletrotécnica

 

A ênfase em eletrotécnica estuda o sistema de potência elétrica. O sistema de potência elétrica compreende a geração, transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica; materiais e equipamentos elétricos, instalações elétricas prediais e industriais; acionamentos industriais; fontes alternativas de energia; máquinas elétricas; eficiência energética; sistemas de medição e controle. Além disso, geralmente a área de eletrotécnica abrange assuntos de outros ramos, como eletrônica analógica, digital e de potência.

 

Engenharia eletrônica

 

Ver artigo principal: Engenharia eletrônica

A diferença entre os termos eletricidade e eletrônica está na natureza dos elementos. A eletricidade trabalha com elementos chamados passivos, os resistores, os indutores, os condensadores. Estes elementos também podem ser chamados clássicos, porque já eram conhecidos desde os primeiros estudos modernos sobre eletricidade.

 

A engenharia eletrônica surgiu com a invenção da válvula. Porém, tomou impulso em 1947 com a chegada do transístor, dando à eletrônica o seu maior impulso. O transistor juntamente com o diodo são classificados como dispositivos de estado sólido. Posteriormente surgiram outros elementos eletrônicos como transistores de potênciatiristores e TRIACs.

 

A eletrônica digital surgiu quando foi possível aplicar a teoria da lógica digital (que define apenas dois estados, certo/errado; falso/verdadeiro, 0/1, ligado/desligado, e esta já existia há mais de 200 anos) em equipamentos compactos. Os primeiros computadores digitais eram mecânicos, o que os tornava grandes e eram impraticáveis para desenvolvimento em larga escala. Os primeiros computadores a válvula diminuíram em tamanho, porém, continuaram grandes, caros e complicados. A eletrônica digital permitiu a miniaturização dos circuitos, a diminuição do consumo de energia elétrica e o aumento na velocidade do processamento das informações.

A grande vantagem da eletrônica é a de que permite que, equipamentos, máquinas e dispositivos respondam mais rápido e com maior eficiência energética.

 

  • eletrônica analógica.

  • eletrônica digital.

  • eletrônica de potência (também conhecida como eletrônica industrial).

  • Máquinas e equipamentos eletrônicos.

  • Sistemas de medição e controle eletrônico.

  •  

Engenharia de computação

 

Ver artigo principal: Engenharia de computação

 

Os supercomputadores são utlizados em setores diversos como a biologia computacional 

e nos sistemas de informação geográfica. O ensino da engenharia elétrica passou por drásticas mudanças nas últimas décadas. Muitos departamentos são conhecidos, agora, como departamento de Engenharia Elétrica e Computação, enfatizando a rápida mudança promovida pelos computadores, que ocupam uma posição de destaque na sociedade e educação modernas. Tornaram-se equipamentos comuns e estão ajudando a alterar os caminhos da pesquisa, desenvolvimento, produção, negócios e entretenimento. O cientista, engenheiro, médico, professor - quase todos beneficiam da capacidade dos computadores armazenarem grandes quantidades de informação e as processar num curto espaço de tempo. A internet, rede de comunicação mundial por computador, é essencial aos negócios, à educação e às ciências.

 

Três ciências estudam sistemas computacionais: ciências da computaçãosistemas de informação e engenharia de computação. A engenharia de computação cresceu tão vastamente que acabou se separando da engenharia elétrica, embora em algumas escolas de engenharia, ela ainda a integre. A engenharia de computação tem como objetivo o estudo e projeto de sistemas de computação, tanto nos aspectos de hardware como de software. Um sistema de computação é todo e qualquer dispositivo eletrônico que responde à ação de um programa, bem como às suas interligações.

 

O estudo da engenharia de computação tem, portanto, grande ênfase em microeletrônica e eletrônica digitalmicroprocessadoresarquitetura de computadoressistemas operacionaisredes de computadoressistemas embutidosengenharia de software e processamento digital de sinais. Embora os sistemas de computação possam ser utilizados para controlar sistemas de potência ou máquinas elétricas, em geral, na engenharia de computação essas disciplinas não são estudadas.

 

computador é o sistema de computação mais conhecido. Mas o curso de engenharia de computação não tem como foco o desenvolvimento de computadores de uso pessoal e sim de sistemas de computação em geral. Embora seja o mais conhecido, o computador representa apenas 20% de todos os sistemas de computação do mundo, sendo os outros 80% conhecidos como "Sistemas Embutidos" por serem sistemas de computação que fazem parte de um sistema maior, como: computadores de bordo de aeronaves e navios e sistemas de monitorização e controle de usinas e fábricas industriais. Grande parte da electro-eletrônica de hoje são sistemas de computação, pois possuem microprocessadores, firmware e software avançados: TVs, celulares, microondas, geladeiras, etc.

Em Portugal, o curso é conhecido como engenharia eletrotécnica e de computadores. No Brasil o curso é conhecido como engenharia de computação. Não deve confundir-se com engenharia informática, que é o nome normalmente dado em Portugal e países de língua espanhola a cursos de ciências de computação.

 

Áreas de atuação:

  • Indústria de manufatura de eletrônicos

  • Empresas de software

  • Empresas de telecomunicações

 

Especialidades:

 

Engenharia de computação vs engenharia eletrônica: São duas especialidades da engenharia elétrica. A grande diferença é que a engenharia de computação não estuda eletrônica de potência (industrial) nem máquinas elétricas, tendo um aprofundamento maior em arquitetura de computadores, microprocessadores, redes de computadores e desenvolvimento de software.

 

Engenharia de computação vs ciência de computação A engenharia de computação é um curso mais longo e com carga horária maior em matérias básicas, principalmente em física e eletro-magnetismo. Na ciência de computação não é comum o estudo de circuitos elétricos, eletrônica ou sistemas de controle, por exemplo. Por outro lado a ciência de computação estuda mais profundamente o ciclo de desenvolvimento de softwares, algoritmos, teoria da computação e banco de dados.

 

Controle e automação

 

Ver artigo principal: Engenharia de controle e automação

engenharia de controle e automação tem como objetivo desenvolver controladores que melhorem o desempenho de sistemas dinâmicos, tais como máquinas, processos, produtos, serviços para trabalharem de maneira auto-regulada e ou auto-gerenciada.

 

Para alcançar este objetivo é necessário realizar o projeto de automação. Primeiro identificando o sistema que se deseja automatizar ou controlar, modelar matematicamente este sistema. Segundo, construindo o controlador deste sistema, definindo as ações de controle, os sensores, os atuadores. Este controlador poderá ser mecânico, eletro-eletrônicosoftware ou electro-pneumático. Neste passo além de construir o controlador é necessário definir os sensores e os atuadores do sistema. Por fim ajustar e calibrar o sistema, definir os parâmetros de operação e manutenção.

 

É dada ênfase a alguns conhecimentos de engenharia elétrica, mecânica e computação para aplicação em controle de processos industriais, manufatura, controle de servomecanismo (robôs e manipuladores), automação de serviços (predial, bancário, hospitalar), controle embutido (metrô, aviões, foguetes) e outros.

Os tipos de controle são: controle clássico, controle adaptativo, controle robusto, controle ótimo, controle fuzzy, rede neural e controle preditivo.

 

Instrumentação

 

Ver artigo principal: Instrumentação industrial

 

Os instrumentos aeronáuticos fornecem as ferramentas para os pilotos controlarem analiticamente os aviões. Os projetos de instrumentação industrial trata com variáveis como pressão,níveltemperatura, entre outras.[22] O projeto na instrumentação, requere como tal um bom entendimento de física que propriamente amplia além das teorias do eletromagnetismo. Por exemplo, os instrumentos de voo medem variáveis como a velocidade do vento e de altitude para permitir aos pilotos, o controle do avião de forma analitica. Semelhantemente, os termopares utilizam o efeito Peltier-Seebeck para medir a diferença de temperatura entre dois pontos.[23]

 

Telecomunicação

 

Ver artigo principal: Engenharia de telecomunicações

Na habilitação em telecomunicação o engenheiro deve projetar sistemas que, interligados, transmitem informação para diversos pontos. As informações podem ser áudio (voz), imagem (vídeo) ou dados. Os meios em que serão transmitidas são os mais variados: pelo ar (por ondas eletromagnéticas via radiofrequência ou micro-ondas), via cabos metálicos, fibra óptica (sinais luminosos) e até através de linhas de energia elétrica.

Telecomunicação é a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioelectricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

Estação de telecomunicações é o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de telecomunicação, seus acessórios e periféricos, e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam, inclusive terminais portáteis.

 

Subdisciplinas

 

Engenharia eletrotécnica

Ver artigo principal: Engenharia eletrotécnica

 

A ênfase em eletrotécnica estuda o sistema de potência elétrica. O sistema de potência elétrica compreende a geração, transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica; materiais e equipamentos elétricos, instalações elétricas prediais e industriais; acionamentos industriais; fontes alternativas de energia; máquinas elétricas; eficiência energética; sistemas de medição e controle. Além disso, geralmente a área de eletrotécnica abrange assuntos de outros ramos, como eletrônica analógica, digital e de potência.

 

Engenharia eletrônica

 

Ver artigo principal: Engenharia eletrônica

A diferença entre os termos eletricidade e eletrônica está na natureza dos elementos. A eletricidade trabalha com elementos chamados passivos, os resistores, os indutores, os condensadores. Estes elementos também podem ser chamados clássicos, porque já eram conhecidos desde os primeiros estudos modernos sobre eletricidade.

 

A engenharia eletrônica surgiu com a invenção da válvula. Porém, tomou impulso em 1947 com a chegada do transístor, dando à eletrônica o seu maior impulso. O transistor juntamente com o diodo são classificados como dispositivos de estado sólido. Posteriormente surgiram outros elementos eletrônicos como transistores de potênciatiristores e TRIACs.

 

A eletrônica digital surgiu quando foi possível aplicar a teoria da lógica digital (que define apenas dois estados, certo/errado; falso/verdadeiro, 0/1, ligado/desligado, e esta já existia há mais de 200 anos) em equipamentos compactos. Os primeiros computadores digitais eram mecânicos, o que os tornava grandes e eram impraticáveis para desenvolvimento em larga escala. Os primeiros computadores a válvula diminuíram em tamanho, porém, continuaram grandes, caros e complicados. A eletrônica digital permitiu a miniaturização dos circuitos, a diminuição do consumo de energia elétrica e o aumento na velocidade do processamento das informações.

A grande vantagem da eletrônica é a de que permite que, equipamentos, máquinas e dispositivos respondam mais rápido e com maior eficiência energética.

 

  • eletrônica analógica.

  • eletrônica digital.

  • eletrônica de potência (também conhecida como eletrônica industrial).

  • Máquinas e equipamentos eletrônicos.

  • Sistemas de medição e controle eletrônico.

  •  

Engenharia de computação

 

Ver artigo principal: Engenharia de computação

 

Os supercomputadores são utlizados em setores diversos como a biologia computacional 

e nos sistemas de informação geográfica. O ensino da engenharia elétrica passou por drásticas mudanças nas últimas décadas. Muitos departamentos são conhecidos, agora, como departamento de Engenharia Elétrica e Computação, enfatizando a rápida mudança promovida pelos computadores, que ocupam uma posição de destaque na sociedade e educação modernas. Tornaram-se equipamentos comuns e estão ajudando a alterar os caminhos da pesquisa, desenvolvimento, produção, negócios e entretenimento. O cientista, engenheiro, médico, professor - quase todos beneficiam da capacidade dos computadores armazenarem grandes quantidades de informação e as processar num curto espaço de tempo. A internet, rede de comunicação mundial por computador, é essencial aos negócios, à educação e às ciências.

 

Três ciências estudam sistemas computacionais: ciências da computaçãosistemas de informação e engenharia de computação. A engenharia de computação cresceu tão vastamente que acabou se separando da engenharia elétrica, embora em algumas escolas de engenharia, ela ainda a integre. A engenharia de computação tem como objetivo o estudo e projeto de sistemas de computação, tanto nos aspectos de hardware como de software. Um sistema de computação é todo e qualquer dispositivo eletrônico que responde à ação de um programa, bem como às suas interligações.

 

O estudo da engenharia de computação tem, portanto, grande ênfase em microeletrônica e eletrônica digitalmicroprocessadoresarquitetura de computadoressistemas operacionaisredes de computadoressistemas embutidosengenharia de software e processamento digital de sinais. Embora os sistemas de computação possam ser utilizados para controlar sistemas de potência ou máquinas elétricas, em geral, na engenharia de computação essas disciplinas não são estudadas.

 

computador é o sistema de computação mais conhecido. Mas o curso de engenharia de computação não tem como foco o desenvolvimento de computadores de uso pessoal e sim de sistemas de computação em geral. Embora seja o mais conhecido, o computador representa apenas 20% de todos os sistemas de computação do mundo, sendo os outros 80% conhecidos como "Sistemas Embutidos" por serem sistemas de computação que fazem parte de um sistema maior, como: computadores de bordo de aeronaves e navios e sistemas de monitorização e controle de usinas e fábricas industriais. Grande parte da electro-eletrônica de hoje são sistemas de computação, pois possuem microprocessadores, firmware e software avançados: TVs, celulares, microondas, geladeiras, etc.

Em Portugal, o curso é conhecido como engenharia eletrotécnica e de computadores. No Brasil o curso é conhecido como engenharia de computação. Não deve confundir-se com engenharia informática, que é o nome normalmente dado em Portugal e países de língua espanhola a cursos de ciências de computação.

 

Áreas de atuação:

  • Indústria de manufatura de eletrônicos

  • Empresas de software

  • Empresas de telecomunicações

 

Especialidades:

 

Engenharia de computação vs engenharia eletrônica: São duas especialidades da engenharia elétrica. A grande diferença é que a engenharia de computação não estuda eletrônica de potência (industrial) nem máquinas elétricas, tendo um aprofundamento maior em arquitetura de computadores, microprocessadores, redes de computadores e desenvolvimento de software.

 

Engenharia de computação vs ciência de computação A engenharia de computação é um curso mais longo e com carga horária maior em matérias básicas, principalmente em física e eletro-magnetismo. Na ciência de computação não é comum o estudo de circuitos elétricos, eletrônica ou sistemas de controle, por exemplo. Por outro lado a ciência de computação estuda mais profundamente o ciclo de desenvolvimento de softwares, algoritmos, teoria da computação e banco de dados.

 

Controle e automação

 

Ver artigo principal: Engenharia de controle e automação

engenharia de controle e automação tem como objetivo desenvolver controladores que melhorem o desempenho de sistemas dinâmicos, tais como máquinas, processos, produtos, serviços para trabalharem de maneira auto-regulada e ou auto-gerenciada.

 

Para alcançar este objetivo é necessário realizar o projeto de automação. Primeiro identificando o sistema que se deseja automatizar ou controlar, modelar matematicamente este sistema. Segundo, construindo o controlador deste sistema, definindo as ações de controle, os sensores, os atuadores. Este controlador poderá ser mecânico, eletro-eletrônicosoftware ou electro-pneumático. Neste passo além de construir o controlador é necessário definir os sensores e os atuadores do sistema. Por fim ajustar e calibrar o sistema, definir os parâmetros de operação e manutenção.

 

É dada ênfase a alguns conhecimentos de engenharia elétrica, mecânica e computação para aplicação em controle de processos industriais, manufatura, controle de servomecanismo (robôs e manipuladores), automação de serviços (predial, bancário, hospitalar), controle embutido (metrô, aviões, foguetes) e outros.

Os tipos de controle são: controle clássico, controle adaptativo, controle robusto, controle ótimo, controle fuzzy, rede neural e controle preditivo.

 

Instrumentação

 

Ver artigo principal: Instrumentação industrial

 

Os instrumentos aeronáuticos fornecem as ferramentas para os pilotos controlarem analiticamente os aviões. Os projetos de instrumentação industrial trata com variáveis como pressão,níveltemperatura, entre outras.[22] O projeto na instrumentação, requere como tal um bom entendimento de física que propriamente amplia além das teorias do eletromagnetismo. Por exemplo, os instrumentos de voo medem variáveis como a velocidade do vento e de altitude para permitir aos pilotos, o controle do avião de forma analitica. Semelhantemente, os termopares utilizam o efeito Peltier-Seebeck para medir a diferença de temperatura entre dois pontos.[23]

 

Telecomunicação

 

Ver artigo principal: Engenharia de telecomunicações

Na habilitação em telecomunicação o engenheiro deve projetar sistemas que, interligados, transmitem informação para diversos pontos. As informações podem ser áudio (voz), imagem (vídeo) ou dados. Os meios em que serão transmitidas são os mais variados: pelo ar (por ondas eletromagnéticas via radiofrequência ou micro-ondas), via cabos metálicos, fibra óptica (sinais luminosos) e até através de linhas de energia elétrica.

Telecomunicação é a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioelectricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

Estação de telecomunicações é o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de telecomunicação, seus acessórios e periféricos, e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam, inclusive terminais portáteis.

 

Subdisciplinas

 

Engenharia eletrotécnica

Ver artigo principal: Engenharia eletrotécnica

 

A ênfase em eletrotécnica estuda o sistema de potência elétrica. O sistema de potência elétrica compreende a geração, transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica; materiais e equipamentos elétricos, instalações elétricas prediais e industriais; acionamentos industriais; fontes alternativas de energia; máquinas elétricas; eficiência energética; sistemas de medição e controle. Além disso, geralmente a área de eletrotécnica abrange assuntos de outros ramos, como eletrônica analógica, digital e de potência.

 

Engenharia eletrônica

 

Ver artigo principal: Engenharia eletrônica

A diferença entre os termos eletricidade e eletrônica está na natureza dos elementos. A eletricidade trabalha com elementos chamados passivos, os resistores, os indutores, os condensadores. Estes elementos também podem ser chamados clássicos, porque já eram conhecidos desde os primeiros estudos modernos sobre eletricidade.

 

A engenharia eletrônica surgiu com a invenção da válvula. Porém, tomou impulso em 1947 com a chegada do transístor, dando à eletrônica o seu maior impulso. O transistor juntamente com o diodo são classificados como dispositivos de estado sólido. Posteriormente surgiram outros elementos eletrônicos como transistores de potênciatiristores e TRIACs.

 

A eletrônica digital surgiu quando foi possível aplicar a teoria da lógica digital (que define apenas dois estados, certo/errado; falso/verdadeiro, 0/1, ligado/desligado, e esta já existia há mais de 200 anos) em equipamentos compactos. Os primeiros computadores digitais eram mecânicos, o que os tornava grandes e eram impraticáveis para desenvolvimento em larga escala. Os primeiros computadores a válvula diminuíram em tamanho, porém, continuaram grandes, caros e complicados. A eletrônica digital permitiu a miniaturização dos circuitos, a diminuição do consumo de energia elétrica e o aumento na velocidade do processamento das informações.

A grande vantagem da eletrônica é a de que permite que, equipamentos, máquinas e dispositivos respondam mais rápido e com maior eficiência energética.

 

  • eletrônica analógica.

  • eletrônica digital.

  • eletrônica de potência (também conhecida como eletrônica industrial).

  • Máquinas e equipamentos eletrônicos.

  • Sistemas de medição e controle eletrônico.

  •  

Engenharia de computação

 

Ver artigo principal: Engenharia de computação

 

Os supercomputadores são utlizados em setores diversos como a biologia computacional 

e nos sistemas de informação geográfica. O ensino da engenharia elétrica passou por drásticas mudanças nas últimas décadas. Muitos departamentos são conhecidos, agora, como departamento de Engenharia Elétrica e Computação, enfatizando a rápida mudança promovida pelos computadores, que ocupam uma posição de destaque na sociedade e educação modernas. Tornaram-se equipamentos comuns e estão ajudando a alterar os caminhos da pesquisa, desenvolvimento, produção, negócios e entretenimento. O cientista, engenheiro, médico, professor - quase todos beneficiam da capacidade dos computadores armazenarem grandes quantidades de informação e as processar num curto espaço de tempo. A internet, rede de comunicação mundial por computador, é essencial aos negócios, à educação e às ciências.

 

Três ciências estudam sistemas computacionais: ciências da computaçãosistemas de informação e engenharia de computação. A engenharia de computação cresceu tão vastamente que acabou se separando da engenharia elétrica, embora em algumas escolas de engenharia, ela ainda a integre. A engenharia de computação tem como objetivo o estudo e projeto de sistemas de computação, tanto nos aspectos de hardware como de software. Um sistema de computação é todo e qualquer dispositivo eletrônico que responde à ação de um programa, bem como às suas interligações.

 

O estudo da engenharia de computação tem, portanto, grande ênfase em microeletrônica e eletrônica digitalmicroprocessadoresarquitetura de computadoressistemas operacionaisredes de computadoressistemas embutidosengenharia de software e processamento digital de sinais. Embora os sistemas de computação possam ser utilizados para controlar sistemas de potência ou máquinas elétricas, em geral, na engenharia de computação essas disciplinas não são estudadas.

 

computador é o sistema de computação mais conhecido. Mas o curso de engenharia de computação não tem como foco o desenvolvimento de computadores de uso pessoal e sim de sistemas de computação em geral. Embora seja o mais conhecido, o computador representa apenas 20% de todos os sistemas de computação do mundo, sendo os outros 80% conhecidos como "Sistemas Embutidos" por serem sistemas de computação que fazem parte de um sistema maior, como: computadores de bordo de aeronaves e navios e sistemas de monitorização e controle de usinas e fábricas industriais. Grande parte da electro-eletrônica de hoje são sistemas de computação, pois possuem microprocessadores, firmware e software avançados: TVs, celulares, microondas, geladeiras, etc.

Em Portugal, o curso é conhecido como engenharia eletrotécnica e de computadores. No Brasil o curso é conhecido como engenharia de computação. Não deve confundir-se com engenharia informática, que é o nome normalmente dado em Portugal e países de língua espanhola a cursos de ciências de computação.

 

Áreas de atuação:

  • Indústria de manufatura de eletrônicos

  • Empresas de software

  • Empresas de telecomunicações

 

Especialidades:

 

Engenharia de computação vs engenharia eletrônica: São duas especialidades da engenharia elétrica. A grande diferença é que a engenharia de computação não estuda eletrônica de potência (industrial) nem máquinas elétricas, tendo um aprofundamento maior em arquitetura de computadores, microprocessadores, redes de computadores e desenvolvimento de software.

 

Engenharia de computação vs ciência de computação A engenharia de computação é um curso mais longo e com carga horária maior em matérias básicas, principalmente em física e eletro-magnetismo. Na ciência de computação não é comum o estudo de circuitos elétricos, eletrônica ou sistemas de controle, por exemplo. Por outro lado a ciência de computação estuda mais profundamente o ciclo de desenvolvimento de softwares, algoritmos, teoria da computação e banco de dados.

 

Controle e automação

 

Ver artigo principal: Engenharia de controle e automação

engenharia de controle e automação tem como objetivo desenvolver controladores que melhorem o desempenho de sistemas dinâmicos, tais como máquinas, processos, produtos, serviços para trabalharem de maneira auto-regulada e ou auto-gerenciada.

 

Para alcançar este objetivo é necessário realizar o projeto de automação. Primeiro identificando o sistema que se deseja automatizar ou controlar, modelar matematicamente este sistema. Segundo, construindo o controlador deste sistema, definindo as ações de controle, os sensores, os atuadores. Este controlador poderá ser mecânico, eletro-eletrônicosoftware ou electro-pneumático. Neste passo além de construir o controlador é necessário definir os sensores e os atuadores do sistema. Por fim ajustar e calibrar o sistema, definir os parâmetros de operação e manutenção.

 

É dada ênfase a alguns conhecimentos de engenharia elétrica, mecânica e computação para aplicação em controle de processos industriais, manufatura, controle de servomecanismo (robôs e manipuladores), automação de serviços (predial, bancário, hospitalar), controle embutido (metrô, aviões, foguetes) e outros.

Os tipos de controle são: controle clássico, controle adaptativo, controle robusto, controle ótimo, controle fuzzy, rede neural e controle preditivo.

 

Instrumentação

 

Ver artigo principal: Instrumentação industrial

 

Os instrumentos aeronáuticos fornecem as ferramentas para os pilotos controlarem analiticamente os aviões. Os projetos de instrumentação industrial trata com variáveis como pressão,níveltemperatura, entre outras.[22] O projeto na instrumentação, requere como tal um bom entendimento de física que propriamente amplia além das teorias do eletromagnetismo. Por exemplo, os instrumentos de voo medem variáveis como a velocidade do vento e de altitude para permitir aos pilotos, o controle do avião de forma analitica. Semelhantemente, os termopares utilizam o efeito Peltier-Seebeck para medir a diferença de temperatura entre dois pontos.[23]

 

Telecomunicação

 

Ver artigo principal: Engenharia de telecomunicações

Na habilitação em telecomunicação o engenheiro deve projetar sistemas que, interligados, transmitem informação para diversos pontos. As informações podem ser áudio (voz), imagem (vídeo) ou dados. Os meios em que serão transmitidas são os mais variados: pelo ar (por ondas eletromagnéticas via radiofrequência ou micro-ondas), via cabos metálicos, fibra óptica (sinais luminosos) e até através de linhas de energia elétrica.

Telecomunicação é a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioelectricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

Estação de telecomunicações é o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de telecomunicação, seus acessórios e periféricos, e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam, inclusive terminais portáteis.

 

Eng.Elet.SubDiscipl
Eng.Profissional

O profissional

O engenheiro eletricista é o profissional dedicado ao desenvolvimento e à aplicação de um conjunto de conhecimentos científicos necessários à pesquisa, ao projeto e à implementação de sistemas diversos utilizados para efetuar o processamento da energia elétrica e da informação na forma de sinais elétricos digitais e analógicos. Nesta prática, são considerados os aspectos de qualidade, confiabilidade, custo e segurança, bem como os de natureza ecológica e ética profissional.

O campo de trabalho é vasto e inclui empresas de energia elétrica e telecomunicações, escritórios de projetos e consultoria, firmas de montagem e manutenção de instalações elétricas e de telecomunicações, indústrias diversas e empresas comerciais de pequeno e grande porte, manutenção de equipamentos e componentes eletro-eletrônicos, hospitais, empresas de radiodifusão, informática etc. As perspectivas quanto ao progresso do curso são boas e tendem a uma melhoria das oportunidades de trabalho, dada a grande demanda por serviços nessas áreas e aos grandes investimentos, públicos e privados, que serão feitos nos próximos anos, no campo da Engenharia Elétrica.

Regulamentação da profissão no Brasil

No Brasil é considerado engenheiro eletricista quem for formado em engenharia elétrica, porém para poder exercer a profissão é necessário registro no sistema do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) do estado onde atua.[24]

No artigo 55 da lei nº 5.194 de 1966, é definido como infração o engenheiro que exerça atividade profissional sem registro no CREA do estado em que atua, com penalidade prevista na alínea “b” do artigo 73 da mesma lei.[25]

Dia do Engenheiro Eletricista no Brasil

Comemora-se no Brasil em 23 de novembro o Dia do Engenheiro Eletricista, data em que, no ano de 1913, foi fundado o Instituto Eletrotécnico de Itajubá. Várias outras boas escolas de engenharia elétrica foram criadas posteriormente, a maioria das vezes utilizando-se do conhecimento, do exemplo e até dos recursos humanos formados na Escola de Itajubá. Decretado pela Lei Nº 12.074, de 29 de Outubro de 2009.[26]

Piso Salarial

A lei n.º 4950-A/66 fixa o piso salarial do profissional de engenharia, estabelecendo valor do menor salário devido ao profissional.[27]

Ao longo dos anos muito se discutiu se a legislação foi criada para estabelecer piso salarial ou jornada de trabalho. No entanto, a polêmica foi pacificada com a publicação da Súmula 370 do Colendo Superior do Trabalho, cujo entendimento é que a lei nº 4.950-A/66 foi criada para fixar o piso salarial e não jornada de trabalho.

Logo, o salário mínimo profissional equivale a 8,5 salários mínimos para uma jornada de trabalho de 8 horas.

Regulamentação da profissão em Portugal

Em Portugal, pode exercer a profissão de engenheiro eletrotécnico, um diplomado num curso de licenciatura pré-Bolonha ou de mestrado em engenharia eletrotécnica, eletrónica, de telecomunicações, acreditado pela Ordem dos Engenheiros.[28]

Os diplomados em cursos de bacharelato ou de licenciatura pós-Bolonha em ciências de engenharia ou engenharia elétrica, conforme a especialidade do curso, podem exercer a profissão de engenheiro técnico de eletrónica e de telecomunicações ou de engenheiro técnico de energia e sistemas de potência, desde que estejam inscritos na Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos.[29]

Eng.Eletr.Compara

Engenharia Elétrica:

carreira / mercado de trabalho

Conheça a carreira de Engenharia Elétrica, como está o mercado de trabalho para este engenheiro e saiba onde cursar esta graduação!

A Carreira em Engenharia Elétrica

Atualmente é difícil imaginarmos nossa vida sem energia elétrica. Ligar um interruptor de luz, assistir televisão, fazer uma ligação pelo celular ou guardar comida na geladeira, todas essas ações dependem do trabalho do engenheiro elétrico, ou engenheiro eletricista.

O engenheiro elétrico é responsável por planejar, construir e manter sistemas capazes de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica. Seu objetivo é levar energia elétrica a toda a população de forma segura e com qualidade.

Ele pode atuar em diferentes áreas, como por exemplo:

 

Descubra a faculdade certa pra você em 1 minuto!

  • Construção Civil – Atua na projeção dos circuitos elétricos necessários para a construções ou reformas e define os materiais a serem utilizados. Elabora plantas de indústrias de geração de energia.

  • Automação – Planeja e desenvolve estruturas de automação elétrica para indústrias. Faz adaptações na planta elétrica de edifícios para comportarem sistemas automatizados.

  • Fornecimento de Energia Elétrica – Atua na criação de hidrelétricas, usinas eólicas e solares. Define o dimensionamento de turbinas e contribui em sistemas de armazenamento e redes de transmissão.

  • Telecomunicações – Atua na construção de sistemas de telefonia e de transmissão de dados. Contribui no processo de fabricação de aparelhos de telefonia.

  • Eletroeletrônica – Participa do desenvolvimento de sistemas e componenetes eletrônicos. Cria placas eletrônicas que garantem o funcionamento de vários equipamentos de uso doméstico ou industrial.

Para exercer a profissão, além de diploma superior em uma instituição de ensino credenciada pelo MEC, o engenheiro precisa obter um registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) de seu estado.

Perfil do profissional formado em Engenharia Elétrica

Quem deseja seguir carreira em Engenharia Elétrica deve gostar de Matemática, Física e Tecnologia.

Curiosidade e interesse por solucionar problemas são outras características importantes deste profissional.

Conhecimentos em inglês ajudarão o engenheiro elétrico a estar sempre atualizado com relação às novas tecnologias e tendências do setor.

Mercado de trabalho para quem faz Engenharia Elétrica

O mercado de trabalho para engenheiros elétricos está aquecido. Grandes obras de infraestrutura, a expansão da área de telecomunicações e investimentos em energia renovável têm contribuído para a crescente demanda por profissionais na área de Engenharia Elétrica.

Algumas das empresas que mais contratam este profissional são:

  • Usinas

  • Subestações

  • Linhas de Transmissão

  • Empresas de Telecomunicações

  • Construtoras

  • Indústrias que fabricam sistemas elétricos e de automação

Um engenheiro elétrico pode trabalhar em órgãos públicos (como secretarias, ministérios e instituições municipais, estaduais e federais) e também na iniciativa privada.

Sobre o curso superior em Engenharia Elétrica

A graduação em Engenharia Elétrica possui a habilitação de bacharelado e duração de 5 anos. É possível encontrar este curso na modalidade a distância.

A estrutura curricular do bacharelado em Engenharia Elétrica possui disciplinas generalistas de Matemática, Física, Química e Computação. Também aborda matérias mais específicas da profissão nas áreas de:

  • Eletrônica

  • Sistemas de Energia Elétrica

  • Telecomunicações

  • Sistemas de Controle

  • Processamento de Sinais

  • Eletrônica de Potência

O curso de Engenharia Elétrica possui muitas atividades práticas em laboratório. Ao final do curso o aluno deverá realizar um estágio supervisionado na área.

Onde estudar Engenharia Elétrica

Conseguir uma vaga em qualquer curso de Engenharia de uma universidade pública não é tarefa fácil. Seja por meio do vestibular ou do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a concorrência é forte – e os candidatos, super bem preparados.

A saída, para muita gente, é optar por uma faculdade privada. Aqui, a concorrência dá uma trégua, mas é preciso ficar atento a pelo menos dois aspectos:

  1. Se a instituição é reconhecida e bem avaliada pelo Ministério da Educação (MEC), o que vai garantir um diploma válido em todo o país.

  2. Se você vai conseguir bancar a mensalidade, que não está entre as mais baixas.

Sabendo disso, a gente foi atrás de faculdades reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem o curso de Engenharia Elétrica e não vão estourar seu orçamento. Todas as instituições a seguir participam do ProUni (programa do governo federal que distribui bolsas de estudos) e do FIES (financiamento com condições facilitadas, também patrocinado pelo governo federal). Para quem não se enquadra nos critérios do auxílio governamental, todas elas também têm iniciativas próprias de bolsas de estudos, descontos e financiamento ou parcelamento das mensalidades. Confira:

Engenharia Eletrônica:

saiba mais 

Conheça melhor a formação em Engenharia Eletrônica, as funções deste profissional e onde estudar para ingressar nesta carreira promissora!

 

A Engenharia Eletrônica é uma área voltada ao desenvolvimento de componentes, dispositivos, sistemas e equipamentos eletrônicos, como  transistores e circuitos integrados. É a parte da Engenharia que lida com a energia elétrica em pequena amplitude.

O curso exige bastante do aluno! São cinco anos de estudo, muitas fórmulas e cálculos ao longo da formação. Mas a carreira é promissora. Este profissional encontra espaço em qualquer setor que necessite de especialistas no desenvolvimento de equipamentos eletroeletrônicos e no processamento de sinais.

Saiba como funciona o curso de Engenharia Eletrônica, o dia a dia do profissional e onde estudar para obter um diploma reconhecido pelo Ministério da Educação!

O curso de Engenharia Eletrônica

O curso de Engenharia Eletrônica é de grau bacharelado e dura cinco anos. Esta formação nasceu do curso de Engenharia Elétrica e tem como foco o estudo da eletricidade em escalas menores, como os produtos eletroeletrônicos, circuitos integrados e placas de circuito impresso. Estes componentes são encontrados principalmente em computadores e aparelhos similares.

Nos primeiros anos, assim como em todo curso de Engenharia, há uma ênfase em matérias de Ciências Exatas: Matemática, Física, Química e Geometria. Como a Computação tem origem na Eletrônica, são muitas as matérias relacionadas a esta área durante o curso. Estrutura de Dados e Organização de Computadores são dois exemplos.

Após o período de formação básica em Engenharia, os alunos começam a ter contato com matérias mais específicas da Eletrônica: circuitos elétricos, sistemas digitais, eletromagnetismo, entre outras.

O estágio e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) são obrigatórios ao final da formação.

O que se estuda em Engenharia Eletrônica

As disciplinas do curso de Engenharia Eletrônica podem variar um pouco dependendo da ênfase de cada programa. Há instituições que oferecem esta formação com enfoques específicos, como em telecomunicações, automação e computação. Mas a grade curricular básica desta formação é composta pelas seguintes matérias:

  • Cálculo

  • Física

  • Química

  • Circuitos Elétricos

  • Sistemas Eletrônicos

  • Organização de Computadores

  • Sistemas Digitais

  • Eletromagnetismo

  • Mecânica dos Fluidos

  • Algoritmos

  • Programação de Computadores

  • Sistemas Embarcados

  • Sistemas Analógicos

  • Sistemas de Potência

O que faz o Engenheiro Eletrônico?

O profissional formado em Engenharia Eletrônica tem vasto campo de atuação. Ele pode trabalhar em empresas do setor Eletroeletrônico, de Tecnologia da Informação, de Telecomunicações e também no ramo de produção industrial. Pode atuar até na área de Biomedicina! Veja algumas das funções que este engenheiro desempenha no dia a dia da profissão:

  • Instala, opera e faz a manutenção de sistemas e equipamentos.

  • Projeta e desenvolve componentes, equipamentos e sistemas eletroeletrônicos empregados em automação industrial.

  • Desenvolve sistemas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade e eletrônica.

  • Realiza vistorias, perícias e avaliações de obras e serviços técnicos e tem a responsabilidade de emitir laudos e pareceres.

  • Estuda a viabilidade técnica e econômica de projetos.

  • Desenvolve equipamentos para Biomedicina.

  • Desenvolve sistemas embarcados.

Mercado de trabalho do Engenheiro Eletrônico

O mercado de trabalho para o Engenheiro Eletrônico está em expansão. Além das tradicionais áreas de transmissão e distribuição de energia elétrica, que absorvem profissionais em todas as regiões do Brasil, há procura crescente por estes engenheiros em centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas e indústrias. A nanotecnologia e a microeletrônica são áreas de atuação extremamente promissoras para estes profissionais.

As vagas estão mais concentradas nas regiões Sul e Sudeste. O engenheiro eletrônico encontra oportunidades de trabalho em empresas do setor de construção naval, petróleo e gás, químico, empresas comerciais de equipamentos eletrônicos e de telecomunicações, empresas de projetos e instalações elétricas, hospitais, parques temáticos, universidades e instituições de pesquisa.

Onde estudar Engenharia Eletrônica

Conheça algumas das principais universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) que oferecem o curso superior de Engenharia Eletrônica:

  • Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA)

  • Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

  • Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

  • Universidade de Brasília (UNB)

  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

  • Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Vale lembrar que em faculdades particulares é possível estudar com a ajuda do governo federal, por meio do ProUni e do FIES. Além disso, muitas instituições contam com iniciativas próprias de descontos, bolsas, parcelamento estudantil e convênios variados.

Engenharia da Computação: profissão e mercado

 

Descubra como é a carreira em Engenharia da Computação, como está o mercado de trabalho para este profissional e onde cursar esta graduação!

A carreira em Engenharia da Computação

O profissional formado em Engenharia da Computação é capaz de projetar e construir hardware e software.

O hardware consiste na parte física do computador, suas estruturas e componentes e seus periféricos (como teclado, mouse e monitor). Nessa área, o engenheiro de computação faz a integração de circuitos eletrônicos da máquina e desenvolve placas de ligação entre o equipamento e seus acessórios.

Na área de desenvolvimento de software o engenheiro da computação cria programas de computadores e aplicativos para os mais diversos fins.

Outra área em que um engenheiro da computação pode atuar é o campo da automação industrial e robótica. Ele desenvolve robôs e sistemas digitais para fábricas e indústrias.

Também é comum este profissional atuar no suporte e gerenciamento de redes de computadores em empresas de grande porte.

A carreira acadêmica é outra opção para um engenheiro da computação, que pode ministrar aulas para cursos técnicos e profissionalizantes. Para os que optam por continuar seus estudos fazendo mestrado e doutorado existe a opção de trabalhar em universidades como professores e pesquisadores.

Para exercer a profissão de engenheiro da computação é necessário, além do diploma de bacharel em uma instituição credenciada pelo MEC, obter um registro junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).

Perfil do profissional formado em Engenharia da Computação

Um bom engenheiro da computação deve ter afinidade com Matemática, gostar de tecnologia e linguagens de programação.

Como qualquer profissional da área de tecnologia, este engenheiro precisa acompanhar os avanços científicos e tecnológicos da área em que atua. Estar atualizado sobre as novidades é essencial para se manter competitivo no mercado de trabalho.

Sobre o curso superior em Engenharia da Computação

A graduação em Engenharia da Computação é do tipo bacharelado, tem duração de cinco anos e na maioria dos casos é cursada em período integral.

A estrutura curricular do curso é formada por disciplinas de Matemática, Física, Química e Computação. O objetivo do curso é formar profissionais capazes de trabalhar com hardware e software. Os estudantes terminam a graduação com conhecimentos aprofundados em: Eletrônica Digital, Tecnologia de Programação, Engenharia de Software, Organização do Hardware e Inteligência Artificial.

Ao final da faculdade o aluno deve realizar um estágio obrigatório e apresentar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Quanto à modalidade de estudos, podemos encontrar o curso de Engenharia da Computação presencial tradicional e também no formato a distância, em que o aluno acompanha uma parte da graduação pela internet e comparece semanalmente à faculdade para realizar atividades presenciais obrigatórias. Essa opção, mais flexível, está disponível em faculdades de renome, como a Anhanguera e a Cruzeiro do Sul.

Mercado de trabalho para Engenharia da Computação

O mercado de trabalho para profissionais formados em Engenharia da Computação está em alta e em constante crescimento. O engenheiro da computação é um profissional bastante versátil e atua em vários setores da indústria.

Algumas das principais indústrias que contratam engenheiros da computação são:

  • Automobilística

  • Informática

  • Farmacêutica

  • Telecomunicações

Este profissional encontra boas oportunidades de emprego também em bancos, instituições financeiras, empresas de comércio eletrônico e de consultoria tecnológica.

As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número vagas para profissionais desta área. Porém, em qualquer polo industrial do País existe uma demanda por engenheiros da computação.

Onde estudar Engenharia da Computação

Se você tem interesse em estudar Engenharia da Computação, já deve imaginar que é preciso escolher muito bem onde investir cinco anos de seu esforço e dedicação. Uma boa forma de começar essa triagem é separar faculdades reconhecidas e bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). Isso porque somente o selo de qualidade do MEC irá garantir um diploma válido no mercado, que será aceito na hora de você iniciar sua vida profissional.

Para ajudar nessa tarefa, já selecionamos algumas boas faculdades autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Engenharia da Computação:

 

bottom of page