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cidades a longo prazo
30 Cities Best Positioned for Long-Term

Nos dias atuais, com a globalização em estágio avançado de desenvolvimento e a maior conectividade da economia internacional, a urbanização dos principais centros do capitalismo mundial vem ganhando novos contornos, assumindo a frente da hierarquia urbana em todo o planeta. Essas cidades com elevado grau de desenvolvimento estrutural, econômico e político são classificadas como cidades globais.

As cidades globais são, desse modo, os principais pontos ou “nós” que formam a rede mundial que configura as dinâmicas da globalização. Elas centralizam em torno de si as principais decisões burocráticas, além de sedes das principais empresas e instituições internacionais públicas e privadas. Além disso, na maioria dos casos, essas cidades congregam um grande volume proporcional e cidades adjacentes, formando grandes metrópoles, embora isso não seja uma regra.

De um modo geral, podemos dizer que as cidades globais exercem uma função de coordenar as dinâmicas econômicas, políticas e burocráticas em todo o mundo ou em regiões específicas, pois carregam consigo serviços especializados, centros tecnológicos e científicos, sedes de grandes bancos, bolsas de valores etc. A cidade de São Paulo, por exemplo, exerce uma grande influência nos serviços, estruturas e negócios de toda a América do Sul; Nova York, por sua vez, realiza a mesma influência, porém em âmbito global.

evolução das cidades
The Anatomy of a Smart City.png

Introdução

Cidades inteligentes (CI) são projetos nos quais um determinado espaço urbano é palco de experiências de uso intensivo de tecnologias de comunicação e informações sensíveis ao contexto (IoT), de gestão urbana e ação social dirigidos por dados (Data-Driven Urbanism). Esses projetos agregam, portanto, três áreas principais: Internet das Coisas (objetos com capacidades infocomunicacionais avançadas), Big Data (processamento e análise de grandes quantidades de informação) e Governança Algorítmica (gestão e planejamento com base em ações construídas por algoritmos aplicados à vida urbana). O objetivo maior é criar condições de sustentabilidade, melhoria das condições de existência das populações e fomentar a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados.

As cidades nunca estiveram tão populosas. Há 200 anos apenas Londres, Tóquio e Pequim tinham mais de um milhão de habitantes. Hoje são 442 metrópoles que bateram os sete dígitos. Mais de metade da população mundial já vive em centros urbanos e, segundo estimativas da ONU, até 2030, esse percentual deve subir para 70%. Com tanta gente aglomerada, surgem problemas — de trânsito, poluição, falta de moradia e acesso à saúde —, mas também inovações — e elas estão cada vez mais hi-tech.

“Soluções tecnológicas para cidades estão sendo criadas em todos os cantos do mundo, desde por pequenas empresas e indivíduos a multinacionais e governos”, afirma Anthony Townsend, diretor de pesquisa do Instituto para o Futuro, em Palo Alto, Vale do Silício.

O conceito de smart cities, ou cidades inteligentes, se define pelo uso da tecnologia para melhorar a infraestrutura urbana e tornar os centros urbanos mais eficientes e melhores de se viver. A ideia ganhou força nos últimos cinco anos e foi impulsionada pela construção do zero de cidades inteligentes como Songdo, na Coreia do Sul, e Masdar, em Dubai.

Grandes empresas de tecnologia (como a IBM e a Siemens, que criaram departamentos de pesquisa na área), instituições de ensino (como o MIT e seu centro de investigações e protótipos para cidades inteligentes) e governos apostam no conceito.[1]

Na figura 1 é apresentada, de uma forma simplificada, a classificação das cidades. Tem-se o nível inicial, mais abaixo, indicado pela elipse 1, com a classificação Digital City e segue se expandindo até a elipse 4 Ubiquitous City. Na terceira classificação, indicada pela elipse 3, é apresentada a classificação Smart City. O nível de tecnologia envolvida é representada pela seta na diagonal.

A classificação das cidades com relação ao nível de tecnologia adotada [2] recebe quatro nomenclaturas. Tais nomenclaturas levam em consideração tanto o nível de tecnologia adotada quanto a abrangência da mesma na cidade. A seguir as quatro nomenclaturas são detalhadas.

A primeira classificação é Digital City [3][4][5] (ou ainda digital community, information city ou e-city), refere-se a uma comunidade conectada que combina infraestrutura de comunicações de banda larga, uma infraestrutura flexível de computação orientada a serviços com base em padrões abertos e serviços inovadores que atendam às necessidades dos governos e seus funcionários, cidadãos e empresas. O uso de padrões abertos é considerado como uma questão importante

para interoperabilidade [6] entre os diversos sistemas de informação e computação, uma vez que os dados de uma pessoa ou serviço podem ser utilizados em áreas diversas, sem a necessidade de novas informações no sistema.

A segunda classificação é Intelligent City [7], nesta, as cidades são definidas como territórios que trazem sistemas de inovação e ICTs dentro da mesma localidade, que combina a criatividade de indivíduos talentosos que compõem a população da cidade, instituições que melhoram a aprendizagem e espaços de inovação, geralmente virtuais, que facilitam a gestão do conhecimento. A combinação de criatividade das pessoas envolve a estratégia de inteligência coletiva, onde as tendências são identificadas e padronizadas, utilizando as experiências das pessoas de forma a colaborar coletivamente.

A terceira classificação é Smart City ou Cidade Inteligente [8][6][9]), neste paradigma o uso de ICTs visa tornar os componentes de infraestrutura e serviços essenciais de uma cidade mais inteligente, interligado e eficiente. Este conceito já foi implementado em algumas cidades [10], tais como Brisbane, Malta, Dubai e Kochi. Um dos principais objetivos destas cidades é melhorar a qualidade de vida das pessoas, de acordo com diferentes pontos de vista, como por exemplo, o nível de acesso às informações, consulta aos recursos relevantes disponíveis, bem como o estado atual de tais recursos.

A quarta classificação é Ubiquitous City [11], neste cenário a cidade está totalmente equipada com redes através das quais as autoridades da cidade podem

monitorar o que está acontecendo na cidade, como por exemplo o monitoramento do trânsito, a prevenção da criminalidade e prevenção de incêndio. O usuário pode acessar qualquer serviço da rede independentemente do lugar que se encontre, embora a sua posição seja relevante. Além de sistemas distintos compartilharem as mesmas informações, o número de dispositivos é significativamente maior do que nas outras classificações. Esta classificação provoca opiniões distintas entre especialistas e usuários, com relação a seu uso. Alguns são completamente a favor, outros defendem a ideia que estes sistemas invadem a privacidade dos usuários além de tornarem vulneráveis sistemas relativamente restritos.

Conceitos

Podem ser encontradas na literatura pelo menos cinco descrições do que seja uma cidade inteligente:

  1. uma CI muitas vezes é definida como uma reconstrução virtual de uma cidade, ou como uma cidade virtual (Droege, 1997). [12]. O termo já foi usado como um equivalente de cidade digital, cidade da informação, 'cidade conectada', telecidade, cidade baseada no conhecimento, comunidade eletrônica, espaço comunitário eletrônico etc., cobrindo uma ampla gama de aplicações eletrônicas e digitais, relacionadas ao espaço digital de cidades e comunidades (MIMOS).

  2. Um outro significado foi dado pela World Foundation for Smart Communities (ou "Fundação Mundial de Comunidades Inteligentes"), que associa cidades digitais ao crescimento inteligente, um tipo de desenvolvimento baseado nas tecnologias da informação e comunicação. "Uma Comunidade Inteligente é uma comunidade que fez um esforço consciente para usar a tecnologia da informação para transformar a vida e o trabalho dentro de seu território de forma significativa e fundamental, em vez de seguir uma forma incremental" (California Institute for Smart Communities, 2001). [13]

  3. Uma CI também pode ser definida como um ambiente inteligente, que embute tecnologias da informação e da comunicação (TIC) que criam ambientes interativos, que trazem a comunicação para o mundo físico. A partir desta perspectiva, uma cidade inteligente (ou em termos mais gerais um espaço inteligente) se refere a um ambiente físico no qual as tecnologias de comunicação e de informação, além de sistemas de sensores, desaparecem à medida que se tornam embutidos nos objetos físicos e nos ambientes nos quais vivemos, viajamos e trabalhamos (Steventon e Wright, 2006).[14]

  4. Uma cidade inteligente também é definida como um território que traz sistemas inovativos e TIC dentro da mesma localidade. O Forum de comunidades inteligentes (2006) [15] desenvolveu uma lista de indicadores que criam um quadro conceitual para a compreensão de como as comunidades e regiões podem ganhar vantagem competitivas na economia de hoje, que pode ser chamada de Economia da Banda Larga. Para se ter uma cidade inteligente (CI) é necessário combinar: (1) oferta ampla de banda larga para empresas, prédios governamentais e residências; (2) educação, treinamento e força de trabalho eficazes para oferecer trabalho do conhecimento; (3) políticas e programas que promovam a democracia digital, reduzindo a exclusão digital, para garantir que todos setores da sociedade e seus cidadãos se beneficiem da revolução da banda larga; (4) inovação nos setores público e privado e iniciativas para criar agrupamentos econômicos e capital de risco para apoiar o desenvolvimento de novos negócios; e (5) marketing do desenvolvimento econômico efetivo que alavanque a comunidade digital, para que ela atraia empregados e investidores talentosos.

  5. Na mesma linha, cidades (ou comunidades, clusters, ou regiões) inteligentes são aqueles territórios caracterizados pela alta capacidade de aprendizado e inovação, que já é embutida na criatividade de sua população, suas instituições de geração de conhecimento, e sua infra-estrututura digital para comunicação e gestão do conhecimento. A característica distintiva de uma cidade inteligente é o grande desempenho no campo da inovação, pois a inovação e a solução de novos problemas são recursos distintivos da inteligência (Komninos 2002[16] and 2006[7]).

  6. Por vezes, o conceito de cidades inteligentes se cruza com outros, como os de cidades resilientes e cidades conectadas. Mas a alternância nas ideias defendidas por esses conceitos não significa necessariamente uma frivolidade intelectual, mas sim um entendimento da cidade num determinado momento.

As três dimensões das cidades inteligentes

As cidades inteligentes evoluem na direção de uma forte integração de todas dimensões da inteligência: humanacoletiva e artificial, disponíveis em uma cidade. Elas são construídas como aglomerados multi-dimensionais, combinando as três principais dimensões (Komninos 2006, 17-18; Komninos 2008, 122-123).

A primeira dimensão está ligada às pessoas da cidade: a inteligênciainventividade e criatividade dos indivíduos que vivem e trabalham na cidade. Esta perspectiva foi descrita por Richard Florida(2002)[17] como ‘cidade criativa’, que agrega os valores e desejos da ‘nova classe criativa’, constituída pelo talento e conhecimento de cientistas, artistas, empresários, capitalistas de risco, além de outras pessoas criativas, que têm enorme impacto na determinação de como é organizado o espaço de trabalho e, portanto, se as companhias vão prosperar, e se a cidade vai se desenvolver ou não.

A segunda dimensão tem a ver com a inteligência coletiva da população de uma cidade: 'a capacidade de comunidades humanas cooperarem intelectualmente na criação, na inovação e na invenção'; 'o aprendizado e o processo criativo coletivos realizado através de trocas de conhecimento e de criatividade intelectual'; 'a capacidade de um grupo se organizar para decidir a respeito de seu próprio futuro e controlar as formas de atingi-lo em contextos complexos' (Atlee 2004).[18] Esta dimensão é baseada nas instituições da cidade que permitem a cooperação no conhecimento e na inovação.

A terceira dimensão é relacionada com a inteligência artificial embutida no ambiente físico da cidade, e disponível para sua população: a infra-estrutura de comunicação, os espaços digitais e as ferramentas públicas para a solução de problemas disponíveis para a população da cidade.

Assim, o conceito de "cidade inteligente" integra todas as três dimensões mencionadas de uma aglomeração: seus espaços físicos, a institucionais e digitais. Consequentemente, o termo "cidade inteligente" descreve um território com

  1. atividades bem desenvolvidas relacionadas a conhecimento, ou grupos de tais atividades;

  2. rotinas embutidas de cooperação social, permitindo o que o conhecimento e o know-how sejam adquiridos e adaptados;

  3. um conjunto desenvolvido de infra-estrutura de comunicação, espaços digitais e ferramentas de conhecimento e inovação; e

  4. uma habilidade comprovada de inovar, gerenciar e resolver problemas que apareçam pela primeira vez, uma vez que a capacidade de inovar e gerenciar a incerteza são os fatores críticos para se medir inteligência.

 

Cenário brasileiro (BRASIL)

O Brasil está no meio do caminho no processo de construir cidades inovadoras e, no mínimo, mais agradáveis de se viver. É o que revela o novo ranking Connected Smart Cities, da consultoria Urban Systems,que avaliou cerca de 700 municípios para apontar os 50 mais desenvolvidos nesse sentido. O Ranking tem como objetivo identificar fatores relevantes para desta forma temos o crescimento sustentável dos municípios e apontar as cidades brasileiras com maior potencial de desenvolvimento. [19]

O Rio de Janeiro (RJ) conquistou a primeira colocação com 29,9 pontos, de um total de 63, classificando-se como a cidade brasileira mais inteligente e conectada. Além disso, a cidade faturou a primeira posição nas categorias Tecnologia e Inovação e Economia.

“O desenvolvimento urbano na cidade do Rio de Janeiro é uma realidade que salta aos olhos, com grandes projetos e investimentos focados no princípio do espaço público útil, democrático, acolhedor e seguro. Partindo dessa premissa, avançamos no conceito de cidade integrada, valorizando bairros que antes se encontravam fora do eixo mais turístico do Rio e, principalmente, conectando-os a outras regiões e aos próprios cariocas. Além de chancelar nossas decisões e mostrar que estamos no caminho certo, o Ranking é um estímulo à busca de novas soluções e aprimoramento das existentes”, ressalta o secretário de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira.

São Paulo (SP) - Com população de aproximadamente 12 milhões de habitantes, a segunda colocada no Ranking Geral foi a cidade de São Paulo (SP), com 29,36 pontos. A metrópole também liderou no segmento de Mobilidade, que considerou aspectos como transporte urbano (indicadores de transporte coletivo, idade da frota e meios de transporte público de massa), acessibilidade (rampas de acesso para cadeirantes e ciclovias) e conectividade (do município a outros, nos modelos intermunicipal rodoviário e aéreo).

Segundo o ex prefeito da capital paulista, Fernando Haddad, o conceito de cidade está em gradual transformação para os moradores. “Para avançar nessa questão foi preciso reconhecer que São Paulo sofreu, ao longo das décadas, uma privatização de seus espaços, que gerou um impacto muito negativo na vida urbana. A cidade, que deveria ser um lugar de encontro, passou a ser um espaço de isolamento. Nesse sentido, a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico, em 2014, foi fundamental para iniciar um processo de transformação mais profunda. Ele orienta o desenvolvimento da cidade nos próximos 15 anos e prevê a revisão da Lei de Zoneamento”, explica Haddad.

Belo Horizonte (BH) - Reconhecida como uma cidade que possui parte de seus sistemas integrados, a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, faturou a terceira colocação no ranking geral. Somando pontuação de 28,91, a capital mineira classificou-se como a melhor opção no segmento de Meio Ambiente. O prefeito do município, Marcio Lacerda, acredita que, nos últimos anos, Belo Horizonte tem sido protagonista de ações e políticas públicas que contemplam áreas estratégicas para um crescimento sustentável e para melhorias significativas da qualidade de vida. “São investimentos em áreas como a saúde, mobilidade, educação, meio ambiente, tecnologia e urbanismo. E tudo o que tem sido feito tem como base o Planejamento Estratégico BH 2030, elaborado em 2009 e que vem sendo permanentemente aperfeiçoado. Trata-se de um conjunto de seis grandes objetivos estratégicos que a cidade está perseguindo em direção ao futuro desejado por todos os seus moradores”, pontua.

Ainda no Ranking Geral de Cidades Inteligentes e Conectadas, a melhor colocada na faixa populacional de 100 a 500 mil habitantes foi São Caetano do Sul (SP), que também alcançou o primeiro lugar no segmento Segurança. Na categoria com até 100 mil habitantes, Nova Lima (MG) foi a campeã. [20]

Em Portugal

As Cidades Inteligentes são uma prioridade nas políticas da União Europeia e de Portugal, nomeadamente na estratégia de reindustrialização, na Agenda Digital e nas estratégias nacionais e regionais de inovação para uma especialização inteligente. Em Portugal, foi criada em 2013 a Rede “Smart Cities Portugal”, que tem como objectivos:

  1. Promover o desenvolvimento e produção de soluções urbanas inovadoras, de forma integrada, com vista à estruturação da oferta e sua valorização nos mercados internacionais

  2. Potenciar a participação das empresas e cidades portuguesas no mercado das cidades inteligentes

  3. Afirmar a imagem de Portugal como espaço de concepção, produção e experimentação de produtos e serviços para cidades inteligentes.[21]

smart cities
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smart cities, 2.png
Cidade globais
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PIB
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7 maravilhas do mundo
7 Maravilhas do mundo, contemporâneas e do mundo antigo
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As Sete Maravilhas do Mundo Antigo são a primeira lista conhecida das mais notáveis criações da antiguidade clássica. Ela foi baseada em manuais populares entre turistas helênicos e inclui apenas obras localizadas ao redor do Mediterrâneo. O número sete foi escolhido porque os gregos acreditavam que ele representasse a perfeição e a abundância, e também por ser o número dos cinco planetas conhecidos na antiguidade, acrescidos do Sol e da Lua.[1] Muitas listas semelhantes a essa foram feitas.

Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

Grande Pirâmide de Gizé, única maravilha do mundo antigo ainda em existência

 

Coliseu, em Roma

 

Grande Muralha da China

 

Basílica De Santa Sofia

 

Stonehenge

 

Machu Picchu

 

Taj Mahal

 

Empire State Building

 

Ponte Golden Gate

 

Victoria Falls contém a maior cascata d'água do mundo em termos de área

 

Grande Barreira De Corais

 

CN Tower

 

Cidade velha de Jerusalém

 

Aurora Boreal ou Luzes do Norte

 

Grand Canyon

 

A estação de bombeamento de Abbey Mills, do sistema de esgoto de Londres

 

O historiador Heródoto (484–c. 425 A.C.) e o estudioso Calímaco de Cirene (c. 305–240 A.C.) fizeram, no Museu de Alexandria, as primeiras listas das sete maravilhas. Seus escritos não sobreviveram, exceto como referências.[2]

As sete maravilhas clássicas eram:[3]

A única maravilha do mundo antigo que ainda existe é a Grande Pirâmide de Gizé.[4]

Listas de outras eras

No século XIX e no início do século XX alguns escritores fizeram suas próprias listas com nomes como Maravilhas da Idade Média, Sete Maravilhas da Idade Média, Sete Maravilhas da Mentalidade Medieval, e Maravilhas Arquitetônicas da Idade Média. No entanto, é improvável que essas listas tenham origem na Idade Média, porque a palavra medieval não havia sido inventada até o Iluminismo e porque o conceito de Idade Média não havia se tornado popular até o século XVI. O Dicionário de Frases e Fábulas de Brewer se refere a elas como "lista[s] tardia[s]",[5] sugerindo que as listas tenham sido criadas após a Idade Média.

Muitas das estruturas nessas listas foram construídas muito antes da época medieval, mas eram bem conhecidas ainda assim.[6][7]

Os lugares que constam normalmente são:[5][6][8][9]

Outros lugares, por vezes, incluídos nessas listas:

Listas recentes

Seguindo a tradição da lista clássica, organizações e pessoas da contemporaneidade têm criado as suas próprias listas de obras maravilhosas da antiguidade e da modernidade. Alguns das listas mais notáveis estão apresentadas abaixo:

Sociedade Americana de Engenheiros Civis[editar | editar código-fonte]

Em 1994, a Sociedade Americana de Engenheiros Civis compilou uma lista das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em homenagem às "maiores conquistas da engenharia civil do século XX":[14]

Sete Maravilhas Naturais do Mundo

Semelhantemente a outras listas de maravilhas, não há consenso sobre uma lista das Sete Maravilhas Naturais do Mundo, e tem havido debate sobre quão extensa a lista deve ser. Uma das várias listas existentes foi compilada pela CNN:[17]

New 7 Wonders of the World

Em 2001, uma iniciativa foi iniciada pela corporação suíça Fundação New7Wonders para escolher as Sete Maravilhas do Mundo Moderno (New7Wonders of the World) a partir de uma seleção de duzentos monumentos existentes.[18] 21 finalistas foram anunciados em 1º de janeiro de 2006.[19] Os egípcios, no entanto, ficaram descontentes pela única maravilha original sobrevivente, a Grande Pirâmide de Gizé, ter de competir com obras como a Estátua da Liberdade, a Casa da Ópera de Sydney e outros pontos de interesse, julgando o projeto como absurdo. Em resposta, a pirâmide foi nomeada candidata honorária.[20] Os resultados foram anunciados em 7 de julho de 2007, em LisboaPortugal:[21]

New7Wonders of Nature

New7Wonders of Nature (2007–2011) foi uma iniciativa contemporânea para criar uma lista das sete maravilhas naturais escolhidas através de uma pesquisa global, organizada pelo mesmo grupo responsável pelo New7Wonders of the World:[23]

New7Wonders Cities

New7Wonders Cities foi a terceira votação global organizada pela New7Wonders:

Sete Maravilhas do Mundo Subaquático

As Sete Maravilhas do Mundo Subaquático é uma lista elaborada pela CEDAM Internacional, um grupo americano sem fins lucrativos de mergulhadores e dedicado às preservação e pesquisa oceânicas.

Em 1989, o grupo reuniu um painel de cientistas marinhos, incluindo a Drª. Eugenie Clark, para escolher áreas subaquáticas que consideravam ser dignas de proteção. Os resultados foram anunciados no Aquário Nacional, em Washington DC, pelo ator Lloyd Bridges, estrela da série de TV Sea Hunt:[24]

Sete Maravilhas do Mundo Industrial

A autora britânica Deborah Cadbury escreveu a obra Sete Maravilhas do Mundo Industrial, um livro contando as histórias de sete grandes proezas da engenharia entre o século XIX e início do século XX.[25] Em 2003, a BBC exibiu um docudrama de sete partes que explorou as mesmas proezas, com Cadbury como produtor. Cada episódio dramatizou a construção de um dos seguintes maravilhas industriais:[26]

Outras listas de maravilhas do mundo

Inúmeros outros autores e organizações compuseram listas das maravilhas do mundo. O escritor de viagens Howard Hillman publicou dois livros sobre o assunto, um com dez maravilhas artificiais e outro com dez maravilhas naturais.[27] Ronald W. Clark, biógrafo, escritor científico e novelista britânico, publicou um livro de maravilhas naturais e artificiais intitulado Maravilhas do Mundo, que lista 52 maravilhas, uma para cada semana do ano.[28]

Sete Maravilhas do Sistema Solar

Em um artigo de 1999, o periódico Astronomy listou as Sete Maravilhas do Sistema Solar. O artigo foi mais tarde transformado em um vídeo:[29]

Na cultura popular

A série de jogos de computador Civilization apresenta muitas maravilhas do mundo de todas as épocas. Estas podem ser construídas por qualquer civilização, independentemente de qual civilização construiu-as na realidade. Em Civilization V, "maravilhas naturais", tais como o Monte Fuji e o Old Faithful foram adicionadas. Mecanismos de maravilhas semelhantes a esse são encontrados em outra série de jogos eletrônicos, a Rise of Nations.

Ver também

Notas

  1.  Tanto o artigo do USA Today quanto a transmissão do Good Morning America descreveram essa maravilha como "Cidade Velha de Jerusalém, Israel." A Cidade velha está localizada no Leste de Jerusalém, que é reivindicada pelo Estado de Israel e pelo Estado da Palestina. A ONU e muitos países não reconhecem a reivindicação de Israel sobre o Leste de Jerusalém, tomando o partido de que o status final de Jerusalém depende de futuras negociações entre as autoridades israelenses e da Palestina. Veja Posições sobre Jerusalém para mais informações.

débitos nacionais

Dívida governamental Vs. PIB

government-debt-snowball.jpg

Maiores riscos globais, 2018

global risk 2017.png

The Global Risks, Report 2018,

13th Edition

world economic forum

riscos globais

O risco-país é um conceito econômico-financeiro que diz respeito à possibilidade de que mudanças no ambiente de negócios de um determinado país impacte negativamente o valor dos ativos de indivíduos ou empresas estrangeiras naquele país, bem como os lucrosdividendos ou royalties que esperam obter dos investimentos que lá fizeram. No Brasil, este conceito amplo é frequentemente confundido com o Emerging Markets Bond Index (Índice de Títulos de Mercados Emergentes) ou EMBI+), calculado pela JPMorgan.

Tipos de risco associados ao investimento estrangeiro

O conceito risco-país engloba diversas categorias de risco que podem ser associadas a um país. As principais categorias estudadas quando da avaliação do risco apresentado por um país são: risco político, risco mercadológico e risco geográfico.

Risco político

O risco político se refere à possibilidade de que o governo do país em questão, exercendo seu poder soberano, tome medidas adversas aos investimentos realizados. Alterações em regulamentação e tributação são a forma mais comum e cotidiana de um governo local afetar negócios estrangeiros no país. Mas o conceito também inclui riscos mais esporádicos e muito mais significativos como os riscos de desapropriação ou nacionalização de ativos, de calotes em contratos de fornecimento de produtos ou serviços, de desordem pública por inépcia governamental e até de golpe de Estadoterrorismo ou guerra civil.

Risco mercadológico

O risco mercadológico refere-se à possibilidade de fatores de mercado impactarem valores ou preços de forma a influenciar os investimentos realizados. Ou seja, quando valores ou preços dos ativos financeiros, das taxas de juros, da moeda (ou câmbio) ou dos insumos básicos para produção (veja en:commodity) se alteram em função de forças de mercado exógenas ao investimento em questão, podem impactar negativamente seu valor.

Risco geográfico

O risco geográfico se refere à possibilidade, mais remota, de fatores geológicosclimáticos e geopolíticos influirem negativamente nos investimentos estrangeiros. Desastres naturais, tensões diplomáticasconflitos internacionais, embora menos frequentes, podem impactar significativamente o valor dos investimentos quando ocorrem.

Medição de risco

O risco-país como um todo não é mensurável pois envolve os múltiplos fatores acima descritos, que têm variado potencial de impacto e influência sobre cada investimento feito por estrangeiros num país. Não obstante, uma vez que sua compreensão e mensuração podem auxiliar os investidores a administrar seus investimentos e a maximizar o retorno, recursos significativos são dedicados mundo afora a medir como diferentes tipos de risco impactam diferentes tipos de investimento.

Informações sobre países

As principais fontes de informação geral sobre países, com ênfase na avaliação política, econômica e geográfica de cada um, são o Economist Intelligence Unit, conhecido como EIU (veja en:Economist Intelligence Unit), e o The World Factbook.

Agências de classificação de risco

No contexto de informação de risco estão as agências de classificação de risco, dentre as quais destacam-se Moody'sStandard & Poor´s e Fitch Ratings. Essas agências se dedicam à análise do risco-país associado a investimentos em ativos financeiros, tais como títulos e ações. Por meio da análise das finanças de governos e empresas, as agências produzem classificações ou ratings, que indicam a segurança oferecida pelo governo e pelas empresas de cada país aos investidores estrangeiros que aplicam seu dinheiro em títulos da dívida daqueles governos e empresas.

Índices de Risco

Há centenas de índices que medem desvios de preço de um conjunto de ativos financeiros em relação a um ativo (ou à média de um conjunto de ativos) de referência, a fim de apresentar ao investidor financeiro uma medida quantitativa do risco associado ao investimento em determinados papéis.

EMBI+

Por ser, no Brasil, frequentemente confundido e usado como sinônimo de risco-país, sobretudo pela imprensa, destaca-se o en:JPMorgan EMBI (EMBI+, Emerging Markets Bonds Index Plus ou Índice de Títulos de Mercados Emergentes). O EMBI+ vem sendo oferecido pelo Banco JP Morgan, desde dezembro de 1993, como um índice de referência para as economias emergentes.

Com base nos valores de negociações diárias em mercados secundários de 93 títulos de 21 economias emergentes, entre elas o Brasil, o EMBI+ compara os juros implícitos nos preços pelos quais os títulos emitidos por governos trocam de mãos, aos juros dos títulos do governo americano, considerados os mais seguros do mundo. Por utilizar como base as negociações realizadas em mercados secundários, que, por natureza, envolvem quantidade significativa de capital especulativo, o EMBI+ é uma medida bastante específica, melhor utilizada para a avaliação de investimentos de curto e médio prazo em ativos financeiros.

geral

​​​GEOGRAFIA  GERAL​​ , Links

PIB nacional
P I B  Nacional, por unidade da Federação

PIB milR$ 

 2.038.005.000

 640.186.000

 544.634.000

 408.645.000

 401.662.000

 258.649.000

 256.661.000

 235.497.000

 181.692.000

 167.290.000

 138.379.000

 138.068.000

 123.834.000

 109.227.000

 91.866.000

 89.017.000

 85.286.000

 59.661.000

 59.089.000

 49.456.000

 41.406.000

 39.451.000

 38.867.000

 31.576.000

 14.339.000

 13.751.000

 11.011.000

6.267.205.000

Participação rel.2015

 32,4

 11,0

 8,7

 6,4

 6,3

 4,1

 4,2

 3,6

 2,9

 2,6

 2,2

 2,2

 1,8

 2,0

 1,4

 1,4

 1,3

 1,0

 0,9

 0,8

 0,7

 0,6

 0,6

 0,5

 0,2

 0,2

 0,2

Participação 2016

 32,5

 10,2

 8,7

 6,5

 6,4

 4,1

 4,1

 3,8

 2,9

 2,7

 2,2

 2,2

 2,0

 1,7

 1,5

 1,4

 1,4

 1,0

 0,9

 0,8

 0,7

 0,6

 0,6

 0,5

 0,2

 0,2

 0,2

PIB 2015.png
relevos
tipode relevo.jpg
d8ee91ba8162b8a00275c0527a2daa94.jpg
relevo brasileiro.png
clima
mudanca climatica Brasil.png
terra
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biomas
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